Mostrando postagens com marcador te liga Odone. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador te liga Odone. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de agosto de 2011

É a chave grande, imbecil!

A cena todo o mundo conhece: figurante andando em um lugar escuro, sozinho, bem tarde. Ouve um barulho e, com medo, olha: do escuro sai um animal (gato, cachorro, gambá), ele suspira aliviado, ri e segue rumo a uma porta (de carro, casa). Ouve outro barulho, vai se virar novamente mas lembra do animal e segue seu caminho, rindo. Mas, dessa vez é um inimgo (monstro, serial killer, psicopata) que sai, o atinge, mas não em cheio. O figurante corre, cambaleando, vai até a porta e, mais trêmulo que qualquer coisa, tenta abrir com seu molho de duzentas chaves, enquanto o inimigo vem crescendo no mesmo take de câmera e a música de terror aumenta, até que... ááááááááááhhhhhh!

Pelo andar da carruagem, já estamos tentando abrir a porta, tremendo tipo bicho. E o inimigo tá chegando. Já se foi o primeiro turno e aqueles que apedrejaram o Duda Kroeff no ano passado estão fazendo mais cagada do que disseram que ele fez. E o pior: não sabem o que fazer para resolver. O remédio amargo de sempre, Rothavil, não parece funcionar. A torcida também não sabe o que fazer: vaia ou apóia? A culpa é do Marques, do Victor ou do Douglas? Os "analistas", que sempre sabem tudo, voltam a insistir no Sobrenatural de Almeida, inventando desde brigas no vestiário, salários de meio milhão e até papos com a mãe de jogadores fora do bom caminho. E, todos trêmulos, esquecem de buscar a chave que vai abrir a porta, enquanto o monstro já está bufando no cangote.

E aí, ninguém vai gritar para o nosso figurante tricolor "é aquela chave grande, ô retardado!"? O que está acontecendo com o Grêmio? Simples. O nosso grande presidente não demitiu o Renato. Ou melhor, demitiu um e colocou dois outros no lugar. O Douglas, antes do jogo contra o Atlético Goianiense já deu a morta: o mesmo time, no ano passado, conseguiu levar o Grêmio até a Libertadores. É o mesmo time, mesmo com outro técnico. No lugar do "losango", no último jogo o Roth colocou a sua filosofia que perdeu pro Mazembe: três volantes e um meia enforcado, sendo responsável por assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, bem como um atacante somali, de tão desnutrido, lá na frente, enquanto o outro atacante tem que "compor" usando um violão de uma corda só. Esquema manjado como o que se gastou com o Renato, já que o nosso meia improvisado de 2010 acabou com o seu repertório, e o degolado, sem peças, não pode mudar. Hoje o tricolor tem Marquinhos, mas "não podem jogar dois lentos juntos". Todos "sabem" disso. O nosso "semideus" de Futebol, investidor de político, já avisou que não vem ninguém. Então o que fazemos? Fechamos as portas, como o 15 de Campo Bom?

A chave grande que abre a porta, bando de moscão, é parar de inventar um esquema para o Grêmio jogar e colocar o Grêmio para jogar em um esquema. Chega de "meias que voltam", "atacante completo", "meia que marque". O Grêmio tem que ter o esquema que explore o (único, que seja) aspecto positivo de cada jogador. Se é todo o mundo perna de pau, se ninguém merece usar a camiseta do Grêmio e até o goleiro da seleção é pior que o Eduardo Heuser, pra que tentar treinar o Carrossel da Holanda dos anos 70?

Quer jogar com um meia só? Joga no 3-5-2, desgraçado. Daí dá para fazer o que os "sábios" da análise tática tanto pedem, a passagem pelo lado dos alas que não precisam mais correr o campo todo, porque não precisam mais ficar sempre olhando as costas já que os volantes cobrem. A defesa tá ruim? Mete um zagueiro na sobra, cáspito, para que cada um pegue um atacante e outro não deixe o Victor sempre em roubada. E joga com dois lá na frente, ignorante, para que, pelo menos uma vez, cinco defensores não possam simplesmente esmagar o nosso ataque para ele receber o rótulo de inoperante, como se a culpa fosse só dele. Se acham o Adílson ruim, é pior ainda quando todas a bolas de ataque precisam passar por ele porque, como não tem outro meia, o guri tá sempre sozinho, como contra o Atlético no último Domingo. Tenham dó.

