Vi só os melhores momentos do jogo do Grêmio ontem, por motivos profissionais. Não porque tenha ficado louco de faceiro para ver os gols que tomamos e rir da cara do Odone e do Pelaipe (porque eu estaria caçoando de mim mesmo, como torcedor do Grêmio). Mas porque a repercussão da noite desastrosa do Victor foi monstruosa. E eu não vi esse caos que dizem aí. O Victor saiu muito mal no segundo lance e devia ter chutado a bola para a lateral (mais uma vez) no terceiro gol. Então tá, vamos imaginar que ele não estivesse no jogo ontem. Ia ser um a zero. Ah, íamos perder com mais honra? E isso dá o que, título moral? Esse tipo não me serve.
O Victor falhou em dois gols e evitou outros dez. Mas o mundo caiu, todos os jornais estão pintando ele de vilão da história. Ah, ele tá fazendo merda com a bola nos pés? Pois até a chegada do Kisuco, que estava acostumado a recuar todas para o Rogério Ceni, ninguém recuava para o Victor. Por que insistem nisso agora? Treino de posição resolve esse problema. Para mim, essa cobrança tem nome e está intrinsicamente ligada com as novas teorias da administração. É a velha política milenar japonesa chamada Cudum. Quando alguma coisa dá errada, procura o Cudum pra botar. A derrota passou por tanta coisa ontem que botar tudo na conta do Victor chega a ser vergonhoso. Ah, mas tu nem viu o jogo, dirão uns. Olha, se o time adversário chutou dez bolas na goleira, a culpa não foi do Victor. O time todo ficou como eu: não viu o jogo.
E aí vem a outra parte ruim do grande período sem títulos que vivemos: o Gremista desenvolveu a bipolaridade. Ontem perdemos e ninguém presta, tem onze titulares na lista de dispensa. Se vencemos domingo, ainda dá tempo para o título e, com uma ou duas peças, vamos lutar pelo mundial. Nem céu, nem inferno. Perdemos, pronto, chega. Não dá para dizer mais do que isso depois de três jogos com o velho treinador novo. Ele ainda está experimentando para ver com quem pode ou não contar. São três semanas de treino! Não adianta choramingar, procurar culpados, se descabelar. Só resta torcer. Acho que tá na hora de rir um pouco de nós mesmos para descontrair.
Chega de querer sangue. Foco no objetivo. Temos que fazer 47 pontos. O resto é lucro. Agora, se isso se repetir em 2012, pegamos em armas e damos um golpe de estado.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Não houve falha
Já fui goleiro e vou ser bem corporativista nesse post: Victor só falhou pra quem nunca jogou de goleiro na vida ou quem tá de má vontade com nosso goleiro.
É só rever o lance: na hora em que o jogador do Vaxco tentou cruzar, Victor estava posicionado corretamente, entre o meio do gol e a 1ª trave. A única forma de pegar a bola é se ele tivesse uma impulsão extraterrena ou estivesse perto do 2º pau, o que seria um erro grosseiro de posicionamento pra um goleiro profissional.
Nem adianta falar em distância do chute e tal. A bola tomou uma trajetória e despencou, num efeito que lembrou a folha-seca do Didi (não o Mocó). Indefensável.
Foda é que parece que o Victor, por já ter feito tudo o que fez, tem obrigação de defender absolutamente todas as bolas que vão a gol, inclusive as indefensáveis. Pra completar, tem gente que nem viu o lance e vai na onda de alguns isentos da nossa imprensa. Engraçado que no centro do país o lance é golaço e aqui é falha.
É só rever o lance: na hora em que o jogador do Vaxco tentou cruzar, Victor estava posicionado corretamente, entre o meio do gol e a 1ª trave. A única forma de pegar a bola é se ele tivesse uma impulsão extraterrena ou estivesse perto do 2º pau, o que seria um erro grosseiro de posicionamento pra um goleiro profissional.
Nem adianta falar em distância do chute e tal. A bola tomou uma trajetória e despencou, num efeito que lembrou a folha-seca do Didi (não o Mocó). Indefensável.
Foda é que parece que o Victor, por já ter feito tudo o que fez, tem obrigação de defender absolutamente todas as bolas que vão a gol, inclusive as indefensáveis. Pra completar, tem gente que nem viu o lance e vai na onda de alguns isentos da nossa imprensa. Engraçado que no centro do país o lance é golaço e aqui é falha.
