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terça-feira, 17 de maio de 2011

Recobrando a razão

Perder sempre é ruim, ainda mais em casa. Então não vou vir com aquele papinho de "foi melhor perder". Preferia ganhar o título e ver a direção ter consciência que o elenco tem difculdades. Sinceramente, creio que ainda não provamos ter onze jogadores confiáveis para serem tachados de favoritos a algum título. Muito menos banco para mudar o panorama de alguma partida decisiva. Mas sou obrigado a dar o braço a torcer ao Sandro: isso não iria nunca acontecer. Então, isso diminui um pouco a minha raiva e tento me trazer novamente à razão.

Razão esta que, ao que parece, anda em falta pelos lados tricolores ultimamente. Salvo um ou outro caso, o que mais se vê são doideiras das mais variadas. Por um lado do dirigente que valoriza o clímax da desorganização de ter que ser obrigado a ver o seu clube decidir um campeonato de segunda divisão na última rodada, depois de contratar quase setenta jogadores, ter um time inteiro (dos titulares ao banco) trocado em cada três jogos e de sofrer empates ridículos pela prática de um futebolzinho medíocre que fazia um gol e se retrancava para fazer o tal "meio a zero", levando gol de centroavante de um metro e meio. Isso não é justificativa para derrota, nem mesmo serve de consolo. A direção colocar as esperanças no Sobrenatural de Almeida para o Grêmio ser campeão é de matar.

Porém, de outro lado, existem aqueles "torcedores" que dizem, aos quatro ventos, que mandar cicrano ou beltrano embora vai melhorar o time. O time só vai melhorar se contratarem jogadores melhores, só tirar não resolve nada. E aí é que a coisa fica difícil. Tem que ter muita criatividade para fazer isso, é um processo que exige paciência e um pouco de sorte. E a principal insanidade que tenho ouvido é a imbecilidade que o Victor é o melhor goleiro do Brasil, mas arrega em Grenada. Ou, pelo menos, é azarado. Que o Danrlei era pior que ele, mas fechava o gol quando enfrentava os vermelhos. Então tá, foi o Victor que tomou cinco gols em um jogo só contra eles no Olímpico. Foi culpa do Victor ninguém estar marcando o meia deles e, pior ainda, quando um lesionado que mal pisava no chão conseguiu pegar uma bola de primeira e colocar no seu contra-pé. Ah, foi azar? Tomar um gol de um pereba ponta direita que não tinha um só neurônio na final do ruralito de 97 num contra-ataque aos 49' do primeiro tempo foi sorte do Danrlei?

Recobrar a razão é decretar a morte o tal Sobrenatural de Almeida. Chega de Batalha dos Aflitos, chega de jogador azarado. A hora é de trabalho sério, com bons reforços para o time, e relaxamento da marcação da torcida em relação aos jogadores do Grêmio. Chega de inventar que o Fábio Santos e o Jonas são umas nabas que precisam ser vaiadas para irem embora do Grêmio. Se a direção errou ao não trazer os reforços que eram necessários para o nosso primeiro semestre, ou o Borges perdeu um pênalti na final do segundo turno, a torcida errou muito mais ao gritar olé com vinte minutos de jogo em uma final de um campeonato. Menos papo e mais trabalho são os remédios para o nosso problema.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O calaboca que o Duda não deu

Cacalo falou tudo hoje, ao meio-dia, na RBS.