"Do jogo de hoje eu não posso tirar nada, só o que não pode acontecer quinta."
O Santo, para variar, definiu bem o que pode ser dito do que aconteceu neste domingo, às 17:00. A entrega de taças mais narcisista dos últimos tempos teve como coadjuvante a camisa tricolor vestida em extraterrestres que pousaram hoje na terra para chutar uma bola. E deve ser por isso que tinham uma lógica exemplar: caminhando com 0x0? Oras, caminhando com 0x2! Aquilo foi horrível. O time do Novo Hamburgo é vergonhoso. E, como já dizia aquele velho deitado do Itararé, de onde menos se espera é daí é que não sai nada.
O que também não pode acontecer mais é colocar quatro atacantes. O que é que se tira de útil de uma coisa dessas? Se fosse o último recurso em uma final de campeonato, tudo bem. Mas não foi o caso. Nem gol saiu, porque os nossos quatro atacantes passaram a se marcar muito eficientemente. Um que pareceu querer jogar, logo que entrou, foi o Maylson que, misteriosamente, parou de receber a bola quando mostrou que os zagueiros daquele time de várzea tiravam todas pelo alto, mas se embananavam ridiculamente com cruzamentos rasteiros. No mais, salva aí o Adilson e o Carlos Alberto, mas só por ser estreia. Foi irritante.
Mas aquilo que aconteceu hoje não significa absolutamente nada. Dá uma raiva, foi pela televisão, deu para vaiar um monte (pela televisão tá liberado, certo?), mas foi apenas um pesadelo, deu, chega. Orelhas devidamente puxadas, esporros distribuídos e voltaremos a jogar futebol já nessa segunda. Não vai mais acontecer. E para isso, foi bom. Se alguém tava levando o Renato na barbada, se estrepou. E já tem substituição para quinta: sai o "craque" Sanguedebarata e entra o volante Sanguenosóio. Sem qualquer alusão aos presentes no gramado hoje.
PS: já deu teu lance? A gurizada agradece.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
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