quarta-feira, 4 de julho de 2007

Memória

Uma das melhores coisas de freqüentar a social do Olímpico desde a década de 1980 é poder chegar aqui e compartilhar alguns relatos divertidos com os amigos.
Alguns posts abaixo, foi citado (por mim) o nome do atacante Carlinhos, que "fez história" lá pelos idos de 1993/94/95 com a camisa tricolor. Seu futebol era de muita disposição, mas a ausência de coordenação motora acabou por transformá-lo em coadjuvante na Era Felipão.
Bom, mas vamos ao fato em si.
Brasileirão de 1994. O tricolor, já sem chances de classificação para a fase final, se debatia terrivelmente com a total incapacidade dos centroavantes Ciro e Ozias de marcar gols. Foi com este cenário que recebemos o Flamengo, também mal das pernas, no Monumental. E lá fui eu rumo a Azenha, pra ver quem era o menos pior dos dois.
Fazia um calor incrível. Aproveitando que nada de bom acontecia em campo, alguns gaiatos tiravam a camiseta e deitavam no cimento para se bronzear. Éramos, no máximo, umas 150 pessoas. Alguns conversavam animadamente, até de costas para o gramado. Parecia que não tinha jogo rolando. E, de certa forma, não tinha mesmo.
Lá pela metade do segundo tempo, o meia-atacante Nélio (o irmão do lateral Gilberto) recebe livre na área e marca. Flamengo 1 a 0. Um cara, que minutos antes tostava a barriga ao sol, desce alguns degraus e grita em direção ao reservado gremista: "Ô Felipão, já que tamo perdendo mesmo, coloca o Carlinhos aí pra gente dar umas risadas!".
Carlinhos não entrou e o jogo terminou 1 a o pro Flamengo.

5 comentários:

Editor disse...

Bah, o Carlinhos era uma espécie da Nando Lambada piorado. Hehehehehe!

Minwer disse...

Pior que eles só El Loco Abreu.

Renato disse...

Não. Ninguém foi pior que Ozias.

Márcio C. M. disse...

E do Maurício "Gol Zeza", alguém lembra?

Márcio C. M. disse...

Forçando um pouco mais a memória, eu estive lá e ele fez dois gols em um Grêmio 2 a 1 Criciúma disputado no Santa Rosa em Novo Hamburgo abarrotado. Jogo de volta, acho que na primeira fase da Copa do Brasil de 1994.