Recebi o email abaixo da Flávia Amaral Diniz:
Pessoal,
Encaminho a vocês um e-mail que minha mãe escreveu como um desabafo depois de saber tudo que eu passei ontem para ir ao jogo do Grêmio... Agora de cabeça fria eu percebo o quanto muitas outras mães e pais devem ter sofrido ontem ao saber o que seus filhos estavam passando. Além disso, EU MESMA pude ver outras mulheres, jovens e crianças correndo riscos no meio da polícia que estava a cavalo e usando espadas (o que é isso, a revolução farroupilha voltou?) enquanto o SENHOR PRESIDENTE DUDA KROEFF, como ele mesmo declarou em entrevista à Gaúcha após o jogo, estava "focado demais na partida para sair de lá e tentar resolver o problema". Ele mesmo falou que deixaria isto para o dia seguinte.
Isto é um ABSURDO, foi a maior humilhação e desrespeito pelo qual já passei. Pago, todos os meses, há dois anos, para ter uma CADEIRA LOCADA, COM MEU NOME, para chegar em um jogo tão importante como este e ser informada que o estádio estava fechado porque não havia mais lugares. Como assim, não havia mais lugares? E a MINHA cadeira, como MEU nome? Estava sendo usada por quem??? Isto é um desrespeito com os sócios que enchem os cofres do clube todos os meses, que inclusive atenderam ao pedido da diretoria em adiantar o pagamento em dez dias a partir do mês de junho passado. Se o estádio estava cheio, principalmente nas cadeiras locadas, é porque a diretoria deixou entrar pessoas que não são sócias e não deveriam estar lá. E não adianta dizer que a imprensa ocupa este espaço porque já sei disso e garanto que não foi o pessoal da imprensa que "lotou" o espaço.
Eu, como gremista apaixonada que sou e SÓCIA DESTE CLUBE exijo uma retratação por parte da diretoria, que ao meu ver, mais uma vez agiu de forma leviana. Não admito ser desrespeitada da maneira que fui ontem e passar por tudo que passei sem ao menos receber um pedido de desculpas. Já li que as pessoas que pagaram por ingresso receberão o seu dinheiro de volta. Mas e nós, sócios? Vamos ser ressarcidos de que forma pelo absurdo pelo qual passamos???
Peço que leiam o meu e-mail e o de minha mãe e encaminhem para todos os gremistas que conhecerem, até porque eu sei que fui apenas mais uma que passou por todo este absurdo ontem. ISTO NÃO PODE FICAR ASSIM!!! Vamos nos mobilizar e fazer a nossa indignação chegar ao presidente!
Obrigada pela atenção de todos,
Flávia Diniz
----- Mensagem encaminhada ----
De: Cristina Diniz
Para: flavia diniz
Enviadas: Sexta-feira, 3 de Julho de 2009 15:55:39
Assunto: Desabafo de mãe
Começo este meu desabafo já com a certeza de que não vai dar em nada.De qualquer maneira vou fazê-lo.
Sou gremista desde que me conheço por gente mas foi vendo a paixão de minha filha como torcedora do clube que voltei a me entusiasmar pelo futebol.
Hoje me envergonho de nosso presidente Sr. Duda Kroeff.
É lamentável ter que escutar que ele não tomou nenhuma atitude com relação aos grotescos acontecimentos ocorridos no jogo Grêmio x Cruzeiro (Brigada x torcedores) porque já estava vendo o jogo e “focado” apenas no que acontecia dentro de campo.Disse ainda que no “outro dia” tomaria conhecimento dos fatos.
Parabéns SENHOR PRESIDENTE. Com certeza o senhor estava no camarote, rodeado de amigos convidados (em sua maioria provavelmente nem sócios devem ser), junto com sua família e usufruindo o que a minha filha ajuda a pagar sendo sócia do clube.
Em compensação ela estava fora do estádio sendo agredida por brigadianos a cavalo e impedida de ver a grande paixão dela que é o time do Grêmio.Não bastasse isso fui obrigada a ficar em casa recebendo ligações dela chorando e sem poder fazer nada com medo de também ser agredida se fosse em seu socorro.