Ah, mas 3-5-2 é proibido (por falar nisso, esse número é mais temido do que o próprio Celso Roth no Olímpico...)? Então, imbecil, escala o time pra jogar com dois meias LENTOS, que não sabem marcar, que é o que a gente tem. O Rochemback cria, mas lá na fazenda dele em Lajeado, não em um campo de Futebol. A gente não tem um volante como o Hernanes, ou o Anderson. O nosso meio de campo é como se fosse Dinho-Goiano-Carlos Miguel-Emerson, e a gente foi campeão assim. Pra que inventar hexágono-vai-vém-diabo-a-quatro-arestas? O Odone trouxe o Roth, mas esqueceu da ortodoxia. Mija o cara e bota o bigode nele, se for preciso, mas para de deixar ele inventar. Não existe mais tempo para invenção. E vai tomar no cu com essa de que "o Grêmio sempre jogou com três volantes". O Grêmio nunca foi campeão com três volantes.

Gurizada, pior que a coisa feia, é desespero. E tá todo o mundo desesperado. Foco no próximo jogo. É só fazer o simples e a gente sai dessa. Abre a merda da porta antes que o Jaison agarre o tricolor. E troca de canal no ano que vem, porque sempre o mesmo filminho de terror tá horrível de engolir.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Sábio Dirigente

Estive fora desde o último jogo contra o Avaí, jogo onde estive presente no Olímpico, e retornei apenas agora, no jogo contra o Atlético Mineiro, que não pude acompanhar por razões profissionais. Estava esperando ver um jogo do mestre em "mini-jogo" (parece que o jogo inteiro era mini), vera evolução tática de um técnico jovem mas talhado para o sucesso, um verdadeiro ninja do futebol moderno. Mas acabei descobrindo que, na verdade, o grande mestre é o presidente do Grêmio. Conto para vocês, agora, em primeira mão, o que realmente aconteceu no vestiário do tricolor para a demissão do Renato.

AVM entrou correndo, ofegante e sem saber mais o que fazer. O Mestre permitiu que entrasse em sua sala e perguntou o que lhe afligia.

"Mestre, não sei mais o que fazer. A torcida apoia, temos um bom plantel, o time foi para a Libertadores com esse treinador mas parece que nada anda. O Grêmio está uma merda! O que fazemos para melhorar?"

O Mestre respondeu:

"Contrate o Julinho Camargo".

"O Julinho Camargo? Como assim? Um treinador inexperiente, sem nenhum título e trabalhando em clubes minúsculos? Como ele pode melhorar algo para o Grêmio?"

"Contrate o Julinho Camargo".

E assim foi feito. 43 dias depois, muitos empates, derrotas, atuações confusas e apenas uma vitória, o Mestre anuncia o Celso Roth. O resultado positivo foi imediato. Já tem muito torcedor falando:

"Não é que é um bom nome para o nosso problemão? Porque com o Julinho Camargo, tava difícil. Agora vai!"

Qualquer semelhança com a história do bode na sala, não é mera coincidência.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Déspota enlouquecido? Odone = Ricardo Teixeira?

Nunca gostei das atitudes ditadoriais do presidente Paulo Odone. Nem da forma com que ele tenta personalizar nele mesmo a instituição Grêmio.

Quando de sua primeira saída, defendendo o Vicente naquela eleição contra o Duda, foi IMPRESSIONANTE e até mesmo CRIMINOSA a forma como o então presidente tratou os veículos oficiais de comunicação do Grêmio.

Naquela época, praticamente TODAS as notícias publicadas no www.gremio.net ou na TV e Rádio Grêmio falavam DELE. Ou davam um jeito de colocar o nome do presidente NO TÍTULO da notícia.

Desde aquela época, era constrangedor a forma com que ele tratava a torcida. Característica que se refletiu negativamente na gestão Duda, que cortou os subsídios da torcida "profissionalizada" gremista.

