sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Não foi uma grande madrugada.

Esperar até perto da meia noite para assistir o Imortal tendo que trabalhar no outro dia não é nenhum esforço assim tão complicado, mas também não é a melhor situação do mundo. Mais incômodo do que o horário da partida foi a nossa atuação num todo que deixou a desejar.
Aí vão me dizer que o vestiário não tinha condições, que o juiz era caseiro, que os colombianos batiam. Respondo: - Se era fraco porque veio? Esperavam outra coisa de uma partida de Libertadores? Por favor, partidinha tranqüila perto de outras que tivemos e que ainda vamos ter.
Perdemos o jogo para nós mesmos, a meu ver em pequenos detalhes que podem ser resolvidos. A marcação pelo lado esquerdo estava terrível, tanto que os gols e praticamente todas jogadas mais perigosas aconteceram por ali. Se o Lúcio voltar a lateral acredito que isso se resolva quase que naturalmente.
Outro fato que eu já tinha percebido e que ontem ficou escancarado é que o Carlos Alberto não pode ter função de contenção. Ele é muito esforçado, mas não sabe marcar, se atrapalha, atropela o adversário. Fato que o brigou o Renato a tirá-lo do time ainda no primeiro tempo para que pudéssemos terminar com 11 em campo. A minha última crítica individual é para o André Lima que insistiu incansavelmente em cavar faltas que eram certas que o mexicano não daria e reclamar depois. E como reclamou, o tempo todo. Tanto reclamou que foi amarelado.
Fica como última consideração, a que eu considero mais grave, e infelizmente a mais corriqueira: pra que recuar tanto após termos marcado o gol? Começamos o jogo arrasadores, marcando o adversário dentro do campo dele, não dando espaços, sufocando. Tanto foi que logo marcamos o primeiro gol. Aí recuamos, começamos a esperar o adversário no nosso campo. E tanto isso estava errado que tomamos um gol.
Pro segundo tempo voltamos melhor, mas a articulação de jogadas não funcionou. Não vi nenhuma estatística do jogo, mas o número de passes errados deve ter ficado bem acima da média. Um pouco de nervosismo, talvez, quem sabe?
Enfim, não foi uma grande atuação, sofremos uma derrota, mas nada que abale a minha convicção de que temos uma equipe muito forte e competitiva. E tenho certeza de que o Renato conseguirá corrigir essas pequenas falhas rapidamente.

10 comentários:

Ana Schirmer disse...

Me alivia saber que não sou só eu que fico irritada com essas atitudes do André Lima.
O Renato manteve ele em campo por tempo demais, o cara só queria fazer circo. No Gauchão e Brasileirão até funciona, mas em Libertadores não.

robert disse...

Muito bom o texto, relata exatamento o que aconteceu. No meu ver ainda tem algumas coisas que não funcionaram, por exemplo o esquema com dois atacantes, assim não funciona, a bola não chega até eles, o VP7 teria q ter entrado antes no jogo, não faltando 5m p o fim. A questão do Douglas tb preocupa, gosto muito do futebol dele, mas p LA11 acho que teremos q ter um meia com mais vontade, mais raça, ele parace sempre sonolento, sem vontade. A equipe jogou bem no segundo tempo, mas acredito q se o SANTO tivesse colocado outro meia no lugar de um atacante nos teria conseguido o segundo gol.
Mas vamos lá!!! Acredito muito no SANTO e com certeze e vai arrumar a casa p a próxima partida!!!!

Abraço!
Robert Welter de Gramado/RS

RicardoMello disse...

Tenho a impressão que alguns dos jogadores do grêmio - que são excelentes - não estão acostumados, nem preparados (ainda), para o que é uma LIBERTADORES. Carlos Alberto e André Lima, por exemplo, claramente jogavam como se estivessem num jogo de Brasileirão (em relação às faltas e ao juiz).
Tomara que o Santo acerte isso ae...

Sandro Scotta disse...

Sobre o Douglas, acho meio prematura pra afirmar, mas tive a impressão que nesse losango, centralizado e próximo a área ele não consegue render tudo que pode. Recebeu muitas bolas de costas pro gol, isso não favorece o futebol dele. Enfim, só um palpite

G Vermes disse...

Ontem não teve um Grêmio com cara de Grêmio.

A postura do time muito apática sem AQUELA garra. Pra muitos lá foi a estréia de libertadores, pô 50 mil colombianos, fizeram bem sua parte principalmente no primeiro tempo. Mas claro que Libertadores é isto e que se acostumem logo.

Alguns foram bem na minha opinião, ficaram calmos, em especial o alemão. Deu pra notar que a equipe do Grêmio é superior e gostei do toque de bola (tentativa) cadenciando o jogo espero que isto continue mas junto com força e orgulho de ser gremista.

Gostei muito do teu post, a lateral com o Gilson sem o Lucio mostrou-se muita fraca, e achei feliz o Renato nas trocas. Mas o auto-intitulado guerreiro me parece muito mais um caigote, achei muito chorão, muita reclamaçãozinha, muita caidinha, e isto ele vem fazendo sempre! Isto não é coisa de guerreiro. Gosto da identificacao dele com o Grêmio mas ele tá mais pra dedicado do que pra guerreiro. Ah se o Escudero começa... daí vamos parar de frescuras e sentimentalismos e dizer: o Guerreiro fica de fora!

Digamos então que foi a estréia dos novatos na libertadores, e que não será um campeonato invicto. Também confio na equipe e dá-lhe Grêmio!

Abraços,
Guilherme.

Arthur disse...

Galera, nosso maior ídolo infelizmente Rothou hj, é fato, Renato hoje fez algo que nunca havia feito desde chegar pra (salvar) treinar o Grêmio, ele recuou o time de um jeito que é difícil acreditar. Além do fato dele ter feito as substituições apenas nos minutos finais, pensei que ele iria acertar o time no intervalo...

