Em 1993, ganhei uma camisetav tricolor da Penalty de presente da minha irmã. Naquele ano, a 10 era do Tia Joana, nosso treinador era o Ernesto Guedes, nós estávamos na Segundona e eu trabalhava na McCann. Ou seja, isso faz tempo pra dedéu...
Pois essa camiseta me acompanhou no carnaval da SAT (onde fui motivo de chacota pela situação do clube, mas ganhei sorrisos com a resposta, “Eu sou o Tia Joana: meia-esquerda do Grêmio, bêbado e drogado.”.
Essa camiseta foi guerreira: esteve em shows com Os Carlos, trabalhou em diversas agências de propaganda comigo e me acompanhou inclusive durante o meu pavoroso casamento com a terrível e medonha Nani Valderrama, também conhecida por Kleebank.
Essa camiseta subiu da segundona, ganhou a Copa do Brasil, ganhou o bi da Libertadores e fazia uma campanha mais ou menos no Brasileirão de 1996.
Estava na casa da minha mãe, em Ipanema, antes do Gre-Nal deste Brasileirão (que foi no chiqueiro do aterro), quando comentei, “Vou aposentar esta camiseta no final do campeonato pra ela ir comigo pro caixão.”.
Naquela época, a mãe do Pedro estava grávida e tudo pareceu uma piada de péssimo gosto. Minha mãe ficou furiosa comigo, é claro.
Bom, tocamos 2 x 1 nos filhos da puta naquela tarde de domingo. Saímos na frente com um gol de patinete do Paulo Nunes (não dava pra chamar aquilo de bicicleta). Eles empataram e daí o Dinho marcou de falta. Pra castigar, comemorou o gol num pé só, imitando um saci.
Na saída daquele jogo, tomei um couro de uma moçada da Camisa 12. Apanhei inclusive com um cabo de bandeira com um ferro na ponta (tive que ir ao Pronto-Socorro, onde imobilizaram o meu braço, mas só com atadura). Os caras pegaram minha camiseta e rasgaram, meus óculos quebraram na briga, foi uma merda.
Até hoje, não tive outra camiseta tão campeã pra me acompanhar no caixão.
Talvez a tricolor da Puma, que eu ganhei em 2005, alcance o status de meu uniforme do Grêmio para a vida eterna. Desde que a ganhei de presente, o tricolor só vem me dando alegrias. Como aconteceu com a minha Penalty patrocinada ainda pela Coca-Cola (em preto), lá no começo dos anos 90.
domingo, 11 de março de 2007
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