Pois bem, Odone voltou. E o Duda, se tivesse feito metade das cagadas dele, teria sido queimado no Largo dos Campeões. Tanto pela torcida em geral, como pela Torcida Geral.

Não lembro quantas manifestações a Geral fez contra o Duda. E não vejo a mesma "sede de justiça" quando o assunto é a atual direção.

Só caiu a ficha pra mim agora: inexplicavelmente a RBS através do Wianey resolve jogar a merda no ventilador. Depois de ler isso, tudo mais faz sentido.

É uma pena que o Odone não tenha a grandeza dos grandes presidentes tricolores. É uma pena que ele pense na instituição como uma catapulta política. E o mais importante: é uma pena que o conselho recém eleito (sem protecionismo: temos dois novos conselheiros aqui no blog - e eles conhecem bem a minha opinião sobre o assunto) tenha empossado o cangaceiro sem dar chance das eleições se decidirem no pátio, no corpo-a-corpo com os associados.

Odone provavelmente venceria do mesmo jeito, mas o principal é que o direito ao voto não foi colocado em primeiro lugar.

Para nossa vergonha, Paulo Odone está cada vez mais parecido com o então presidente-salafrário da CBF Ricardo Teixeira.

Para reflexão.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Uma semana de merda

"Por exemplo, hoje quando eu abri meu mail recebi o currículo do Fossati. Para vocês perceberem o que pode acontecer", comentou Vicente (tá no site do UOL).

A mensagem, embora subliminar, do AVM, parece que está dada: corremos risco, e sério, de completa degringolação neste campeonato (eu, pessoalmente, me senti ameaçado com as palavras do atual vice de futebol). E, pelas manifestações da internet, parecem que estão marcando o final de um ciclo: o do Coronel Obinodone no Grêmio. Para ele, um pequeno recado, tentando me manter educado: a boca fala, o cu padece. O preço da arrogância, dessa vez, vai ser muito alto.

Afirmo com total convicção: o único nome que Paulo Odone deveria estar trabalhando nesse exato momento para evitar que o mundo caia sobre a sua cabeça é o de Luís Felipe Scolari. Qualquer outro nome vai chegar com muita pressão. Diego Aguirre ou Dorival Júnior até são nomes a se pensar; mas, se não derem a sorte de meter quatro jogos com resultados convincentes, vão sofrer pressão. Cuca e Adílson já estão tomando pressão. Celso Roth é a pressão em pessoa. Trocar treinador quando o momento não é bom é uma coisa. Só que o Renato não era um treinador.

E a profissionalização?

Agora que o Renato tinha os contratados à disposição e que jogadores importantes voltaram de lesão, vem essa notícia da demissão dele. Até que me PROVEM o contrário, ele não pediu demissão e tampouco foi demitido pelo Vicente. Pra mim está bem claro que o Odone resolveu tudo por conta própria.

Num simples ato, ele demitiu um treinador, desautorizou todo o departamento de futebol, principalmente um dos seus vices, e rasgou todo o discurso de profissionalização da gestão que o ajudou a se eleger.

Me sinto um idiota por ter acreditado que, com alguém com o perfil do Odone no comando, seria possível ter um choque de gestão. Estamos tendo é uma gestão choque.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Por que o pânico?

Só uma palavra pode definir o que tenho visto entre os torcedores gremistas: Pânico. O recalque de quase uma década agora desfila pela internet, pelos comentários, pela descrença generalizada. Não estou aqui para dizer que está todo o mundo errado, mas alguns comentários estão mais difíceis de engolir do que os últimos resultados do Grêmio.

Estava no Olímpico ontem e sabe o que eu vi? Um dos melhores jogos do Grêmio no ano. Mesmo tomando dois gols e perdendo em casa. Ninguém percebeu ainda que enfrentamos de igual para igual o melhor adversário que tivemos em 2011? Que esse time é forte na marcação, usou bem o juiz que deixava o jogo correr e era muito inteligente para ficar com a bola usando só um toque? É difícil de ganhar disso, mesmo em onze contra onze. Mas o desespero que assolou os jogadores no fim do jogo, mais uma vez ajudado pela torcida, fez com que o resultado fosse o pior possível. Com calma e jogando bola, sem desestruturar o sistema, as coisas seriam outras.

