O que o Beto esqueceu de dizer no post sobre as tatuagens do Douglas é que o amigo tresloucado cometeu o gesto tresloucado de tatuar o nome da ex no braço por causa de uma promessa.
Grêmio x Portuguesa - última rodada da fase classificatória - Estádio Olímpico
Depois de um começo cheio de tropeços e da tradicional ameaça de rebaixamento para a segunda divisão pós ganhar tudo nos anos 90 (administração do Cacalo: em 97 já tínahmos escapado de cair na última rodada - ah, e perdemos os dois gauchões também.), trouxemos o Cabo Roth de volta e o time entrou nos eixos.
Na última rodada, a velha e boa superquarta do formulismo (com todos os jogos ao mesmo tempo, à tarde), só precisávamos de uma vitória sobre a Portuguesa para conquistarmos a última vaga para as oitavas.
O tricolor saiu na frente, mas a Portuguesa logo empatou. Em holocausto, disse em alto e bom tom: se o Grêmio se classificar eu vou tatuar um coração de marinheiro com o nome da fulana. Meus colegas de trabalho tentaram me demover da idéia, mas eu prometi.
Final de jogo: Grêmio 4 x 1 Portuguesa. Iríamos disputar os play-offs contra o Corinthians (o primeiro supertime de parceria que eles montaram). Mas isso já é outra história.
Demorou, mas eu fiz a tatuagem com o nome da mina. Se não me engano, foi em 2001. Tarde pra promessa, mas Deus ficou tão feliz que me deu o tetracampeonato da Copa do Brasil como recompensa.
O casamento acabou naquele mesmo ano. E eu ainda demorei quase outros dois pra cobrir a tatuagem, porque fiz um acordo com a Carol (a nossa tatuadora oficial) de que encontraria algo legal pra substituir.
Hoje, minha tatuagem de marinheiro tem um belo Love estampado.
Love é mais bacana. Serve para a minha patroa, para o meu filho, para minha família e, é claro, serve para o Grêmio também.
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