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domingo, 17 de abril de 2011
O mundo de Humberlito
Não acho que a imprensa seja vermelha. Dito assim, parece que estamos nos colocando como eternas vítimas de um plano universal contra o nosso Grêmio. Claro que há muitos "jornalistas" que agem com interesses escusos, outros tantos que são fuxiqueiros mesmo e ainda há os incompetentes, que não sabem o que estão falando.
Na verdade, o que me incomoda nessa história toda é o poder que eles, sejam incompetentes, mal intencionados ou qualquer outra coisa, têm com um microfone em mãos.
As vozes mais recentes dizem que o Grêmio não tem grupo. Que, em sua maioria, é um bando de boleiros limitados. O último jogador gremista a se tornar miserável, de acordo com decisão de parte da imprensa e aval de boa parte da torcida, é o centroavante Borges.
Agora, todas aquelas bobagens inventadas ("ele nunca foi titular em time nenhum", "ele não faz gol em jogos decisivos"...) ganham força, no momento em que claramente o jogador vive uma crise técnica.
Que Borges vem rendendo menos do que pode e do que o time precisa, a gente já sabe. Que a ausência de André Lima também está prejudicando o nosso desempenho, também é sabido. Mas uma coisa precisa ficar muito clara para desinformados da imprensa e corneteiros de plantão: BORGES SABE JOGAR. Quem não reconhece isso nem precisa vir falar comigo. Converse com as paredes.
Então eu tenho um 9 no meu time que sabe jogar, mas não está conseguindo jogar. O que eu faço? Mostro que eu confio nele, que sua presença é importante, e que eu vou ajudá-lo a recuperar a confiança, ou simplesmente passo a vaiá-lo, a chamá-lo de morto? Até um celenterado sabe o que um gremista inteligente deve fazer.
A título de comparação: Cavenaghi tem poucos jogos, uma coleção respeitável de gols perdidos e, incrivelmente, uma simpatia inabalável por parte da imprensa. A mesma imprensa que hoje estaria execrando Victor se ele não tivesse defendido um pênalti. A mesma imprensa que marcou Carlos Alberto tão ou mais forte do que os jogadores do Ypiranga. E a mesma imprensa que forma opinião, sim. Que tem influência sobre a massa.
É só isso que eu peço: não entrem na onda. Vamos jogar a favor do nosso Grêmio. Borges só precisa de uma coisa para voltar a ser Borges: nosso apoio. Assim as coisas acontecerão de maneira muito mais fácil.
Na verdade, o que me incomoda nessa história toda é o poder que eles, sejam incompetentes, mal intencionados ou qualquer outra coisa, têm com um microfone em mãos.
As vozes mais recentes dizem que o Grêmio não tem grupo. Que, em sua maioria, é um bando de boleiros limitados. O último jogador gremista a se tornar miserável, de acordo com decisão de parte da imprensa e aval de boa parte da torcida, é o centroavante Borges.
Agora, todas aquelas bobagens inventadas ("ele nunca foi titular em time nenhum", "ele não faz gol em jogos decisivos"...) ganham força, no momento em que claramente o jogador vive uma crise técnica.
Que Borges vem rendendo menos do que pode e do que o time precisa, a gente já sabe. Que a ausência de André Lima também está prejudicando o nosso desempenho, também é sabido. Mas uma coisa precisa ficar muito clara para desinformados da imprensa e corneteiros de plantão: BORGES SABE JOGAR. Quem não reconhece isso nem precisa vir falar comigo. Converse com as paredes.
Então eu tenho um 9 no meu time que sabe jogar, mas não está conseguindo jogar. O que eu faço? Mostro que eu confio nele, que sua presença é importante, e que eu vou ajudá-lo a recuperar a confiança, ou simplesmente passo a vaiá-lo, a chamá-lo de morto? Até um celenterado sabe o que um gremista inteligente deve fazer.
A título de comparação: Cavenaghi tem poucos jogos, uma coleção respeitável de gols perdidos e, incrivelmente, uma simpatia inabalável por parte da imprensa. A mesma imprensa que hoje estaria execrando Victor se ele não tivesse defendido um pênalti. A mesma imprensa que marcou Carlos Alberto tão ou mais forte do que os jogadores do Ypiranga. E a mesma imprensa que forma opinião, sim. Que tem influência sobre a massa.