Era um empate, com um a menos. Para que se jogar para cima? Qualquer empate acima de um gol dava a vaga fora. Faltou inteligência ao Renato (e para a torcida) para ver isso no jogo. Meter um monte de atacantes depois do gol de empate foi burrice contra um time que é ótimo no contra-ataque. O jogo foi aberto, tivemos chances, mas, pela ausência do Borges, muitas bolas pingavam na frente do gol e ninguém botava para dentro. O Douglas fez a melhor partida dele pelo Grêmio. Tivemos muitos aspectos positivos além dos negativos. Tem que lembrar disso também.

Temos o que melhorar? Certo que sim. O Grêmio do Renato não bate. Sem bater, sem chegar junto, não rouba a bola. Então tem que ficar com ela. E não é com três volantes que se faz isso. O Neuton não podia fazer a sobra; essa função era bem desempenhada pelo Marques no ano passado. Por que dar para ele a função do bote? O Gílson é ruim. Por que insistir? Faltava alguém para fechar o ataque com o Leandro. Por que não entrar com um meia agudo no segundo tempo ao invés de um atacante? O Renato é teimoso e o time só foi arrumado no ano passado em função de uma série de contusões e acasos. Não precisamos de um milagre para fazer dois gols nesse time fora de casa. Temos bola para isso. Mesmo sem o tal "espírito copeiro", podemos ganhar na bola desse time. Desde que o nosso treinador deixe de lado algumas das suas teimosias.

E mais uma coisa que me irrita: Odone, se tu não concorda com o Renato, para de encher o saco e manda ele para a rua. Seja homem. Perder a próxima eleição tem que ser a última das tuas preocupações. Dar letrinha em rádio é coisa de guri de merda. Nenhum presidente que se preza fala mal de seu treinador no rádio.

quarta-feira, 23 de março de 2011

E agora (II)?

Se os twíteres andam pipocando por aí, quero saber o que vai acontecer agora que o Clube dos 13 finalmente, e formalmente, assinou o contrato com a Rede TV!, garantindo o nome de 15 clubes, inclusive o Grêmio. O argumento do C13 é que as gestões do ano passado dos clubes que precisavam de uma injeçãozinha de pilas recorreu a empréstimos bancários que só foram avalizados com uma procuração dando poderes ao seu fiador, ou seja, o próprio clube, de depositar diretamente para eles os valores das parcelas.

Pois bem. O assunto vai pro pau, como dizem, em todas as esferas: dentro do Grêmio, nas mídias diversas e, ao que parece, também na justiça. Mas, gostaria de salientar outra coisa que apareceu na última terça feira: para aqueles que não gostam da ideia de ter jogos transmitidos pela "valorosa" TV Pampa e preferem o sinal digital da RBS, vejam atentamente a tabela de jogos da CBF (ou leiam esta reportagem do UOL). Com a influência da Globo na formação da tabela, o primeiro time a assinar com a emissora vai ter 5 jogos transmitidos para a TV aberta (isso mesmo, 5!), enquanto o velho grupinho passa das dez - isso em 19 jogos do primeiro turno. Assim, mantida a estrutura do próximo contrato, para os outros quatro jogos que teremos "direito" sem o pague-para-ver na TV fechada, o sinal não faz diferença nenhuma.

Ou seja, mais um capítulo da novela. Se bem que esse, o nosso tricolor poderia ter pulado, se não tivesse com as mãos tão geladas...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Muito o que explicar

Eu ia atualizar o post anterior com os dados passados pelo nosso presidente mas, pelo tamanho que estava ficando, e pelas repercussões que podem gerar, resolvi escrever outro. Depois da coletiva, mais dúvidas ficaram. Para quem não sabe (e parece que muita gente não sabe), na sexta passada, dia 11/03, foi aberto o primeiro envelope da concorrência pelos direitos de televisão dos próximos brasileirões - a TV aberta. Para ela, o valor mínimo era de 500 milhões, praticamente o valor que foi dado pela Rede TV!.

O Grêmio ocupa a faixa 3 da distribuição de renda do C13. Então, vamos até a calculadora: como o nosso leitor Daniel comentou no post abaixo desse, se fossem guardadas as proporções desse ano, recebemos cerca de 10% do valor do contrato de venda de imagem fechado. O valor foi pouca coisa maior que o mínimo, logo, vou dizer que foi o mínimo: então temos, porque está assinado com o C13, 50 milhões por ano.

