sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Uma noite de roubos

Figueirense 1 x 0 Grêmio

Brasileirão 2007 - décima-sexta rodada - Estádio Orlando Scarpelli - Florianópolis

Ontem à noite, a Claudia, o Theo, o Pedro e a Méia (nossa irmã símia - ou seria nossa co-irmã?) foram fazer um lanche no Mac da 24 de outubro antes do jogo do Grêmio, que os moleques assistiriam lá em casa.

Quando o Grêmio já estava em campo, mandei um torpedo e a Claudia me ligou de volta: algum vagabundo abriu o carro dela e levou o que tinha lá dentro - CD player, CDs e a bolsa da nossa irmã cocolorada, com cadernos e dinheiro, e eles estavam vendo o que fazer.

Foi o primeiro roubo da noite.

Essa história precisa ir um pouco mais longe, porque eles ficaram sabendo (e eu tembém, porque me contaram), que o único segurança da loja só vai ao estacionamento de 10 em 10 minutos. Com toda essa moleza, já fizeram o mesmo serviço em vários carros e, na semana passada, a vagabundagem "güentou" algum cliente.

Mas esse foi só o primeiro roubo da noite.

Lá em Florianópolis, com uma armação tática bem diferente da que vínhamos utilizando, acabamos nos atrapalhando.

Não entendi porque o Thiego saiu do time. O cara vinha bem como terceiro zagueiro e a justificativa do Pico não jogar por ali era uma certa deficiência defensiva. Com a zaga enfraquecida, ainda tivemos o azar de contar com Meu Querido Brucutu em noite pouco inspirada e Sandro Homem de Pedra Goiano fora de ritmo. E a defesa fraca ficou mais vulnerável ainda.

Mesmo assim, o Grêmio conseguia escapar nos contra-ataques que, ou eram parados pelas faltas do Figueirense, ou paravam nas poças d'água, ou paravam em passes errados ou, ainda, em erros dos bandeiras.

Lá pelas tantas, Rui, o hidrocéfalo, mantém a tradição de ser expulso contra o Grêmio. O que o juiz não contava era com a reação irada dos catarinas. Intimidado, acabou dando um jeito de expulsar o Anderson e deixar tudo igual. E foi daí que o Figueirense se agigantou.

O segundo roubo da noite.

No segundo tempo, o bandeirinha foi ainda mais cretino e levantou o instrumento equivocamente umas três vezes. Em todas elas, nossos jogadores iam ficar na cara do goleiro.

Foram vários pequenos furtos.

Além disso, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, perdemos gols e tivemos no excesso de individualismo do Carlos Eduardo um problema. Às vezes ele precisa passar a bola e segura. Em outras, deveria decidir e passa - em geral, passa mal.

No final da partida, o Grêmio já estava na sua tradicional postura encolhida quando, numa bobeira da zaga, o Figueira marcou.

Daí o Grêmio foi pra cima no desespero e não dava mais tempo de fazer nada. Lá se foi nossa invencibilidade de 46 dias. Lá se foi o nosso lugar no G4.

Isso nos roubaram, mas daí foi por culpa nossa.

Agora é esperar pelo São Paulo com baixíssimas temperaturas no domingão pra recuperar os pontos perdidos e diminuir a diferença.

Só tomara que nosso time venha melhor escalado. E que o juiz não seja tão ladrão.

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