Pra quem ainda não entendeu a atitude do Renato, quando afirmou que não pretende acompanhar os jogos do ruralito no interior à beira do gramado, eu traduzo: ele está corajosamente afirmando o que a direção em outras épocas relutou em afirmar - o gauchão desse ano não vale nada, o foco é o TRI de LA'11.
E é só isso, um recado. Duvido que ele, ou a diretoria, permitam que isso aconteça e provavelmente o Renato vai acompanhar o time A e B em todos os jogos. Até pelo magnetismo que ele tem na atração de sócios, a presença dele é importante independente do time titular ou reserva entrar em campo. Mas o recado tá dado: "vamos fazer o máximo pra conquistar o ruralito, mas to cagando se alguma coisa der errada".
Eu sei que muita gente não pensa assim, que time campeão tem que ser campeão em todos os campeonatos, etc, etc, etc... Mas eu to com o Renato. Mais uma vez.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Dando o recado
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Dilema pro Grenada
Trecho copiado e colado na maior cara-dura do texto do Sérgio Xavier (editor-chefe da Placar e gremista) no Debate Blog.
Agora, o dilema gremista. Escalar uma equipe titular ou reserva para o clássico? Se é jogo de sobrevivência na competição, o instinto mandaria botar o time principal. O que o torcedor fanático mais quer é vencer o Inter em sua casa e botar água no chope colorado em meio aos festejos. O gremista não suporta mais perder para os colorados. A imprensa gaúcha, até por instinto de auto-preservação profissional, clama por titulares. Afinal, não quer esvaziar um evento esportivo que pode ser verdadeiramente gigante.
Do ponto de vida estratégico, é uma insanidade escalar a equipe titular. O Grêmio tem pouquíssimo a ganhar e tudo a perder. Aí é preciso uma análise de risco. O Grêmio pega o fraco Aurora na terça-feira pela Libertadores. Precisa ganhar para aliviar a vida e praticamente se classificar. Os bolivianos são ruins mesmo, mas os gremistas são bons na arte de perder gols. A partida só ficará fácil após o primeiro gol. Quem garante que a bola entrará?
Se perder de pouco ou de muito no Grenal (a lógica prevê vitória colorada), como ficará a motivação tricolor para o resto do semestre? Mesmo a hipótese da vitória tem suas desvantagens. O Grêmio estraga a festa do Inter, os torcedores comemoram. E daí? O que isso muda na vida dos adversários da Libertadores?
...O Grêmio iria para a semifinal do segundo turno tendo que enfiar mais quatro datas em seu calendário apertado do semestre. Teria que jogar no interior, ônus por ter acabado em quarto no turno. E teria que decidir, mais uma vez, no Beira-Rio a final do Gaúcho (isso se vencer semifinal e final do turno).Será que consegue tudo isso? Será que vale a pena? Não é melhor botar os reservas no Grenal e desistir da encrenca? Para muitos, o nome disso é covardia. Faz mesmo sentido. Nem tentar vencer com medo de perder é uma atitude covarde. Em guerras, muitas baixas se fazem da valentia da tropa. Estrategistas importantes já entregaram batalhas para vencer a guerra. Mas, para tomar a decisão correta, o Grêmio precisa decidir antes: a aldeia ou o mundo?
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