sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Tricolor Water Resistant

Grêmio 6 x 2 Brasil-Pel

Gauchão 2007 - Estádio Olímpico Monumental - Porto Alegre

Pensei em desistir de ir ao jogo, mas liguei para o Theo e ele estava com muita vontade de ir ao Olímpico. Eu também estaria se fosse ele, que não voltava para casa desde o 3 x 0 no Flamengo, na penúltima rodada do Brasileirão 2005.

Enfrentamos a chuva e fomos. Demos sorte no caminho e chegamos rápido, ao contrário de um monte de gente que se trancou na rota do dinheiroduto do Fogaça, ali pelas imediações da Goethe.

Tivemos azar no caminho do estacionamento até o Olímpico: provavelmente, pegamos a hora em que mais chovia na rua, com um guarda-chuva que, faça-me o favor, não serviu pera nada.

Pelo menos chegamos a tempo de pegar um lugar coberto na Social.

O jogo foi fácil. O Brasil de Pelotas justificou a crise e a má colocação na chave - deve estar em penúltimo lugar. Ou antepenúltimo, como o time da frente do Maria Imaculada.

Pra complicar o caso deles, o Grêmio entrou em campo cheio de disposição. E foi empilhando gols. Schiavi, com assistência do William; Douglas, depois de receber do Lúcio; Tcheco, depois de pênalti em Douglas; William, com assistência do Schiavi; Ramon, depois de cruzamento do Carlos Eduardo (ou seria do Lúcio, os dois são pequenos e facilmente trocáveis quando vistos da diagonal oposta); e Carlos Eduardo, depois de receber uma enfiada de bola de alguém que não vi.

E o Grêmio ainda perdeu gols, teve pênaltis não marcados - um puxão no Ramon e uma voadora no peito do Douglas.

A defesa deu duas descuidadas, o que é difícil não acontecer num jogo tão fácil. Pra mim, se a bola estivesse seca, o Saja teria espalmado a bola do primeiro gol por cima da trave. Sei lá...

Lúcio mudou o jeito do Grêmio jogar pelo lado esquerdo. É pequeno mas tem raça. Pelo físico, pela disposição e pelo gosto em conduzir a bola, lembra o Rafinha.

Douglas é bom centroavante mesmo. Continuo achando que não é um novo Fred, mas vai pra cima, marca a saída de bola e tenta fazer gol sempre. Bateu muito bem na bola no gol e mandou bem no mortal.

Preocupante a entrada que um vagabundo do Brasil deu no Lucas. Mas não vai ser nada grave. E o Douglas sentiu alguma coisa que não sei: ontem era dúvida.

Resta esperar que todo mundo fique bem e que o Cúcuta, na terça, seja um Brasil de Pelotas com grife. Daí fica fácil.

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