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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os nomes do jogo

Souza matou a pau, com certeza merece ser titular.

Orteman sentiu falta de ritmo, mas gostei muito do futebol apresentado. Sabe se colocar no gramado, tem ótima visão de jogo e um passe seguro. Os dois gols partiram de jogadas dele.

WMagrão deixou um pouco a desejar. Talvez por falta de entrosamento com os outros ali no meio, não sei.

Perea entrou e mostrou que não vai deixar barato ser sacado do time. Por vezes atrapalhado em outras partidas, ontem mostrou firmeza e muita personalidade. Não sei se é ele quem sai do time não...

Os outros são banguzinho, não tem muito o que dizer. São esforçados, mas não são titulares. Soares, Rudinei e André Luis parece ataque de asma. Não assustam ninguém - fora os cagadinhos do aterro.

De negativo, o Jean: pra mim, foi sempre inseguro. Aquele recuo de 50 metros no contra-ataque da Jade (taison) foi deprimente. Tinha que ter dado na canela do guri lá no meio de campo, porra!

Festa dos atolados

Infelizmente não pude ir ao Monumental ver o Banguzinho, mas pela tv também foi divertido. Claro que nada se compara a assistir in loco os moranguinhos se borrarem, mas valeu a pena ter ficado em Novo Hamburgo só pra presenciar coisas que, se me contassem, eu não acreditaria.

Os moranguinhos que estavam no boteco do lado de casa estavam enlouquecidos quando fizeram 2x0. Parecia final de Copa do Mundo. E ao fim do jogo teve BUZINAÇO e FOGUETÓRIO! Pra completar, hoje de manhã vi macaquinhos felizes, usando o pano de chão deles. HAHAHAH

Parece que o Sport Club 2006 finalmente se deu conta do tamanho que tem e agora comemora empates épicos contra nosso time reserva. E não é só a torcidinha deles, os próprios jogadores e dirigentes fizeram questão de comemorar o grande feito deles.

INTER CAGÃO! INTER CAGÃO! INTER CAGÃO! INTER CAGÃO!

BANGUZINHO IMORTAL

Eu não vi o mesmo jogo do Bom Dia Rio Grande, que conseguiu até dizer que a macacada fez a festa no fim do BAnal de ontem.

Na verdade, eu não ouvi essa festa - e olha que a gente estava no tradicional lugar à esquerda do Portão 1, razoavelmente perto deles.

Porque, bem na verdade, meus amigos, eles se cagaram perna abaixo. Eles viveram momentos de terror ontem à noite. Eles foram pra beira do gramado pedir pro Gaciba acabar o jogo de uma vez. Eles sabiam que se Gaciba desse mais um ou dois minutos, algum dos nossos guardaria mais um.

O macaco, covarde que é, aproveitava-se da falta de entrosamento dos nossos três zagueiros para tentar alguma coisa de vez em quando. Com algum perigo, é verdade, porque o Nilmariquinha é perigoso, apesar de afrescalhado. Por isso que rolaram aquelas oportunidades.

Mas foram umas escapadinhas muito do despretensiosas.

Pena que começamos o jogo com o ruindinei. Tava complicado aquilo. E, apesar daquela cabeçada que proporcionou a ressurreição do Clemerdão, não achei muito produtivo. Se a gente tivesse ido com o André Luis pra cima deles, mesmo ele não tendo ido bem ontem, acho que o primeiro tempo teria sido melhor para o nosso lado.

No segundo tempo, descuidamos e o cocolorado nos sacaneou. Duas bobeadas.

Mas quando tem 11 caras com a tricolor em campo, a gente sabe que pode esperar raça até o último segundo. Uma raça que eles nunca terão, que faz até o Banguzinho virar imortal.

Perea entrou pra acabar com a palhaçada. Na primeira já queimou o coroa. Na segunda, baixou a crista do Índio e depois soltou um canudaço que, só fui ver na TV hoje, passou pelo túnel do ancião.

E ali a macacada calou a boca.

E o calor que a gente vinha dando neles desde o primeiro tempo ficou ainda mais terrível.

Até que nosso amigo Clemer, que tinha salvado o rabo deles pelo menos umas quatro vezes, resolveu incorporar mais um lance antológico ao seu DVD.

Sabe o gol que o goleiro do Náutico não conseguiu fazer no domingo? Aquele que o cara atira a bola pra cima e tenta salvar com um tapa depois?

Pois é.

E o mais espetacular é que o gol foi do Soares.

E a gente continou em cima deles. E os macaquinhos sacudiam os bracinhos na beira do campo, pedindo pelo amor de Renato Gaúcho (aka Deus) pro Gaciba acabar com o suplício.

Mais cinco minutinhos, macacos, e o pesadelo teria sido completo. O Bangu heróico esmigalhou eles.

E o mais bacana foi a vibração no final do jogo. Aquilo era o Coliseu e o leão tinha acabado de palitar os dentes com as costelas daquele bando de desgraçados fantasiados de morango.

Um tio me sacudiu dizendo: "É imortal. Nem o time reserva perde pra eles!".

É isso aí, tio.

Nem o nosso time reserva perde pra eles. E agora que essa bosta de sul-americana terminou, vamos ao que interessa. Vamos ganhar o Brasileirão, porra!

Domingo é todo mundo no Monumental pra gente fazer mais três pontinhos e manter a diferença da cachorrada.

Dá-lhe, Grêmio!

Dá-lhe, Imortal!