O seu Tito me levou ao Olímpico pela primeira vez em 1975, quando eu tinha 4 anos. Ele tinha duas cadeiras perpétuas, que não eram perpétuas de verdade, uma vez que deixaram de ser ainda nos anos 80 – talvez fossem perpétuas por 25 anos.
Eu tinha quatro anos e o Olímpico nem tinha o anel superior, lá onde ficam as centrais e os camarotes hoje em dia.
Dá pra dizer que eu cresci no Olímpico e com ele.
Lá eu aprendi a gritar “É campeão!”, em 1977, sofri quando o Baltazar errou o pênalti na final de 81 e quase chorei quando viramos o jogo, quase chorei quando perdemos pro Flamengo em 82, perdi a voz de tanto gritar no título de 83, peguei pneumonia no Gauchão de 86. Também no Olímpico eu não consegui ingresso para a final da Copa do Brasil de 89, vi o Denner jogando com a tricolor em 93, acompanhei vários jogos da Copa do Brasil de 94, fui bi-campeão da Libertadores em 95, campeão Brasileiro em 96, vi o Ronaldinho começar a carreira dele e acabar com a do Dunga (isso foi em 99). Em 2005, quando voltei de um ano morando em São Paulo, fui direto para o Olímpico ver Grêmio x 15.
No Olímpico eu fui espantar a tristeza depois do enterro da minha amada mãe, a saudosa Dona Miroca, porque eu tinha certeza de que ela ficaria triste se eu perdesse um jogo importante por causa dela (Grêmio x Santo André, em 2005). Dez anos antes, sorri quando vi o lugar onde o corpo do meu pai ficaria no João XXIII. De frente para o estádio.
Eu estava no Olímpico no primeiro jogo da final do Gauchão do ano passado. E só não fui a um dos jogos do Brasileirão 2006 porque tive que trabalhar. E não perdi nenhum jogo em casa este.
O Olímpico faz parte da minha vida de verdade. De 32 anos dela, no mínimo, apesar de achar que eu o conhecia desde antes.
Mesmo assim, sou um apaixonado pela idéia da Arena, independente de onde for construída.
Hoje de manhã, meus olhos brilharam quando vi a maquete no jornal.
terça-feira, 6 de março de 2007
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