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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Willian no CUrinthians

QUE MERDA É ESSA???
MANO, DEIXA DE SER FDP!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Uma outra visão de Mano Menezes

Texto extraído do blog do Juca Kfouri, escrito por Airton Gontow, jornalista, cronista e gremista.



Adeus, Manin

Já que o remake dos grandes filmes está em moda, que tal fazer uma nova versão de "Inacreditável – A Batalha dos Aflitos", documentário longa-metragem tão bem dirigido por Beto Souza, com roteiro de Eduardo Bueno? Não, não é preciso mudar muita coisa. Aos 35 minutos do segundo tempo o juiz marca um pênalti inexistente para o Náutico. Os jogadores do Grêmio reclamam, protestam, peitam o árbitro e um a um são expulsos até que ficam apenas sete em campo. Sete contra onze!

O roteiro, o cenário, os personagens, tudo permanece igual. O estádio lotado com 20 mil pernambucanos ensandecidos, o pênalti contra, o Grêmio desfigurado. O adversário ajeita a bola, toma distância, dá uma curta corrida em direção à bola e – agora é que o filme muda! – faz o gol de pênalti.

Ao contrário do antológico filme de Wolfgand Becker, "Adeus, Lenin", em que o personagem procura reinventar um mundo em que o Muro de Berlim não caiu, imaginemos um filme em que o Grêmio não subiu à Primeira Divisão do futebol brasileiro.

O que seria dito no dia seguinte? O que estaria estampado nos jornais? O que estaria na boca do povo e nas vozes dos ferozes cronistas esportivos do Sul do País? Como seriam os depoimentos dos personagens – jogadores e torcedores famosos - neste remake de "Batalha dos Aflitos". O novo filme tem as respostas: "O Mano Menezes pôs o time lá atrás e o Grêmio não deu um único chute a gol durante toda a partida!", "O Grêmio mais uma vez jogou um futebol covarde fora dos seus domínios!", "O Mano não mandou o time para frente nem mesmo depois de o Náutico perder dois gols e um pênalti no primeiro tempo", "Como pode um técnico deixar o craque do time, o Ânderson, no banco de reservas durante quase todo o jogo decisivo e, pior, em quase toda a competição?"

Mano Menezes seria visto como um técnico que sabe ler como poucos o esquema tático do adversário, que consegue extrair o máximo empenho e desempenho de um limitado grupo de jogadores e, ainda, como um notável motivador de grupo. Mas também seria percebido como um técnico que não sabe criar esquemas para aproveitar melhor o potencial de seus poucos craques, que atua de forma covarde e inadmissível fora do Olímpico e que possui o estranho hábito de colocar em campo alguns jogadores como Ramon, contra a opinião de todos e da própria bola, que se afasta sempre que a procuram.

Neste enredo alternativo, que proponho agora, Mano Menezes seria colocado em seu devido lugar – ao contrário do filme e da realidade, onde foi guinado à condição de responsável maior pela conquista. Se Mano não é, obviamente, um vilão, também não é o mocinho da história, o herói destemido que arrancou o time das garras desta terrível bandida, que é Segundona. Neste filme, Mano é apenas um bom ator coadjuvante, que até consegui roubar algumas cenas, mas que não tem a mesma importância na vitória contra o Náutico que Ânderson, Gallato e a mítica camisa tricolor – esses sim os verdadeiros heróis dos Aflitos.

Mano não é herói no meu remake da "Batalhas dos Aflitos". Não apenas porque na nova história o Grêmio perde a guerra, mas porque o cinema não transforma o medo em heroísmo! Além disso, é um treinador que se recusa terminantemente a aprender com as lições da história. Transformou o que foi sorte em tática de jogo e atuou como nos Aflitos na quase totalidade das partidas fora do estádio Olímpico.

Se alguns personagens do Cinema ficaram imortalizados por suas expressões, como o T-800 de Arnold Schwarznegger em "O Exterminador do Futuro", com seu "Hasta la vista Baby", em meu remake dos Aflitos - e em todos os outros filmes seguintes -, vemos Mano Menezes, em close, dizer antes das partidas do Grêmio jargões como "Temos de valorizar a posse de bola" e "Precisamos saber jogar com inteligência aproveitando os erros do adversário"...

Mano sempre diz a mesma coisa e o Grêmio invariavelmente perde as partidas disputadas fora de seus domínios. Em um dos filmes, vemos o tricolor gaúcho derrotado em seis dos sete jogos disputados fora de casa na Libertadores (a única vitória aconteceu contra o Cerro, com o goleiro Saja defendendo um pênalti no último minuto). Em outra película, o Grêmio é derrotado em 12 das 19 partidas jogadas fora de casa (das cinco vitórias, duas foram no próprio estado, contra Inter e Juventude; e uma contra o América, último colocado, com portões fechados). Sempre jogando com inteligência. Sempre valorizando a posse da bola.

