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domingo, 23 de maio de 2010

Grêmio - Uma agência de propaganda em apuros

GrêmioCom, uma agência de publicidade centenária, com uma brilhante história pontuada com Prêmios Internacionais, Nacionais e Estaduais. Reconhecida no mercado como uma das mais brilhantes e perspicazes agências, bem como por sua qualidade em campanhas bem resolvidas e cases de sucesso, tais como Batalha dos Aflitos, Batalha de La Plata, Copa do Brasil Invicto.  Quem não se lembra, né?

Por seu quadro de funcionários já passaram grandes feras, em todas as áreas, como por exemplo na criação, onde já passaram os redatores Paulo Nunes, Lima, Osvaldo, César, Tanque Juarez e Tarciso; também passaram por aqui os Diretores de Arte, Renato Portaluppi, Jardel, André Catimba, Alcindo; Pelo planejamento, grandes nomes também já deram suas caras, entre eles podemos citar Foguinho, Tita, Valdo, Arílson e Carlos Miguel, bem como Zinho e Éder; no atendimento, gênios capazes de aprovar qualquer coisa, desde um cartão de visitas até campanhas inteiras muito complexas, como Dinho e Goiano, Yura, China, Hugo de Léon, Rivarola, Mauro Galvão e Adílson; outra área é a da produção gráfica, que entre tantos expoentes podemos citar Everaldo, Arce, Roger, Anderson Lima, Paulo Cesar Magalhães. Isso sem contar o pessoal do financeiro, que cuidava do que entrava e saia, como Mazaropi, Lara e Danrlei.E obviamente não podemos esquecer dos diretores importantíssimos que já passaram por aqui, entre eles Luis Felipe Scolari, Cap. Froner, Valdir Espinosa, Telê Santana, é muita gente talentosa que passou por essa agência.

E também teve o caso dos estagiários que resolveram alçar vôos mais altos, e fazer sucesso por outras agências, na Europa principalmente.

Hoje essa agência está muito decadente. Vê sua principal concorrente, a BananaCom empilhando Gran Prix, Ouro, Prata, Bronze e muitos anuários. Ultimamente, a GrêmioCom tem logrado um pouco de exito, mas normalmente tem pego só anuário, umas pratas e uns bronzes, seja no CCSP ou no El Ojo. Já no Festival de Cannes, faz tempo em que não emplacamos nada. Ouro e Gran Prix fazem tempos que não aparecem. Até que esse ano veio um Ouro, mas foi pela ARP, mas enfim, foi um Ouro, né gente?

O atendimento tá uma bagunça. Fábio Rochemback, repatriado de Portugal, onde chegou com pompa e circunstância, provou que gosta mesmo é de ficar olhando putaria no Red Tube, sobrecarregando o estagiário Adílson, esse sim um verdadeiro talento. Acaba estourando tudo lá trás no financeiro, que tem tentado fazer milagres pra evitar uma sangria maior nas contas da agência. Já a arte vai bem, apesar dos erros de foco na elaboração das campanhas e das costumeiras faltas ao serviço. Já o planejamento tem deixado muitos furos, o que prejudica seriamente o trabalho dos atendimentos. E a direção parece estar cega, achando tudo vai as mil maravilhas. Entretanto, não vai, não. E o pepino é grande. Bem como a presidência geral, que acha que tudo segue exatamente igual, sendo que os tempos mudaram, e a comunicação não é mais só fazer anúncio em jornal e televisão. É preciso bem mais, a agência tem que olhar pro passado e ver o que de bom fazia, com uma verba bem menor que a de hoje, mas causando muito mais impacto pelo Brasil, pela América e pelo Mundo. Era um case de sucesso. E precisamos recuperar isso.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Email do Leitor

O Grêmio Libertador, cada vez mais democrático e anárquico, abre espaço pra um email enviado pelo Josué dos Santos, sobre o atual momento do tricolor.

