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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Saint Portaluppi's Day


"Dále Renato, Portaluppi!
Meu coração, não pára de cantar!
Com dois golaços,
de Portaluppi,
Grêmio pra sempre Campeão Mundial!"


Com essa canção, uma eterna gratidão, comemoramos hoje o Dia de São Portaluppi. Com imagens queimadas nas retinas, dos dribles mais desconcertantes da HISTÓRIA do futebol mundial, quiçá universal, Grêmio pra sempre Campeão Mundial.

Louvemos aqui ao Santo que desceu da Serra à Glória, pra entrar na imortalidade. Um feito sem precedentes na história mundial. Salve São Portaluppi, padroeiro da Imortalidade!









terça-feira, 23 de outubro de 2007

O verdadeiro time caseiro

Temos ouvido muito isso nos últimos tempos: o Grêmio é time caseiro. Principalmente dos freqüentadores mal intencionados deste blog, os chamados macacos.

Pois bem, resolvi fazer uma pesquisa sobre o aproveitamento dos times fora de casa no brasileiro. Segue o resultado dessa pesquisa:

Grêmio: 4V 3E e 9D
Intercaldas: 2V 7E 7D (sendo 1 delas para o Imortal hahahahahahahaha)
Fonte: site da CBF

E onde está a diferença? Na tabela de classificação, claro.
Não sei se os cocÔlorados sabem, mas empate vale 1 ponto, vitória vale 3.
Quem é o verdadeiro time caseiro do campeonato? Uma salva de palmas para o pessoal do Aterro....


Postado por Eduardo Dewes | Interino

sábado, 15 de setembro de 2007

Parabéns, Grêmio! E muito obrigado.

Graças aos meus pais, já nasci tricolor no distante ano de 1971.

Minha família, com raros casos de falha de caráter, é de gremistas. Meus avós, meus tios, meus primos Jung e Ferreti (entre os Tajes existem alguns colorados - notadamente os filhos e netos do segundo casamento do velho Zeca, pai do velho Tito, meu pai - mas eles viraram Coimbra).

Me lembro de ir ao Olímpico bem pequeno, ver uns treinos com o meu pai. Um dia o seu Tito me levou pra falar com o goleiro que era meu ídolo e que parecia um gigante, o Cejas (um argentino que jogou no Santos também).

Não me lembro da conversa, mas lembro que o cara me disse que ele tinha tomado muita sopa de capeletti pra ficar daquele tamanho.

Fiquei apavorado. Naquele época, eu detestava sopa de capeletti. Mas não duvido que eu goste hoje em dia e tenha 1,82 por ter me esforçado pra gostar da tal sopa.

Em 77, quando o André Catimba acabou com a marra dos octários, eu tava no Olímpico. E queria invadir o campo, mas o pai me fez desistir da idéia.

Em 81 eu fui a muitos jogos do Brasileirão. Assisti ao jogo com maior público da história do Olímpico em pé, quando perdemos o segundo jogo da semifinal pra Ponte Preta. Isso foi num domingo e, na outra quarta, já estava lá de novo para o primeiro jogo da final, na virada espetacular contra o Bambi.

Perdi junto a final de 82. E sofri feito um cão com aquele gol do Nunes e a roubada que levamos.

Em 83, o tricolor me compensou pela perda. Fui a quase todos os jogos da Libertadores, menos um do triangular semifinal, que foi adiado e acabou realizado em horário de aula.

Em 84 foi ruim. Em 85 ganhamos o Gauchão. EM 86 peguei pneumonia na final do Gauchão, mas ganhamos. E vieram as Copas do Brasil, o bi da Libertadores, do Brasileirão, o tetra da Copa do Brasil.

Nesse meio tempo, rolaram grandes tristezas, como os rebaixamentos. E grandes alegrias com os retornos. Houve épocas em que namoradas embaçavam pra eu ir ao estádio.

E veio o Pedro.

Depois que me separei, ele ficava comigo todas as quartas-feiras e em finais de semana alternados. Era um tempo de futebol no rádio, com sorte, na TV.

Mas ele cresceu um pouco e comecei a ir aos jogos de novo. De repente, o carinha foi morar em São Paulo, eu me associei ao Grêmio (antes pagava ingresso a cada jogo) depois da gente levar 4 x 0 do São Paulo - iniciativa do Beto Schmidt.