Parabéns a toda direção do clube pelo belo exemplo de como tratar quem o mantém.
Se fosse escrever tudo que tenho vontade meu desabafo não teria fim.
Saudações Gremistas.
Cristina
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Um relato da palhaçada da BM
O texto e a imagem abaixo recebi de Matias Rizzon.

A situação era de eurofia dos torcedores. Todos queriam entrar e apoiar o Grêmio. Todos tinham ingressos previamente comprados. Todos estavam prontos pra batalha.
Mas qual batalha?
Muitos de nós gremistas que esperavam ASSISTIR uma batalha heróica dentro do Monumental, acabou que PARTICIPARAM de uma batalha vergonhosa contra a BM do lado de fora.
Tumultos sempre acontecem e com organização isso se resolve. Eu disse or-ga-ni-za-ção. Muito diferente de força bruta. O que estava por vir antes do jogo não era o que muitos esperavam.
Enquanto muitos gritavam e apoiavam o Grêmio antes da partida, outros do lado de fora gritavam e reinvidicavam seu direito de estar lá dentro.
Quando o tumulto começou portões foram fechados para que houvesse alguma organização. Mas que organização? Nenhuma informação era válida, tanto pela BM quanto pela Rádio Gaúcha. E a direção do Grêmio, onde estava? O desfecho muitos sabem, mas o sentimento só de quem estava lá.
Crianças. Sim! Crianças! Mulheres e idosos, sem contar no número de jovens que foram agredidos pela BM. Cavalos, espadas, bombas. Revolução Farroupilha em pleno século XXI. Cavalaria de lá pra cá. Tropa de choque ia e vinha. Gás de pimenta, tiros, foguetes! Uma guerra.
Mas o pior estava por vir. Nem me importaria de não ver meu time ganhar. Mas o pior veio. Gol do cruzeiro. O que se via eram lágrimas e indignações. Pelo time que estava perdendo? Talvez. Mas sim pela falta de oportunidade e direito de estar lá dentro apoiando o time. O sentimento era de que "se eu estivesse lá apoiando isso não estaria acontecendo".

A situação era de eurofia dos torcedores. Todos queriam entrar e apoiar o Grêmio. Todos tinham ingressos previamente comprados. Todos estavam prontos pra batalha.
Mas qual batalha?
Muitos de nós gremistas que esperavam ASSISTIR uma batalha heróica dentro do Monumental, acabou que PARTICIPARAM de uma batalha vergonhosa contra a BM do lado de fora.
Tumultos sempre acontecem e com organização isso se resolve. Eu disse or-ga-ni-za-ção. Muito diferente de força bruta. O que estava por vir antes do jogo não era o que muitos esperavam.
Enquanto muitos gritavam e apoiavam o Grêmio antes da partida, outros do lado de fora gritavam e reinvidicavam seu direito de estar lá dentro.
Quando o tumulto começou portões foram fechados para que houvesse alguma organização. Mas que organização? Nenhuma informação era válida, tanto pela BM quanto pela Rádio Gaúcha. E a direção do Grêmio, onde estava? O desfecho muitos sabem, mas o sentimento só de quem estava lá.
Crianças. Sim! Crianças! Mulheres e idosos, sem contar no número de jovens que foram agredidos pela BM. Cavalos, espadas, bombas. Revolução Farroupilha em pleno século XXI. Cavalaria de lá pra cá. Tropa de choque ia e vinha. Gás de pimenta, tiros, foguetes! Uma guerra.
Mas o pior estava por vir. Nem me importaria de não ver meu time ganhar. Mas o pior veio. Gol do cruzeiro. O que se via eram lágrimas e indignações. Pelo time que estava perdendo? Talvez. Mas sim pela falta de oportunidade e direito de estar lá dentro apoiando o time. O sentimento era de que "se eu estivesse lá apoiando isso não estaria acontecendo".
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terça-feira, 17 de março de 2009
Cheirando mal
E essa história do zagueiro desaparecido?
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