E no documentário sobre o último Campeonato Gaúcho então? Vou mostrar em câmera lenta alguns lances dos jogos mais importantes sob o comando de Mano Menezes. Reparem na postura passiva do Grêmio na derrota de 3 a 0 para o Caxias na final do Gauchão, lá na Serra! Percebam a postura retranqueira do time! Vejam no filme do Brasileirão em slow-motion os melhores (piores?) momentos dos quatro jogos decisivos fora de casa na reta final do campeonato – contra o América não conta! Derrota para o Flamengo, para o São Paulo, para o Atlético e para o Palmeiras. Sempre jogando com inteligência. Sempre esperando pelo adversário.

Haverá neste documentário os depoimentos dados por jornalistas e pelo goleiro Rogério Ceni do São Paulo após a partida, estupefatos com o fato do campeão brasileiro ter atacado mais que um time que precisava da vitória. Também destaque para o banco de reservas. O técnico preferiu trocar o Bustos, exímio batedor de faltas, pelo Patrício. E ainda colocou o Ramon de titular. Tetas no lugar de Bustos!

Assistam também ao documentário de terror que foi a partida contra o Flamengo no Maracanã. O Grêmio havia atuado contra o Goiás no domingo anterior, em Porto Alegre, em jogo morno. Já o Flamengo tinha viajado para pegar o Paraná, em partida dificílimo no domingo e, depois, enfrentado seu arqui-rival Vasco, em partida disputada em ritmo alucinante e debaixo de uma chuva torrencial durante os 90 minutos. Para piorar, o Flamengo atuou com dez desde o início. No domingo, era o jogo de um time descansado contra uma equipe extenuada. O que o Grêmio fez? Jogou com inteligência, e valorizou a posse de bola. Ficou aguardando pelo Flamengo! Não cansou o adversário. Não sufocou o rival. O Flamengo gostou do jogo. A torcida se empolgou e a derrota foi, mais uma vez, inevitável. O mesmo filme de sempre. A mesma tática vencedora dos Aflitos! O acaso transformado em filosofia de jogo!

Há também as cenas lamentáveis de outros jogos do Grêmio fora de casa, como contra o Santos, quando o adversário estava morto em campo e os próprios narradores de diferentes emissoras diziam que o Grêmio não queria vencer a partida! Vejamos as imagens do embate contra o combalido Corinthians no Pacaembu. O Grêmio ganhando de um a zero, a torcida corintiana vaiando o time, a bola queimando dos pés dos jogadores do timão.... Como em tantas outras no campeonato, o Grêmio poderia ter arrancado em rápidos contra-ataques de dois contra um, de três contra um. Mas não podia. Lá à beira do gramado estava o coadjuvante transformado em astro principal: gesticulando e gritando com o time! "Estamos ganhando, estamos ganhando; é preciso valorizar a posse de bola; é preciso jogar com inteligência!" E mais uma vez o Grêmio não definiu a vitória. O Corinthians empatou, a torcida passou a apoiar o time e a derrota improvável, para um time medonho, acabou se tornando realidade.

Neste Brasileirão, na imensa maioria dos jogos em que o Grêmio saiu na frente não houve um único contra-ataque que ampliasse a vantagem. Contra o Palmeiras, o Atlético-MG e, agora, o Corinthians, vitórias parciais e – é preciso jogar com inteligência! –, no fim, empate. Contra o Figueirense, vitória parcial e, no fim, derrota. O Grêmio sempre tocando a bola de forma inócua, sempre abdicando do ritmo de jogo e da fluidez necessária ao bom futebol.

Claro, dirão alguns, há jogos em que o Grêmio goleou ou, ao menos, abriu dois gols de vantagem. Mas foram partidas em que o time havia perdido fora de seus domínios e o técnico não podia segurar o resultado. Nestes jogos eliminatórios, Mano não podia controlar o time, não podia pedir que valorizassem a posse de bola e que abdicassem do ataque. Catástrofe nos três a zero para o Caxias? Quatro a zero em Porto Alegre! Dois a zero para o Defensor no Uruguai? Dois a zero em casa e vitória nos pênaltis! Derrota para o São Paulo por placar mínimo no Morumbi? Dois a zero no Olímpico!

Mano, repito, tem méritos e tudo para se firmar como um dos grandes treinadores do País. Mas por enquanto é ainda um técnico menor – um Celso Roth melhorado, capaz de tirar o time das últimas colocações e conduzi-lo a lugares seguros, mas não ao topo da tabela de grandes competições de pontos corridos, como o Brasileiro. Ainda que possa até conquistar uma Libertadores, como quase conseguiu este ano - nos mata-matas. Perdendo fora, vencendo em casa...

