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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A volta

Vou começar o meu post como começaria uma confissão para um padre na igreja: companheiros, eu pequei contra o Grêmio e contra os outros blogueiros, faz muito tempo que não posto nada no blog. E é isso que faz de mim um pecador. Peço perdão por meus atos.

Rezados os Pais Nossos e as Aves Marias de penitência, vou falar um pouco do Grêmio.

Aconteceu uma coisa que eu nem gostaria de estar comentando aqui no blog porque pode não ser verdade e, se não for, estarei sendo injusto demais com o jogador, mas enfim, acho que vale a avaliação de todos os leitores a esse respeito.

A minha história começa com a clara desconfiaça de que algo está errado no Grêmio. Isso falando de futebol, porque se eu inventar de entrar no mérito finanças, aí eu não termino este post nunca mais. Continuando: minha defesa ao Silas, acho que não cabe a ele a culpa do que está acontecendo, da incômoda posição que estamos sustentando na tabela. Defendo ele. Acho que tem os seus defeitos, mas é um bom técnico e, com os jogadores certos e não os empurrados pelo Meira e sua Gangue, pode sim fazer um time vencedor. Acho mesmo que ele deve ser o nosso técnico até o fim do ano e, quiçá, no ano que vem também. A culpa não é dele, definitivamente, não. Desconfiei então de alguns jogadores. Alguns que parecem fazer corpo mole durante as partidas. Alguns que não estavam dando o último gás pra vencer uma partida.

Aí é que entra a história que eu prometi no post (um colega de trabalho me contou): estavam, esse meu colega e um amigo dele, em uma lojinha de conveniência há umas duas ou três semanas atrás. Quem estava na fila com alguns pãezinhos na mão esperando pra pagar era o Douglas, nosso camisa 10. O cara então perguntou pra puxar um papo: "e aí Douglas, quando é que tu vai parar de esquentar banco praqueles pernas de pau lá?" E aí veio a resposta que me fez acreditar no que eu estava desconfiado. Ele disse: "Que nada cara, quem tem que sair do banco, é o Silas."

Se isso é mesmo um boicote ao técnico do Grêmio, os jogadores que estão fazendo isso não tem idéia do que é a instituição Grêmio, nem do tamanho da sua torcida.

Aí eu me pergunto: será o futebol o único emprego do mundo onde o funcionário faz corpo mole e quem é demitido é o chefe? Se for assim é muita sacanagem. Eu digo FORA DAQUI! a todos que estão com essa intenção, porque o GRÊMIO é muito maior que isso. Porque a sua torcida fanática não merece esse tipo de tratamento. Porque o Silas quer trabalhar e fazer do Grêmio uma potência internacional de novo.

E vou terminar o meu post como sempre terminei porque acredito na mudança:

PRA CIMA DELES, GRÊMIO!