É só isso que eu peço: não entrem na onda. Vamos jogar a favor do nosso Grêmio. Borges só precisa de uma coisa para voltar a ser Borges: nosso apoio. Assim as coisas acontecerão de maneira muito mais fácil.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Tá difícil demais de aguentar
Eu não tenho mais paciência com a torcida do Grêmio.
Leiam a letra do Bonatto lá no Globo Esporte. Ele está certo.
E aqui pra vocês, ó:
Leiam a letra do Bonatto lá no Globo Esporte. Ele está certo.
E aqui pra vocês, ó:
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Leia o Post abaixo antes de cornetear salário de jogador
Este post não tem nada a ver com se o jogador A, B ou C jogam, ou jogaram, um bom futebol. Tem a ver com a concepção errada de time que eu vejo muita gente repetindo por aí.
Time que tem "grupo" é time grande.
E time grande tem folha salarial de time grande.
Por que Bergson e Bruno C. jogaram ontem? Blablablabla!
Por que questionam o valor salarial pago a jogadores como o Fábio R.? Blablablabla!
O que é pior? Abrir os cofres pra poder contar com um cara que ganha 200K/mês no banco (que nem sempre resolve) ou economizar e ficar na mão dos guris da base, inconstantes como vara verde (que, tirando as exceções, poucas vezes resolve)?
Não tem fórmula mágica: pra formar um time campeão precisamos de 22 titulares. Pra ter 22 titulares, tem que contratar bastante gente, pagar bem, e ainda "torcer" pro cara render em campo tudo o que promete.
Não parece ser uma tarefa nada fácil.
Fácil, mesmo, é cornetear depois.
Time que tem "grupo" é time grande.
E time grande tem folha salarial de time grande.
Por que Bergson e Bruno C. jogaram ontem? Blablablabla!
Por que questionam o valor salarial pago a jogadores como o Fábio R.? Blablablabla!
O que é pior? Abrir os cofres pra poder contar com um cara que ganha 200K/mês no banco (que nem sempre resolve) ou economizar e ficar na mão dos guris da base, inconstantes como vara verde (que, tirando as exceções, poucas vezes resolve)?
Não tem fórmula mágica: pra formar um time campeão precisamos de 22 titulares. Pra ter 22 titulares, tem que contratar bastante gente, pagar bem, e ainda "torcer" pro cara render em campo tudo o que promete.
Não parece ser uma tarefa nada fácil.
Fácil, mesmo, é cornetear depois.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Tive que concordar 100% com o Nando Gross
Vi o link num comentário do post anterior (Valeu, Miguel). Uma análise lúcida e clara do jogo de ontem.
E, diga-se de passagem, é impressionante como existem jornalistas e jornalecos.
Sem falar que o Nando é colorado assumido.
Abaixo, copiado e colado pra todo mundo ler.
--------------
Grêmio vence e está nas semifinais
Deu à lógica no estádio Olímpico. O Grêmio fez 4 a 2 e impôs a sua superioridade em cima do Veranópolis, garantindo vaga para a semifinal contra o Inter de Santa Maria. Mesmo com um estado de insatisfação total dos torcedores, o Grêmio só correu algum risco quando Rochemback errou um passe e o Veranópolis descontou. Estava 2 a 0 e por alguns instantes o time da serra conseguiu pressionar o Tricolor. O outro gol do VEC foi ao final da partida. Estava 4 a 1 e Victor falhou num chute despretensioso de Romano.
Fábio Santos teve ótima atuação e conseguiu até arrancar aplausos da torcida. Ferdinando foi vaiado o tempo todo e precisou ter muita personalidade para conseguir jogar até o final. Borges outra vez foi decisivo e Douglas fez a sua melhor partida desde que chegou ao Grêmio.
O Grêmio não teve uma boa atuação, mas foi sempre superior ao seu adversário. Ainda tem muito por fazer, o torcedor está impaciente, mas há um exagero nas cobranças. A impressão que eu tenho é que somente uma vitória em Gre-Nal poderá fazer com que o torcedor feche uma parceria com a sua equipe.
