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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Com a marca de Juarez



Assim que entrou em campo deu pra perceber que o Grêmio já tinha mudado. Elogiável a troca da trilha para a entrada do time em campo. Por mais que o hino seja marca registrada do Clube, aquela versão lenta era uma ode à depressão. Ontem o time entrou ao som do velho e bom roquenrou (segundo o @pelegow, a música da entrada do Grêmio ontem é Slither do Velvet Revolver.).

Falando sobre o jogo, me impressionou a facilidade que o Fluminense teve pelo lado direito, justamente onde, teoricamente, tínhamos um cuidado defensivo maior com o Adílson. Os cariocas aproveitaram tão bem a avenida Warken, que foi por ali que abriram o placar numa saída do gol desastrosa do Victor. Até o final do jogo, quando tomamos um bafão, essa foi a única deficiência defensiva do time do Roth.

Ofensivamente ainda falta bastante, mas o time já tem um pouco mais cara de time. Se percebe movimentos organizados dependendo de onde e com quem está a bola. Ainda falta melhorar muito, mas o que se viu in loco ontem foi um pequeno alento. Na verdade, uma recompensa pra quem encarou aquela chuva que não queria parar.

Pra variar, o Pauno C de Oliveira nos sacaneou muito. Menos mal que ganhamos e o resultado não passou por ele, mas ele bem que tentou. Quem sacaneou mesmo foi a parcela de corneteiros que se prestou a vaiar o Marquinhos desde o anúncio do seu nome antes do jogo até durante a comemoração do 1º gol. Quando ele guardou aquela BUCHA de falta, devem ter ido embora.

Momento em que a bola passa pela barreira no 2º gol.

Agora é encarar o Ceará e o Atlético Goianense fora de casa. Dá pra buscar os 6 pontos, mas trazendo 4 tá mais que bom.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Eu acho um monte de coisa

1- O time que entrou em campo ontem não é ruim. Concordo integralmente com o Portaluppi que o problema foi de experiência, principalmente no setor defensivo (pra constar: Mário, Saimon e Neuton mal saíram da base). Faltou um centroavante cabeceador, no melhor estilo aipim, que fica plantado na área, porque o time tinha extrema facilidade pra chegar na linha de fundo e não encontrava ninguém dentro da área pra cabecear. Aí a bola acabava voltando pro meio, embolando tudo. Pior ainda é que quase ninguém arriscou de fora da área.

Um número evidencia essa falta de apetite: tivemos 55% de posse de bola, mas chutamos menos que o Curintia (6x7 conclusões)

2- Cansei de ouvir essa história de que o time que ganha foi montado pelo Duda e o que perde pelo Odone. Time que terminou jogando ano passado: Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback (Neuton), Adilson, Lúcio (Gilson) e Douglas; Jonas e André Lima (Diego Clementino). Ou seja, somando os marcados em negrito, Gabriel e André Lima (que estão voltando de lesão), teoricamente não houve o tal decréscimo tão alardeado. Paulão Caveirão nunca foi unanimidade, assim como Rafael Marques. Fábio Santos então, nem se fala. A grande perda foi mesmo o Jonas e a fatalidade de perder o André Lima justamente quando o Borges resolveu se atirar nas cordas.

3- A vontade de manter aquele time que jogou muito no final do ano passado nos cegou em certos pontos. O principal: aquele desempenho não era regra, era excessão. Gabriel era o melhor lateral direito do país, Paulão virou o Marinho da Copa do Brasil'01, Fábio Santos jogou como nunca na vida e Clementino só precisava de 5 minutinhos por jogo pra guardar uma bola na cidadela do adversário. Não tinha como manter aquele nível. Perdemos tempo e agora resta fazer pressão política na CBF pra antecipar a janela de transferências.

4- Gilberto Silva anunciado. Junto com Miralles, bom acréscimo. Mas ainda nos falta um XERIFE, um zagueiro que fale grosso com o adversário e mais ainda com os companheiros. Um líder da defesa, coisa que se esperava do Rodolfo e não se confirmou. Rockembach tem essa característica, só que falta mais gente assim.

5- Quando vencemos o Grenal Odone foi pra pista, na frente da torcida. Ontem, fugiu dos microfones. Isso não é postura de presidente do Grêmio. Preferia que ele desses as caras nem que pra dizer que a Arena está tomando corpo e tal.

6- Estamos repetindo os mesmos erros do último biênio: começa o ano na Libertadores, é eliminado, perde o Ruralito e só com Brasileirão em andamento se começa a mexer no plantel. Esse é o ônus da falta de continuidade. Quando a gestão finalmente engrena, tem que passar o bastão pros próximos diretores. É só ver o histórico dos últimos 10 anos. Só tivemos um presidente reeleito, justamente o Odone. Resultados: 05- volta à primeira divisão, 06- 3º no BR 07- vice da LA, 08- vice do BR (com uma eleição tumultuada no meio do caminho).

Que fique bem claro que não estou fazendo campanha pra ninguém, inclusive não duvido que talvez estivéssemos melhor se o Duda (e seus vices) tivesse continuado presidência. Mesmo com transição tranquila, os comandantes, assim como qualquer profissional de qualquer área, precisam de tempo pra se estabelecer e render o que se espera deles.

7- 23 de maio de 2001. Faz 10, DEZ, UMA DÉCADA, do último grande título do Grêmio. Parece que não aprendemos com nossos erros.

Eu ainda tinha bastante coisa pra escrever, fica pra depois.