Dia 23 e 24 de março serão abertos os pacotes da TV Fechada, Internet, Celular e Pay-per-view. Digamos que, novamente, apenas os meios de comunicação "sem pedigree", aproveitando-se da situação do esvaziamento, apresentem propostas próximas do preço mínimo, assim como o canal de tv. Para simplificação de cálculo, vou esquecer os valores crescentes (ver aqui) e vou considerar o preço médio para o contrato inteiro: o valor da venda será de 437 milhões por ano.

Palavras do Odone: “A proposta da Globo mais do que dobra o que os clubes vinham ganhando até aqui. São valores acima dos 500 milhões mínimos que o Clube dos 13 pediu e apresenta todas as outras condições com relação a TV fechada, internet, pay per view e a outras condições. Uma cobertura completa sobre os direitos de imagem do Grêmio, que são as fontes principais dos clubes atualmente”

O valor não pode ser "mais que dobra". Tem que ser "mais do que triplica". Hoje recebemos quase 28 milhões e a proposta do C13, se mantendo os 10% de proporção, é de quase 94 milhões, se vendido pelo valor mínimo. Assim, se o nosso presidente recebeu por QUATRO anos (e não por três, como foi a venda do C13), tem que ter assinado contrato de mais do que 340 milhões (84,6 milhões por ano). Caso contrário, a decisão dele não vale nada, pois fere o estatuto do Grêmio por apresentar uma renúncia de receitas maior do que os 10% do orçamento, mesmo sem saber qual é o orçamento (a não ser que o Grêmio tenha alguma outra fonte de receita no período que se aproxime dessa). Não existe justificativa financeira para isso.

Para deixar claro: este blog tem muitas cabeças, e não tem posição coletiva sobre nada. Assim, particularmente, nesse momento torço muito pelo CADE e pelo CD do Grêmio.


E agora?

Em mais um capítulo da novela "o direito de transmitir" a vitória foi do malandro. Aquele que joga contra as regras e consegue o que quer. Será que ele vai, um dia, pagar por isso?

"GRÊMIO ASSINA CONTRATO COM A REDE GLOBO

Emissora passa a ter o direito de transmissão dos jogos do Tricolor no Brasileirão

Na tarde desta quarta-feira, o Grêmio assinou contrato com a Rede Globo de Televisão garantindo para emissora os direitos de transmissão dos jogos do Clube no Campeonato Brasileiro de 2012 a 2014.

A assinatura na sala da presidência com a participação do presidente Paulo Odone contou com a presença do Diretor Geral da Globo Esporte, Marcelo Campos Pinto. Os membros do Conselho de Administração, Eduardo Antonini, Tadeu Viana e Francisco Santos, também participaram do protocolo.

No final da tarde, às 18h, Paulo Odone concede entrevista coletiva para ampliar os detalhes do contrato."

Esperou a proposta da Record? Quanto a mais do que o Clube dos 13 ganhou com a Rede TV? E quem vai transmitir o Grenada, se um está de cada lado da pendenga?

As perguntas são uma forma de auto-controle. Gostaria de estar desossando um nobre senhor deputado nesse exato momento. Resta apenas apelar aos super poderes do CD.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Boi na linha - Para pensar...

Copiado e colado descaradamente do blog do Juca Kfouri:

Convite com moderação

Os presidentes do Grêmio, do Corinthians, dos quatro grandes do Rio e do Cruzeiro estavam felizes da vida no camarote da cerveja B que patrocina o futebol na TV.

Nada mais natural, para quem gosta, pois, inegavelmente, todos fazem parte desse mundo pobre das celebridades.

Curioso, apenas, e digno de nota, que os presidentes do Inter, do São Paulo e do Galo não foram convidados para o disputado espaço.

Por que será que a Ambev convidou apenas os dissidentes do Clube dos 13?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Para que serve um estatuto?

É com imenso pesar que recebi a notícia: o Grêmio ROEU A CORDA.

"Porto Alegre, 01 de março de 2011.