Douglas jogou nada, Gilson é um bom reserva, o Colaço ajeitou o lado esquerdo, só que daí no lado direito era uma falta de criatividade... Rodolfo é um baita zagueiro, mas falhou no 2º gol, Paulão jogou demais, Rochemback também, como sempre, Victor também foi bem, Gabriel num apareceu muito e também outra coisa: ELE NÃO CRUZA, um lateral que raramente cruza é estranho. Das poucas vezes que ele cruzou ele cruzou bem, mas raramente ele cruza, normalmente ele vai em direção da área driblando ao invés de cruzar...
Mas foi bom que nós sabemos o que precisa melhorar!

Daniel disse...

Assino embaixo! E que bom que não sou só eu que acho que se o André Lima jogasse mais, e parasse de querer cavar pênalti (contra Oriente Petrolero, várias vezes) e faltas, como ontem, o Grêmio teria poderio de ataque ainda maior!

Mas deixaremos os petelecos e palmatórias para o Santo arrumar nosso peteleco e coparmos novamente!

Fagner disse...

Scotta, perfeito o texto, eu assino embaixo. Porém, alguns comentários aqui acho que foram exagerados. Arthur, era só olhar para o Renato para ver que não foi ele que pediu para o time voltar. E isso acontece com qualquer técnico. Olha, é blasfêmia falar em "rothismo" nesse caso.

Outra coisa, embora respeite quem acha, eu penso que garra não ganha nada. O que ganha é futebol e deu. Tem muito meia boca com vontade sobrando e faltando futebol (pra mim, o caso clássico do Vilson). Assim, quando o Grêmio joga mal, tem muita gente que confunde e diz que "faltou raça". Ontem, faltou futebol para superar um time muito, mas muito, pior que o nosso, que sucumbiu quando marcamos a única jogada tosca que tinham, que era bola nas costas do Gilson.

Outra, na hora do gol, o time do Grêmio estava completamente fora do jogo em função do lance do quase gol do Rodolfo. Foi completa e irrestrita falta de atenção. Parece que todos queriam comentar e parabenizar o zagueiro por aquele lance incrível. Resultado: NINGUÉM marcou e o Rockembach chegou muitíssimo atrasado na bola do segundo pau (aliás, nosso único erro de bola aérea em todo o jogo). Isso não pode acontecer na Libertadores.

No mais, o Gabriel não cruza e não é de hoje, mas o Finado era o ponteiro direito que completava a passagem dele. Temos que achar alguém para emparceirar com o nosso lateral. E o Grêmio provou mais uma vez que é dependente do Lúcio. O problema da esquerda só vai se resolver se clonarmos ele - e a resposta pode ser o Collaço, que fez uma ótima partida.

Saludos,
Fagner

G Vermes disse...

Fagner,

Não acho que raça seja definitivo em jogo, mas também não dou privilégio a saber jogar bola. É um pouco de tudo sei lá sabendo o que mais o que menos. Um pouco de tudo. O fator psicológico? Também. A torcida? Também. E por aí vai...

Afinal é como o time muito pior do que o nosso, como tu disse, superou o nosso. Aposto que a motivação fez parte, sem falar nos 50mil.

Sem querer entrar em discussões medíocres. Mas vim explicar meu comentário, pois não estou confuso.

Abraços,
Guilherme.

Fagner disse...

Guilherme, não queria ofender. Deixa eu explicar:

Eu discordo que tenha faltado raça. O Carlos Alberto quase foi expulso, a marcação do Grêmio, principalmente depois dos 35 do primeiro tempo (entrada do Collaço) não deixou eles jogarem, o Borges deu carrinho no meio do campo, o Adilson roubou um monte de bolas, tal qual o Rochemback, o Paulão chutou para onde o nariz apontava... não sei o que tu chama de raça, mas, para mim, com o time entrando assim, não foi raça o que faltou.

Recuou depois do primeiro gol deles, isso é fato, mas não acertava passe de dois metros. Podia ter ficado atrás se tivesse a bola, se não desse bicão para frente para ver o que acontecia. Não querendo colocar a culpa em um jogador, porque isso é muito fácil, se o Carlos Alberto estivesse ligado e parasse de ir para trás toda a vez que recebia uma bola (o que fez ele perder mais bolas que o Douglas), talvez não precisássemos roubar tantas bolas e cometer tantas faltas. Faltou organização, faltou posicionamento (o Gilson tava sozinho do lado esquerdo), faltou inteligência... mas raça, não acho.

O Renato explicou uma coisa no Domingo sobre a utilização do CA que mostra um pouco o que aconteceu, na minha opinião: o Adilson e ele vão revezar o lado, dependendo do lado mais forte do adversário. Aquele cabeludo meia boca com a camisa 10 deles borboleteou todo o primeiro tempo, hora na esquerda, hora na direita, o que fez nenhum dos dois marcar direito, porque tinha que atravessar o campo quase toda a hora e chegava atrasado no infeliz. Quando entrou o Collaço, o Adilson ficou fixo na direita e o Collaço na esquerda - acabou o jogo daquela naba do barranquilla. Tomamos o segundo gol em uma mosqueada monstra. Mas não teve mais jogo de velocidade em ponta nenhuma.

Assim, não quis dizer que tu é que confunde; apens a minha discordância contigo sobre ter faltado ou não raça no jogo me fez lembrar que, para muita gente, depois que o jogo acaba e o time perde, a primeira coisa auomática que sai da boca é que faltou raça, sem pensar muito no que houve e analisar o jogo. E isso não é exclusivo dos gremistas.

Saludos,
Fagner