terça-feira, 22 de maio de 2007

Da brutal diferença entre ser imortal e morto-vivo

Imortal Tricolor.

Os torcedores do morto, bem morto mesmo, Once Caldas do Aterro ficam loucos quando ouvem essa expressão, cunhada pela genialidade do Lupicínio Rodrigues.

Foi ele quem teve a luz e colocou na letra, e somos nós que cantamos a cada jogo no Monumental:

“50 anos de glórias
Tens imortal tricolor.
Os feitos da tua história
Cantam Rio Grande com amor.”

Agora, até texto desmerecendo os nosso títulos e auto-proclamando o ribeirinho como imortal eles andam enviando.

Pra mim, o Once Cladas é, e nunca deixará de ser, um time de mortos. Como se mexem de vez em quando, muito de vez em quando, o máximo de concessão a eles é dizer que são mortos-vivos. Ou zumbis, comos preferirem.

Incluir o vivos depois do mortos é bondade minha: eles morrem na praia quase sempre. Aliás, quando conseguem chegar à praia, porque passam a maior parte do tempo enterrados.

Ao contrário do Imortal Tricolor, que levanta mesmo quando ferido de morte e luta enquanto houver força e tempo. Nossa Imortalidade vem daí, de não aceitar a derrota nunca.

Essa imortalidade, a verdadeira, torna o Grêmio e o gremista resistentes a grandes tragédias. Porque sempre sabemos que vamos superá-las. E sempre teremos novos exemplos do quão fortes somos, e de como somos mais apaixonados e mais valentes que as almas sofredoras que vagam pelo aterro.

O resto é despeito de quem tem “plagas distantes” na letra do hino. E poucos, muito poucos, pouquíssimos exemplos de superação e raça pra dar.

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