O Grêmio deve muito ao treinador e torço até para que ele volte no futuro. Mais ousado e maduro. Mas o fato é que mesmo com jogadores apenas razoáveis o time poderia ter ido mais longe. É hora de colocar outro filme no DVD. Talvez por isso o ato falho do presidente Paulo Odone ao anunciar como novo técnico ninguém mais ninguém menos que "Walter Avancini".

Bem-vindo Vagner Mancini! Adeus, Manin! Ou melhor: Hasta la vista, baby!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Rapoza, digo, Raposa

Dorival Jr., ou seja lá qual for o nome dele, não é mais técnico do Cruzeiro. Não se disse pq, mas acho que foi pela queda de rendimento no fim do campeonato. To apostando as minhas fichas de que o Mano tá indo pra lá e, se isso acontecer, vai ser difícil segurar o Cruzeiro em 2008.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

E pra treinador...


Se, eventualmente, o general-de-brigada Mano Menezes resolver trocar de quartel, minha sugestão pra comandar o Grêmio de 2008 é Gilmar Iser (foto). Porquê? É uma aposta, assim como foi e é Mano Menezes. Gilmar é inteligente, motivador, disciplinador e estrategista. Levou o Nóia (glorioso Novo Hamburgo, time da minha cidade) na magnífica campanha da Copa Emídio Perondi (vitória sobre o Xavante) e Copa Brasil Telecom (vitória sobre a Ulbra) de 2005, e ainda chegou ao quadrangular final da Série C com o time naquele mesmo ano, sendo que naquele quadrangular tinha Bahia, Remo e Ipatinga, os dois últimos subiram. E é clássico do Grêmio trazer treinadores desconhecidos e torná-los famosos. Ok, nem sempre dá certo, vide Nestor Simionatto e Plein, mas na maioria das vezes, acertamos.

Vamos a alguns exemplos:

- Valdyr Atuahlpa Espynosa, veio do Esportivo de Bento Gonçalves, trazendo junto um jovem promissor chamado Renato Portaluppi.

- Luiz Felipe Scolari: não preciso dizer nada.

- Mano Menezes: outr que já se consagrou, apesar de tirar leite de pedra.

Então, o que acham?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Desculpa, Mano

No domingo passado o Mano só fez lambanças diante do Flamengo no Maraca, mas ontem no gol da vitória passou pelas mexidas que ele fez no time e que eu não tinha levado fé.

Primeiro achei que ele errava ao deixar o Marcel e tirar o Tuta pelo jogo que os dois faziam, e segundo quando vi que ele tiraria o Pico (que errava passes de 2 metros), esperava o Hidalgo, mas ele deslocou o Bustos pra esquerda e colocou o Marreta na ala direita.

Resultado: cruzamento do Marreta e gol do Marcel.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Parmera, Constatações, Eduardo Costa e outros reforços

Tava olhando o jogo sábado. Primeiro o gol do doente. Inacreditável o poder dele de calar a boca alheia. Ta, tudo bem, ele só fez o gol e nada mais pravariar, mas o gol já vale pra calar. Depois, o mano trocou mal o time. Ao invés de tirar o Éverton, que não vem jogando nada, me tira o Don Ramón que pelo menos tava prendendo um pouco os caras na área. Depois me tirou o Gavilán. Tá, eu sei que o paraguayito tava louco pra ser expulso, mas daí me entra o retardado do filho do Edmil. Buenas, mas o pior foi ter demorado pra colocar o Carlos Eduardo. A saída do Adílson tudo bem, tava com cãimbras, mas o mano não precisava colocar o juca do Nunes. Voltando ao Carlos Eduardo, o guri tava meio cansado, meio de Jet Leg, mas ele poderia ter jogado mais tempo. Já o Saja, ao meu ver, falhou bizonha e tavarellimente no gol de empate dos periquitos. Mas tudo bem, acontece, mas acho que esse empate teve gosto de derrota.

Mas esse Adílson joga muita bola, heinhô Batista?

Aos reforços, avante! Eduardo Costa, listo, só falta vestir a jaqueta tricolor e começar a treinar. Gustavo Nery? Me parece uma boa contratação, mas dizem que é meio encrenqueiro, vai saber, né? Jadílson: me parece também uma boa escolha. Seria interessante ter os dois. Poem os caras a brigar por posição pra ver se os dois não vão voar baixo! O Júlio Baptista, que fez o primeiro dos canarinhos brasilienses, ontem, tá sem contrato e sem clube, acorda Pelaipe, pode ser um ótimo reforço. E tenho dito.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Bolinha rente a grama.

Tai o cara mandando a galera baixar a bolinha. E quem vai ser louco de discordar?

"Reforços de qualidade não são em grande número. É difícil com as condições financeiras que temos."

Mano Menezes, técnico do Grêmio