terça-feira, 13 de abril de 2010

Desigualdade aos Desiguais

Uma frase, talvez a única, que eu tenha tirado de útil da cadeira de Sociologia II (caça níquel) da PUCRS, foi a de que "é preciso tratar os desiguais de formas desiguais, mas sem subalternidades". Não lembro o nome do autor e não vou me dar o trabalho de Googleá-la. Se meu professor (Adão Clóvis) disse, tá dito.

O Grêmio colocou essa frase em prática na semana passada, só que esqueceu a segunda parte: "sem subalternidades". 50 e poucos jogos sem perder, 15 vitórias in a row... toquinho pra cá, lancezinho bonito pra lá... não é assim que se dança a milonga. O baile toca diversas músicas e, a cada nova melodia, o passo precisa ser mudado. Não só o Grêmio entrou com esa ideia. A torcida, de um modo geral, também entrou com esse pensamento.

Eu disse que o jogo ia ser difícil, mas que tínhamos que nos impor e ganhar por, no mínimo, 2x0. Contrariei o colega Russell, dizendo que eu não queria 0,5 a zero. Queria o Grêmio em cima, sufocando, metendo pressão, mostrando quem é que manda na Azenha.

Quando o Grêmio vai jogar contra o Palmeiras, é diferente de quando joga contra o Zequinha? Quando o Grêmio vai jogar contra o Corinthians, é diferente de quando joga contra o Ypiranga? Quando o Grêmio vai jogar contra o Cruzeiro, é diferente de quando joga contra o Brasil-Pe?

Sim, claro que sim. Todas essas perguntas são muito óbvias. E as respostas, mais ainda. Só que não pode haver subalternidades.

O Grêmio subestimou seu adversário. De maneira direta ou indireta, achou que faria o gol a qualquer momento. O primeiro gol foi totalmente acidental. O babaca do lateral esquerdo do Pelotas causou uma reversão do lateral, cruzamos e caixa! Tivemos oportunismo. Só que foi somente esse lance. Jonas errou um gol cara a cara com o arquero adversário. "Não dá nada, vamos fazer outros gols, esse não vai fazer falta." É aí que mora o perigo.

Até os 35min do primeiro tempo eu mandei o Douglas acordar, insistentemente e em vão. Depois disso eu vi que não tinha mais jeito. Será que faltou cojones do nosso trenero pra trocá-lo logo após o intervalo ou nos primeiros minutos do segundo tempo? Talvez sim. Maylson tava jogando bem, mas cansou. Precisava ser substituido. Mas Douglas TAMBÉM precisava. Estava ir-re-co-nhe-cí-vel.

Não falei da desastrosa arbitragem porque parece discurso surrado. Mas, que foi uma das PIORES que já vi, ah, isso foi!

Espero que contra o Avaí a coisa mude. Senão, vai ficar mui feia a cosa, paysano... mui feia!

Um comentário:

TiagoR disse...

Eu queria meio a zero sim, mas não por ser um Nostradamus de apto, mas por saber que existe diferenças sim entre jogar ocntra Palmeiras, Curintia, Votoraty e Pelotas.

O Pelotas tá longe de ser o Votoraty e, arrisco dizer, se não fossem as expulsões contra o São José, repetiriam o crime no Aterro.

Infelizmente, agora é esperar.