Em 36 anos de gremista, acho que nunca vaiei o tricolor. E sempre encontro uma desculpa pra todas as besteiras que os caras fazem. Tipo uma Márcia de Windsor, a jurada nota 10 do Programa Flávio Cavalcanti.

Num dia como hoje, lembro de todas as alegrias que tive como gremista. E só posso agradecer a todo mundo que me ajudou a fazer essa escolha.

Parabéns, tricolor.

Amanhã a gente vai fazer a festa.

Lembranças de uma família tricolor: Charles (colorado), Claudia, Theo, Pedro e eu no Anacleto Campanella. Era aniversário do Theo, fez um frio da porra, eu tive uma enxaqueca medonha mas a gente ganhou do São Caetano e tirou uma touca de anos.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Um domingo qualquer? Não para o Grêmio.

Eu, Adriano, mais conhecido como o Snel, recém contratado para escrever algumas linhas diariamente (vou tentar fazer isso, prometo) faço destas mal escritas linhas, o meu primeiro post.

Eu não poderia deixar de escrever sobre a última vitória do Glorioso Imortal. Tá, eu sei, foi domingo, e hoje é terça, mas até o próximo jogo, nós torcedores de tricolor falamos sobre esse último. E o último, meus amigos, foi uma deliciante vitória maiúscula do Grêmio, que vinha meio ressabiado, meio como quem não quer nada, até meio combalido e traçou, afinal alguém tinha que pagar o pato. Ou o galo, ou o perdigão, não sei.

O jogo foi no tradicional covil, esconderijo, cabunga, caxanga, barraco do arqui-rival, o Inter-RS. Que nada mais é do que o salão de festas tricolor, apesar da cor do recinto destoar disso. Agora daremos um novo nome ao salão do aterro: La Bananera. Até por questões tradicionais que vem de muitos anos e também do presente. Perdemos na La Bombonera, mas ganhamos em La Bananera. Perfeito. Delicios. Magnífico.

Imagina tu leitor, se és colorado: Vai com a camisa do teu time preferido, o Boca, assistir ao GREnal. Leva tua bandeira do boca, tua foto do Riquelme e fica lá, fazendo palhaçada, gritando algumas palavras que convém não publicar, comendo um amendoim, tomando uma kaiser meio gelada (no Olimpico, é Polar), até o jogo começar. E quando começa o que se vê é um time só em campo, o outro pelo visto esqueceu de entrar ou ficou tão apavorado com blitzkrieg imposta pelo imortal, que mal tocou na bola e já estava perdendo. Goooooollllllllllaaaaaaaaaaççççççççoooooo de Lúcio. Aí que realmente começou o baile. Primeiro um gol, só pra mostrar qual cavalo manda na baia. Daí, num instante o Grêmio se transforma numa cavalaria farrapa arremetendo contra os imperiliastas, ou pica-paus, ou como lhe convém chamar. Cada investida é um calafrio, uma dor, um pavor para os vermículos. Um requiém de vingança pelos últimos anos de chacota e maus resultados. Um tapa de luva suja, pois os de Grêmio sempre se sujam no campo de batalha, as usual.

Daí vem o segundo tempo. A segunda parte da batalha. O imperial intrincheirado, acuado, molhado de suor, um suor gelado que paraliza seus movimentos. É o pavor. É a certeza de que o inimigo é superior como sempre foi e sempre será. É a dúvida pelos dias vindouros que se desenham como a foice da morte subindo para depois cortar fora a cabeça de saci. Pois esse ano meus irmãos, esse ano eles tem tudo para irem conhecer o inferno. Se não der dessa vez, podes ter certeza que esse dia ainda virá. Voltando ao segundo tempo - me emocionei um pouco - desculpem. No derradeiro tempo da batalha, mais uma vez é demonstrada a virtude, a raça, a vontade e a indignação gremista. Demorou um pouco mais para selarmos o match, mas que selada! Que petardo, Éder Aleixo style, de Diego Souza. Dizem por aí que o tal de Clemer, que reforça o time vindo da equipe de masters do clube do aterro, ficou até altas horas da madrugada procurando a bola em vão. E assim é fechada mais uma página na história do Grêmio. Mais uma página gloriosa. Com mais uma vitória ao estilo gaúcho de ser. Com laço, garrucha e bolhadeira. Mostrando, mais uma vez ao petulante vizinho quem é o patrão do pago.

Tenho dito.