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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Por que o pânico?

Só uma palavra pode definir o que tenho visto entre os torcedores gremistas: Pânico. O recalque de quase uma década agora desfila pela internet, pelos comentários, pela descrença generalizada. Não estou aqui para dizer que está todo o mundo errado, mas alguns comentários estão mais difíceis de engolir do que os últimos resultados do Grêmio.

Estava no Olímpico ontem e sabe o que eu vi? Um dos melhores jogos do Grêmio no ano. Mesmo tomando dois gols e perdendo em casa. Ninguém percebeu ainda que enfrentamos de igual para igual o melhor adversário que tivemos em 2011? Que esse time é forte na marcação, usou bem o juiz que deixava o jogo correr e era muito inteligente para ficar com a bola usando só um toque? É difícil de ganhar disso, mesmo em onze contra onze. Mas o desespero que assolou os jogadores no fim do jogo, mais uma vez ajudado pela torcida, fez com que o resultado fosse o pior possível. Com calma e jogando bola, sem desestruturar o sistema, as coisas seriam outras.

Era um empate, com um a menos. Para que se jogar para cima? Qualquer empate acima de um gol dava a vaga fora. Faltou inteligência ao Renato (e para a torcida) para ver isso no jogo. Meter um monte de atacantes depois do gol de empate foi burrice contra um time que é ótimo no contra-ataque. O jogo foi aberto, tivemos chances, mas, pela ausência do Borges, muitas bolas pingavam na frente do gol e ninguém botava para dentro. O Douglas fez a melhor partida dele pelo Grêmio. Tivemos muitos aspectos positivos além dos negativos. Tem que lembrar disso também.

Temos o que melhorar? Certo que sim. O Grêmio do Renato não bate. Sem bater, sem chegar junto, não rouba a bola. Então tem que ficar com ela. E não é com três volantes que se faz isso. O Neuton não podia fazer a sobra; essa função era bem desempenhada pelo Marques no ano passado. Por que dar para ele a função do bote? O Gílson é ruim. Por que insistir? Faltava alguém para fechar o ataque com o Leandro. Por que não entrar com um meia agudo no segundo tempo ao invés de um atacante? O Renato é teimoso e o time só foi arrumado no ano passado em função de uma série de contusões e acasos. Não precisamos de um milagre para fazer dois gols nesse time fora de casa. Temos bola para isso. Mesmo sem o tal "espírito copeiro", podemos ganhar na bola desse time. Desde que o nosso treinador deixe de lado algumas das suas teimosias.

E mais uma coisa que me irrita: Odone, se tu não concorda com o Renato, para de encher o saco e manda ele para a rua. Seja homem. Perder a próxima eleição tem que ser a última das tuas preocupações. Dar letrinha em rádio é coisa de guri de merda. Nenhum presidente que se preza fala mal de seu treinador no rádio.