Diante da polêmica e do impasse criados nacionalmente em relação ao direito de televisionamento e uso das imagens dos clubes de futebol do brasileiro, o GRÊMIO vem comunicar que a sua decisão, tomada por unanimidade por seu Conselho de Administração, atendendo aos interesses do Clube, é de iniciar um processo de negociação diretamente com a Rede Globo de Televisão.

Conselho de Administração
Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense"

Pasmo com a decisão, fui buscar no estatuto o amparo para tentar fazer o presidente voltar atrás e manter a concorrência pública pela concessão dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, formato escolhido pelo Clube dos 13, ao contrário do que a Globo quer. O resultado foi que saí com mais dúvidas. Nas atribuições do Presidente, artigo 83, número VII, está escrito:

"VII – negociar e assinar os contratos de concessão ou participação em outras associações ou sociedades, para a prática do futebol e de outras modalidades esportivas, ad referendum Conselho Deliberativo;"

Mas não encontrei a definição do que é concessão. Gramaticalmente, o português aqui é horrível. Não se concede "em", nem se concede "para a prática do futebol" - assim, concessão está completamente perdido aqui. Não sou advogado, pode ser que o termo tenha um uso específico que desconheço. Porém, caso concessão seja qualquer tipo de concessão, a decisão do nosso presidente é ad referendum, ou seja, precisa ser aprovado pelo CD.

Não encontrei, também, nenhum lugar que dissesse que o Conselho de Administração pode tomar essa decisão, mesmo com votação. Diz que o CA deve "coordenar a administração do Grêmio" (artigo 78, n.I), assim, geral mesmo. Então, enquanto o presidente não pode assinar concessões sem anuência do CD, não parece haver alguma restrição sobre o CA. Por outro lado, quem decide se o Grêmio se junta ou não a qualquer associação é o CD (Art.65, n.XXV). Porém, não existe nenhuma das figuras administrativas do Grêmio que esteja autorizada, em lugar nenhum do estatuto, para DESFAZER uma associação. Para mim, um leigo, isso deixa espaço limpo e claro para o número II, do mesmo artigo sobre a competência do CD:

"II – apreciar matéria relacionada com a existência do GRÊMIO e resolver qualquer assunto cuja solução não seja da competência de outro órgão;"

Eu poderia também citar o número XXVI do mesmo artigo, que diz que é atribuição do CD se manifestar "sobre qualquer negociação que envolva comprometimento financeiro, alienação de patrimônio ou renúncia de receitas em valor superior a 10% (dez por cento) do orçamento do exercício", muito embora pessoas acreditem que não haverá renúncia de receita, mas sim um ganho nesse processo. O meu contra-argumento é perguntar: e qual é o prazo que se conta para determinar uma renúncia de receitas? Ao longo prazo, duvido que saiamos ganhando algo com a decisão tomada hoje pela madrugada.

Mas algo, para mim, está transparente como água: o artigo 87 na alínea a estabelece que é motivo de pedir o IMPEDIMENTO do presidente do Grêmio o caso de "ter ele acarretado, por ação ou omissão, prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do GRÊMIO".

O estatuto do Clube dos 13, segundo o seu assessor jurídico, estabelece que uma vez dentro do C13 o clube cede, automaticamente, o direito de negociar os seus direitos de imagem nas transmissões esportivas. Para mudar isso, só saindo do clube. Com tantas limitações estatutárias e tantas decisões aleatórias, fica a pergunta: Para que serve um estatuto?

PS.: já deu teu lance? Faltam só quatro dias. Vamos dar uma mão para a gurizada.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A posição do presidente está tomada: agora, é hora do Grêmio se posicionar

"Aos 15 dias de setembro de 1903, reuniram-se no salão Grau, sito à Rua 15 de Novembro, nesta capital, os abaixo firmados, afim de tratarem da fundação de uma sociedade, que tivesse por fim dedicar-se aos jogos de foot-ball

Presidiu a sessão o sr. Francisco França Junior, servindo eu [Alberto Siebel] de secretário.

Á sociedade foi dado o nome de Grêmio Foot-ball Porto Alegrense".

