Grêmio 2 x 0 Fluminense
Brasileirão 2007 - Seguna rodada - Estádio Olímpico Monumental
Horário ruim e véspera de decisão. O resultado foi um público modesto, pouco mais de 16 mil pessoas, pequeno para quem detém a melhor média do último Brasileirão. Mas, ainda sim, empolgado e corneteiro.
Eu não tenho o hábito de cornetear, sequer reclamar, do time. Mas, por conhecer os meus companheiros de social, achei que o Grêmio era gasolina aditivada para o resmungo.
O começo do jogo ficou mais para o Fluminense do que pra nós. Gavilán esteve perdido como primeiro volante. Bruno Teles precisou de um tempinho para se soltar. E Amoroso procurava o seu lugar nessa nova situação de começar a partida. E a corneta pegando.
Uma senhora bem velhinha, em pé lá atrás, tinha uma predileção especial pelo Tuta e pelo Amoroso. "Vai, gordo", "Não joga nada esse Amoroso" e "Tem que tirar esse Tuta", eram mais freqüentes que o ¨Bobalhão¨ ou ¨viadinho¨ endereçados ao Carlos Alberto e ao Renato Gaúcho.
Mas o time foi se endireitando aos poucos. Um cruzamento aqui, uma especulada ali, o Amoroso começando a acertar uns passes e o Fluminense atacando menos. Comentei com o Theo que era só uma questão de tempo.
O primeiro gol foi reflexo do crescimento do time. Amoroso conduz a bola e, mesmo levando uma chegada forte do nosso Roger, deu um passe açucarado para o Tcheco, que fez um cruzamento idem para o Carlos Eduardo. O menino-prodígio pegou de sem pulo, queimou o Fernando Henrique e comemorou com a gente. Maravilha.
Antes do final do primeiro tempo, o Tuta quase guardou de bicicleta. E a maldita velhinha corneteira xingou muito o coitado. Eu achei bacana.
O segundo tempo foi bem mais bacana. Carlos Eduardo ganhou um marcador individual, mas continuou gastando a bola mesmo assim. Ontem o moleque tava até marcando. E sempre, sempre, a bola caía no pé dele. Antes do Tuta tutar o segundo, ele deu um passe para o Tcheco, que chutou por cima, e outro para o centroavante, que bateu colocado e o Fernando Henrique pegou.
Tenho que falar do gol do Tuta: achei que não ia dar. Quando ele dividiu o cruzamento do Bruno Teles com o Roger e a bola subiu e voltou, pelo jeito que ele girou o corpo, não dava pra pensar no melhor. Daí o cara dá um voleio e guarda. Coisa de centroavante. E sorte que esse joga no nosso time.
Ainda tivemos uma bola na trave do Tcheco (no contrapé do Fernando Henrique, que só podia torcer pra bola não entrar) e outra boa defesa do goleiro do Flu, num cruzamento do Ramon para a conclusão do Tuta.
Fim de jogo. Dois a zero. E mais um reforcinho da nossa fé nesse time, que pode não ser o melhor do Brasil, mas que é bon e, principalmente, valente.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
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