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sábado, 21 de agosto de 2010

Temos problemas, e não são poucos

Constrangedora, vergonhosa. Não consigo encontrar palavras melhores que essas para definir a partida de hoje. E tudo começou com 40 segundos de jogo. Não me venham falar de infelicidade do Willian Magrão. Eu tenho certeza que não foi intencional, mas é uma irresponsabilidade completa cabecear uma bola daquela forma, de frente pro gol. Só ouvi o nome do Souza aos 13 minutos do primeiro tempo. Ozéia teve que ser substituído para não ser expulso. Douglas foi pro Ceará a passeio. No segundo tempo, com a mudança de esquema achei que iria melhorar, ledo engano. Piorou, e muito. Não olhei estatísticas, mas acredito que em posse de bola devemos ter ficado em quarto lugar, atrás da arbitragem e dos gandulas.
Jogamos o segundo tempo para empatar. Empatar com quem? Com o Ceará. Quem é Ceará? Se jogamos para empatar com o Ceará, vamos jogar para ganhar com quem? Vamos jogar contra o Santos para não tomar muitos gols? É isso?
Como disse o Renato na sua primeira coletiva: “Temos problemas, e não são poucos.”

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Fogo, O Fogoso, O Flamejante, O Incendiário, O Flamante Foguinho!

Presente e passado juntos, pra sempre nos corações Gremistas.

Abro a Zero de hoje e me deparo com um extenso texto de David Coimbra acerca do mais cerebral, impetuoso, monstruoso, aguerrido e bravo jogador que já envergou a camisa DEZ do tricolor. Ele mesmo, Foguinho, o Seu Oswaldo Azarini Rolla.

Não preciso ficar aqui relembrando ou mesmo tecendo comentários acerca do texto de David, ou mesmo sobre o mítico e incendiário Foguinho. Se não leu o texto, leia aqui. Mas o que interessa nisso tudo é que Foguinho é o INVENTOR DO FUTEBOL GAÚCHO, e consequentemente, inventor do FUTEBOL PRAGMÁTICO COPEIRO do Grêmio. Futebol esse que atualmente repousa em belas, lendárias e saudosas memórias nossas. Ainda reflete em nossa retina. O que teria acontecido?

Convenhamos que Paulo Autuori é um grande sujeito. É educado, cortez, vê futebol como poucos e seu currículo não nos deixa dúvidas quanto a isso. Pero, Paulo está, infelizmente, descaracterizando o Grêmio. Grêmio não é mais Grêmio atualmente. Os jogadores são os mesmos, porém a atitude reflete o que sempre detestamos. Nada mais de carrinhos violentos, expulsões pra tumultuar um final de jogo, jogador entrando pra "operar" um adversário, vestiário incendiado no intervalo. E senhores, o que vemos em campo não é Grêmio. Não mesmo.

Autuori chegou com pompa, como salvador da pátria. Chegou dizendo que tínhamos de respeitar a história do Grêmio, como o Grêmio jogava, como se comportava em campo. Hoje, vemos que não é nada disso. O Grêmio reflete em campo o coitadismo, malemolência e muitas vezes a preguiça que aflige e inflíge esse país há mais de 500 anos. Simplesmente, pegou-se as diretrizes básicas do futebol altamente vitorioso, copeiro y peleador do Imortal Tricolor e jogou-se no lixo.

Então, eis que peço, imploro, Grêmio, volte a ser Grêmio. Autuori, treine o Grêmio do jeito que o Grêmio tem que ser treinado. Queremos o Grêmio sendo Grêmio novamente.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O nome do jogo

Pra mim, o nome do jogo ontem foi Diogo. Nunca vi ninguém jogar tão... POUCO!

Esta teimosia do Roth em insistir com este cara acaba com a paciência de qualquer um, até de quem (COMO EU, não me batam) não acredita que o melhor pro Grêmio hoje seja uma mudança no comando técnico - acho que o problema é uma mudança na POSTURA do comando (te liga Krieger).

Até porque, tirando o sonho-Felipão, não temos nenhum outro nome com competência pra assumir um time em meio à Copa que seja unanimidade.

Mas voltando pro jogo, o Diogo é horrível. Não marca, não cria, não passa e só faz falta: ou seja, falta mesmo é futebol pro coitado.

De resto, parece que o time inteiro - principalmente o Souza - quer derrubar o Juarez. Jogaram mal, sem vontade (com exceção do Jonas).

Aliás, alguém lembra de vitória num jogo em que o Souza era o RESPONSÁVEL pela articulação, e não o coadjuvante? Parece que sempre que a responsa é dele, e de mais ninguém, ele afunda... Sem falar nas cobranças de escanteio... POR QUE INSISTEM QUE O SOUZA TEM QUE BATER ESCANTEIO? Ontem ele não acertou NENHUM!

Mas é a FALTA DE GREMISMO no time que me preocupa mais. Parece que falta sangue no olho desses caras.

O Grêmio sempre se destacou por montar times GUERREIROS, mesmo que isso significasse muitas vezes um futebol, digamos, menos técnico.

O Grêmio sempre priorizou a COMPETITIVIDADE em detrimento do futebol-arte.

Um time que sempre quer ganhar, e não precisa ser de goleada, muito menos jogando bem.

ONTEM, EU NÃO VI EM CAMPO UM TIME QUE QUERIA GANHAR. E isso, vamos combinar, não é só culpa do técnico.

Tá na hora de um dirigente intervir sim, e com havaianas de pau na mão!