Não gostaria de tirar o foco da Libertadores mas os acontecimentos recentes (que anunciam a saída da Globo da concorrência do C13 e a "tendência" do Sr. Paulo Odone Ribeiro seguir o mesmo caminho dos dissidentes) me remeteram diretamente ao nosso maior documento, já mais do que centenário. Como disseram aqueles que marcaram o momento mais importante da minha vida, mesmo antes de eu ter nascido, o nosso único e exclusivo fim é dedicar-se aos jogos de futebol. E, parece, ninguém mais lê isso.

Ao contrário de muitos flautistas de plantão, que se preocupam com o resultado do adversário, eu sou um torcedor do Grêmio. Eu tenho orgulho de ter ido para a segunda divisão e ter voltado campeão. Não me importo com o que os outros dizem. Me importo com a reformulação que isso trouxe aos valores dos gremistas e a força que tiramos daquele episódio impossível. Não titubeio na hora de dizer que Grêmio e Náutico virou um clássico. E fico extremamente triste em saber que esse jogo pode não acontecer mais como uma partida de futebol.

Pelos caminhos que os clubes irresponsáveis estão tomando, corremos o risco de termos vinte grandes clubes brasileiros e mais de duzentos miseráveis. Uma diferença abismal, do tamanho do Gauchão, entre os times da primeira e das outras divisões. A certeza da queda do que sobe e o retorno do que cai (pior do que é hoje). Nunca mais um clube como o Bahia vai subir da terceira para a primeira. Adeus jogos no Heriberto Hulse, no Anacleto Campanella, nos Aflitos, no Castelão. Se o Grêmio voltar a um desses lugares vai ser para mostrar todo o seu poderio financeiro contra um mendigo. Golias contra uma pulga. Não é exagero: diz-se que o Grêmio, sozinho, por três anos, vai ganhar mais dinheiro que TODOS os times da segunda divisão no mesmo período.

E fica pior: se o famigerado e maldito Grêmio receberá essa banana, como ficam os queridinhos? Se fosse mantida a diferença entre a "primeira linha" e nós, da faixa 3, os "times mais queridos do Brasil" ganhariam 24 milhões a mais do que nós. E eu realmente acho que essa diferença não vai ser mantida - esses times ganharão mais ainda, pois se acham "empreendedores" (uma tradução mal feita para o egocentrelês que eles falam do termo em português "pródigos", ou seja, aqueles que gastam o dinheiro que tem sem se preocupar em receber alguma coisa por isso). Haja estádio lotado e torcida empurrando para ganhar disso tudo.

O futebol brasileiro é tão legal porque juntando diferença de poder aquisitivo, robalheira e má administração, o resultado é o sonho que cada torcedor tem de ganhar essa joça, contra tudo e contra todos. E isso porque, o tempo todo, a ruindade do campeão mostra que é possível que consigamos desbancar e ocupar o trono no próximo ano. Agora, se um Abramovich conseguisse entrar aqui, ia ter luta, mas cada vez menos times iriam pensar em conquistar o brasileiro. Essa cota individualizada de transmissão leva tendencialmente a um cenário onde a Globo decide quem pode ser o campeão, dando muito mais dinheiro a uns do que aos outros.

Assim, apoiar o que está sendo sugerido pelo eixo do mal é deixar o futebol de lado em nome do dinheiro burro. É aceitar um bife para deixar de lado um quilo de arroz e feijão. Quero que o Grêmio seja campeão porque joga mais que os outros times, e não porque recebe mais do que eles. De caravana da miséria já chega o Ruralito. Gostaria de pedir encarecidamente que o CD do Grêmio não deixe que o nosso presidente realmente tome essa posição em nome do clube. Uma decisão dessas, de roer a corda, parece mais com a posição de um político que não quer perder o apoio da mídia mais poderosa do que de um presidente preocupado com o que escreveram os fundadores do tricolor. O presidente não pode fazer isso. Não sem o consentimento de todos nós, que somos o Grêmio.

Eu não quero que o Grêmio deixe o clube dos 13 por merreca. Acima de tudo, quero jogar futebol com adversários à altura, para o título valer alguma coisa. E tu? Chegou a hora da tua manifestação.

PS.: já deu teu lance? A gurizada agradece. O tempo está acabando...