Não acho que a imprensa seja vermelha. Dito assim, parece que estamos nos colocando como eternas vítimas de um plano universal contra o nosso Grêmio. Claro que há muitos "jornalistas" que agem com interesses escusos, outros tantos que são fuxiqueiros mesmo e ainda há os incompetentes, que não sabem o que estão falando.
Na verdade, o que me incomoda nessa história toda é o poder que eles, sejam incompetentes, mal intencionados ou qualquer outra coisa, têm com um microfone em mãos.
As vozes mais recentes dizem que o Grêmio não tem grupo. Que, em sua maioria, é um bando de boleiros limitados. O último jogador gremista a se tornar miserável, de acordo com decisão de parte da imprensa e aval de boa parte da torcida, é o centroavante Borges.
Agora, todas aquelas bobagens inventadas ("ele nunca foi titular em time nenhum", "ele não faz gol em jogos decisivos"...) ganham força, no momento em que claramente o jogador vive uma crise técnica.
Que Borges vem rendendo menos do que pode e do que o time precisa, a gente já sabe. Que a ausência de André Lima também está prejudicando o nosso desempenho, também é sabido. Mas uma coisa precisa ficar muito clara para desinformados da imprensa e corneteiros de plantão: BORGES SABE JOGAR. Quem não reconhece isso nem precisa vir falar comigo. Converse com as paredes.
Então eu tenho um 9 no meu time que sabe jogar, mas não está conseguindo jogar. O que eu faço? Mostro que eu confio nele, que sua presença é importante, e que eu vou ajudá-lo a recuperar a confiança, ou simplesmente passo a vaiá-lo, a chamá-lo de morto? Até um celenterado sabe o que um gremista inteligente deve fazer.
A título de comparação: Cavenaghi tem poucos jogos, uma coleção respeitável de gols perdidos e, incrivelmente, uma simpatia inabalável por parte da imprensa. A mesma imprensa que hoje estaria execrando Victor se ele não tivesse defendido um pênalti. A mesma imprensa que marcou Carlos Alberto tão ou mais forte do que os jogadores do Ypiranga. E a mesma imprensa que forma opinião, sim. Que tem influência sobre a massa.
É só isso que eu peço: não entrem na onda. Vamos jogar a favor do nosso Grêmio. Borges só precisa de uma coisa para voltar a ser Borges: nosso apoio. Assim as coisas acontecerão de maneira muito mais fácil.
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domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Tudo em casa
Esse sim, um jogo de Gauchão, onde, no final, não se sabe quem é de qual time, já que todos estão de marrom. Teve um bom primeiro tempo do Roberson, com boas enfiadas de bola, muita serenidade do Mateus em mais uma ótima parceria com o Adilson. E boas subidas do Mário. De bom mesmo, só o retorno dos giros do Borges que, graças ao infeliz do zagueiro do São Luiz, não conseguiu marcar um gol no finalzinho. Antes o autor no nosso gol, o filho do Mayl, já havia tirado o doce da boca do nosso centroavante no momento do gol, em um cruzamento milimétrico do Mário Fernandes. Que o baiano guarde os gols para o momento que interessa.
E é isso mesmo que me leva a escrever agora: mais do que decidir todas as partidas em casa, foi interessante ver o Grêmio jogando com outro tipo de centrovância, uma que prefere a bola por baixo, com toques rápidos, paredes e giros para a cara do gol. Isso traz uma alternativa interessante para jogos em que a passagem dos laterais está dificultada pela entrada de meias rápidos do adversário, ou naqueles muitos jogos onde não rola um cruzamento. Já imaginei Carlos Alberto e Escudero passando no buraco aberto na defesa pelo nosso tanque de 1,70. E também revela que, com bastante treino, é possível jogar com dois centroavantes. Enfim, opções - o que a gente não tinha no ano passado.
E é isso mesmo que me leva a escrever agora: mais do que decidir todas as partidas em casa, foi interessante ver o Grêmio jogando com outro tipo de centrovância, uma que prefere a bola por baixo, com toques rápidos, paredes e giros para a cara do gol. Isso traz uma alternativa interessante para jogos em que a passagem dos laterais está dificultada pela entrada de meias rápidos do adversário, ou naqueles muitos jogos onde não rola um cruzamento. Já imaginei Carlos Alberto e Escudero passando no buraco aberto na defesa pelo nosso tanque de 1,70. E também revela que, com bastante treino, é possível jogar com dois centroavantes. Enfim, opções - o que a gente não tinha no ano passado.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Camisa 9. E da base
Eis que se anuncia a titularidade de Wesley no Grenal de Rivera.
Pra mim, é uma ótima notícia. Vi esse guri jogar num Brasileiro Sub-20 e numa Copa São Paulo, antes de ter uma lesão grave e ficar mais de ano parado. Pareceu ser um jogador bem interessante, 9 de área mesmo, jogador forte, de presença e boa conclusão. Daqueles que a gente não costuma revelar na base (o último que me lembro é o Samuel).
Aliás, é legal ver que temos 3 jogadores com essa característica no grupo: Borges, André Lima e Wesley.
Enfim, torço muito pelo guri, mas se vai dar certo, é como dizia o cara da previsão do tempo na rádio de Torres: só Deus sabe.
Pra mim, é uma ótima notícia. Vi esse guri jogar num Brasileiro Sub-20 e numa Copa São Paulo, antes de ter uma lesão grave e ficar mais de ano parado. Pareceu ser um jogador bem interessante, 9 de área mesmo, jogador forte, de presença e boa conclusão. Daqueles que a gente não costuma revelar na base (o último que me lembro é o Samuel).
Aliás, é legal ver que temos 3 jogadores com essa característica no grupo: Borges, André Lima e Wesley.
Enfim, torço muito pelo guri, mas se vai dar certo, é como dizia o cara da previsão do tempo na rádio de Torres: só Deus sabe.
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