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quarta-feira, 2 de março de 2011

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Para a tristeza de muitos, principalmente o nosso camarada Snel, estamos sem o Caveirão para a LA. Paulão acertou a sua saída e vai render ao Grêmio um milhão de euros (quase o mesmo que deveria render o Magrão) e libera uma vaga na defesa. Para muitos, a vaga do Mário Fernandes; para mim, o retorno do contestadíssimo (creio que injustamente) Rafael Marques.

Nunca achei o Paulão melhor que o Rafa, ainda mais para botar ele no banco. Porém, tem aquela coisa de zagueiro pelo lado direito, que temos muitos, e só o Neuton para reserva do Rodolfo. O ponto mais positivo, ao meu ver, é a tendência de maior aproveitamento do Saimon, agora que o Santo já conhece bem os juniores. Também existe a possibilidade do Vilson ser o novo titular, o que não concordo - não acho ele melhor que nenhum dos outros zagueiros.

E isso mostra outra coisa: os jogadores podem sair, desde que com a proposta certa. Gosto dessa ideia. Não vender o suficiente para descaracterizar o time, mas para dar uma renovada, e para aproveitar a base. Prefiro esse negócio do que a saída do Magrão. Sucesso, Caveirão!

terça-feira, 1 de março de 2011

Vem e vai

A imprensa marrom está cada vez mais especulativa, atenta em torno do que vai ser do Clube dos 13 e a nova novela da Globo, "batendo o martelo" todos os dias para um lado diferente. Enquanto isso, dizem que o Magrão está de saída sim, faltando apenas passarem um pente fino no joelho dele além de mostrarem garantias de que tem pilas na guaiaca. E essa venda passa por duas coisas: pressão da imprensa encima de alguns cabeças fracas e por um real aproveitamento da base.

Querendo ou não, a dissolução do tal "time B" da beira do lago pode ter feito que alguns "pensadores" do futebol começassem a cobrar a posição da direção sobre promessas de mais de vinte anos. O argumento é velho: se passou dessa faixa, não vai mais ser craque, vai ser um meia boca. Particularmente, acho que apressado come cru - o Lúcio estourou no Grêmio com 27, estão investindo no Carlos Alberto com 26, o Escudero tem 24. Não existe essa necessidade de se desfazer dos "velhinhos", é apenas uma recauchutagem da velha máxima que Santo de casa não faz milagre (só o Portaluppi).

Por merreca ou não (eu acho que sim), pelo menos uma coisa parece estar fechando nessa história toda: é cada vez menor o número de "encostos" que ficam treinando nos dias posteriores aos jogos. Depois de detonarmos o Cruzeiro (não vi mesmo o "adversário de qualidade" que tanto se alardeia por aí), sete dos onze que entraram em campo contra o Canoas eram provenientes da base do Grêmio. O meio de campo foi formado por Fernando, Maylson e Emerson da base, mais o Vinícios Pacheco, os três mais novos que o Magrão, sendo que o filho do Mayl já é considerado veterano por muita gente. Ou seja, a venda, mesmo se der errado e o cara estourar (o que não é improvável), isso realmente parece fazer parte de um projeto. E eu prefiro errar sabendo onde estamos indo do que acertar sem saber por que.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Constatações

Aspectos positivos de ontem, na minha opinião:

- Magrão voltou bem, deu consistência ao meio campo. Incrivelmente, jogando com o Adilson como segundos volantes e deixando o Mateus na sobra o time encaixou. Por sinal, o Mateus vem jogando cada vez mais como primeiro volante - pelo modo de jogar e o aspecto físico, a mim lembra o Gavillán.

- O Neuton formou uma boa dupla com o Mário, embora com pouco tempo de jogo (melhor que o "titular reserva"). Para os jogos do interior, deveria ser a dupla titular, com o Maylson na direita, como fizeram ontem. Acho que foi o melhor jogo do filho do Mayl no ano. O Neuton na zaga parece um veterano, mas ele e o Mário precisam melhorar a bola aérea.

- O Bruno Collaço destravou depois do gol que fez. Até caneta deu. Para mim, não fez a partida espetacular que muita gente vem falando mas, do modo que andamos, de repente vale a pena colocar ele para jogar no time de cima - desde que não se repitam as vaias que ele ouviu na sua reestreia em casa.

- O melhor jogador da partida foi o goleiro adversário, o que dá uma boa ideia do que foi o jogo.

O que mais lamentei, porém, foi constatar que a direção de futebol do tricolor sofre de distúrbios bipolares (ou "falta de laço", como diria o Analista de Bagé). No final de 2010 a palavra de ordem era "5 a 6 reforços de peso" para o time encarar a Libertadores. Depois do "treino" de ontem, tentativas frustradas de contratação e um joguinho pro gasto (mesmo assim melhor que o adversário), passa a ser "valorizar a base" e que "não vale a pena contratar para grupo", justamente o que não foi feito até agora. Como quase todo o gremista, eu também acho isso, mas coerência não faz mal a ninguém: admitam que estavam errados até agora. Só espero que não voltem com o velho papinho de "convicção".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Camisa 9. E da base

Eis que se anuncia a titularidade de Wesley no Grenal de Rivera.

Pra mim, é uma ótima notícia. Vi esse guri jogar num Brasileiro Sub-20 e numa Copa São Paulo, antes de ter uma lesão grave e ficar mais de ano parado. Pareceu ser um jogador bem interessante, 9 de área mesmo, jogador forte, de presença e boa conclusão. Daqueles que a gente não costuma revelar na base (o último que me lembro é o Samuel).

Aliás, é legal ver que temos 3 jogadores com essa característica no grupo: Borges, André Lima e Wesley.

Enfim, torço muito pelo guri, mas se vai dar certo, é como dizia o cara da previsão do tempo na rádio de Torres: só Deus sabe.