Ferdinando não é o primeiro volante dos sonhos, mas Adílson está no departamento médico e William Magrão está voltando depois de mais de um ano sem jogar, precisa de um pouco mais de tempo para jogar 90 minutos, acredito que será o titular ao lado de Rochemback. Mas Ferdinando é extremamente aplicado na marcação, tem deficiências técnicas sim, mas está longe de ser o responsável por todos os problemas do time.
É preciso também no futebol, por vezes, ser pragmático. O Grêmio não jogou bem contra o Araguaia, mas garantiu a classificação evitando o segundo jogo. No Gauchão, foi o primeiro do seu grupo e já está na semifinal. De alguma forma, isto deve ser levado em conta.
Silas tem um mês de Gauchão comandando o Grêmio e os gritos de “burro” já são freqüentes no estádio, é muito cedo. Não quero censurar o torcedor, longe de mim fazer isso, estou apenas argumentando. Um treinador precisa de mais tempo para montar sua equipe. Silas perdeu o Gre-Nal, foi esse o seu pecado, mas fez um confronto equilibrado. Está muito claro, só uma vitória em cima do maior rival poderá garantir o apoio da torcida ao treinador.
Mário Fernandes fez o seu primeiro gol e Hugo entrou no final definindo a partida. Leandro entrou bem e mostrou estar recuperado. O Grêmio tem o melhor ataque do Gauchão e Borges já empatou com Eraldo na artilharia do campeonato. Sinto que há um pessimismo exagerado em torno da equipe tricolor. Será que é para tanto?
E, diga-se de passagem, é impressionante como existem jornalistas e jornalecos.
Sem falar que o Nando é colorado assumido.
Abaixo, copiado e colado pra todo mundo ler.
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Grêmio vence e está nas semifinais
Deu à lógica no estádio Olímpico. O Grêmio fez 4 a 2 e impôs a sua superioridade em cima do Veranópolis, garantindo vaga para a semifinal contra o Inter de Santa Maria. Mesmo com um estado de insatisfação total dos torcedores, o Grêmio só correu algum risco quando Rochemback errou um passe e o Veranópolis descontou. Estava 2 a 0 e por alguns instantes o time da serra conseguiu pressionar o Tricolor. O outro gol do VEC foi ao final da partida. Estava 4 a 1 e Victor falhou num chute despretensioso de Romano.
Fábio Santos teve ótima atuação e conseguiu até arrancar aplausos da torcida. Ferdinando foi vaiado o tempo todo e precisou ter muita personalidade para conseguir jogar até o final. Borges outra vez foi decisivo e Douglas fez a sua melhor partida desde que chegou ao Grêmio.
O Grêmio não teve uma boa atuação, mas foi sempre superior ao seu adversário. Ainda tem muito por fazer, o torcedor está impaciente, mas há um exagero nas cobranças. A impressão que eu tenho é que somente uma vitória em Gre-Nal poderá fazer com que o torcedor feche uma parceria com a sua equipe.
Ferdinando não é o primeiro volante dos sonhos, mas Adílson está no departamento médico e William Magrão está voltando depois de mais de um ano sem jogar, precisa de um pouco mais de tempo para jogar 90 minutos, acredito que será o titular ao lado de Rochemback. Mas Ferdinando é extremamente aplicado na marcação, tem deficiências técnicas sim, mas está longe de ser o responsável por todos os problemas do time.
É preciso também no futebol, por vezes, ser pragmático. O Grêmio não jogou bem contra o Araguaia, mas garantiu a classificação evitando o segundo jogo. No Gauchão, foi o primeiro do seu grupo e já está na semifinal. De alguma forma, isto deve ser levado em conta.
Silas tem um mês de Gauchão comandando o Grêmio e os gritos de “burro” já são freqüentes no estádio, é muito cedo. Não quero censurar o torcedor, longe de mim fazer isso, estou apenas argumentando. Um treinador precisa de mais tempo para montar sua equipe. Silas perdeu o Gre-Nal, foi esse o seu pecado, mas fez um confronto equilibrado. Está muito claro, só uma vitória em cima do maior rival poderá garantir o apoio da torcida ao treinador.
Mário Fernandes fez o seu primeiro gol e Hugo entrou no final definindo a partida. Leandro entrou bem e mostrou estar recuperado. O Grêmio tem o melhor ataque do Gauchão e Borges já empatou com Eraldo na artilharia do campeonato. Sinto que há um pessimismo exagerado em torno da equipe tricolor. Será que é para tanto?
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