Peço espaço aos amigos do blog Grêmio Libertador para que meu texto seja publicado.
Acompanhei os comentários e textos publicados recentemente e, como qualquer gremista, não há qualquer espaço para discordar do que foi escrito. Temos, amigos, um Grêmio que abandonou seus princípios. Um Grêmio, que uma vez foi copeiro e peleador, agora vai na casa de seus adversários em busca de um mísero empate. Um Grêmio sem um plano B, caso levem um gol. Um Grêmio de desculpas repetidas, que não merece a torcida que tem.

Perdemos. Merecíamos ganhar? Controlamos o jogo? Foda-se. Se o linguajar esculachado não estiver liberado no blog, que seja liberado em campo. Por que não temos um treinador que, ao invés de dar as caras e falar as mesmas hediondas desculpas que estamos cansados de ouvir, não manda seu assistente ou outro capacho, e, se tranca no vestiário com os jogadores e solta o verbo? Sem nem sair do Chiqueiro. Um homem que dê porrada se for necessário em time sem hombridade. Uma voz impetuosa, como a do Felipão, um verdadeiro motivador. Quanto o Grêmio paga para o nosso "manager"? Com o dinheiro que dão ao Lord Autuori, com certeza, o Maxi ficaria e honraria a mítica "16" do nosso Grêmio. O Maxi López que, com todo o respeito aos que criticam, foi um dos poucos lampejos de inspiração que a nossa Direção teve nesse ano.
Lá se vai um ano inteiro, mais um ano inteiro sem títulos. Mais um ano inteiro, desgostosamente, admitindo que o time da beira do lago está melhor administrado do que nós em muitos aspectos.

Todos aqui sabem o que deveria ser feito, o que nós achamos sobre o Gilberto estar próximo a uma vaga da Libertadores com o time mineiro e não ostentando a titularidade na nossa lateral-esquerda. Todos aqui compreendem que o Cruzeiro mereceu estar na final da Libertadores, e não nós. Todos entendem que o Marcelinho Paraíba é o guincho do time do Coritiba. Rebocando todos os outros jogadores, inclusive o goleiro. Alguns devem saber que o Marcelo Rospide está fazendo um excelente trabalho com o nosso "Grêmio B", na Copa Arthur Dallegrave. Que o Rodrigo Caetano está reerguendo o time cruzmaltino da Série B. Que o Mano Menezes correu a macacada em pleno Beira-Rio. Que o Felipe Mattioni foi quase de graça para um time que tem condições de salvar o ano fiscal gremista, nada menos que o AC Milan italiano. Que nossa lateral-direita é ocupada por um zagueiro (um baita de um zagueiro, mas um zagueiro) porque não temos opções melhores, e, que nosso promissor júnior, Thiago Santos, o Thiaguinho, foi emprestado a um clube da Croácia. Que quem veio para ocupar as laterais, Joílson, Fábio Santos e Jadílson, juntos, jogaram menos minutos pelo Grêmio esse ano do que o nosso goleiro reserva. Muitos sabem que o Rafael Carioca queria voltar, mas, não houve sequer esforço de mandarem um representante para a Rússia negociar. Que o Emerson, apesar de tudo que aconteceu com ele na Vila Belmiro, se ofereceu para a Direção como uma profissional na Farrapos, e, foi nem sequer cogitado. Que Julinho Camargo, treinador de uma juventude promissora, vazou do Olímpico sem que abrissem negociações para mantê-lo. Que partes destes jovens, foram "doados" a timecos da Espanha, como Bruno Renan (que voltou emprestado!!), grande gremista, e Thiago Dutra. Que Roger não tem o perfil de jogador que o clube procura (claro, Túlio e Fábio Santos devem ter).
O que ninguém sabe, o que ninguém entende, o que ninguém compreende é por quê. Por que tudo isso aconteceu. E disso, amigos gremistas, nós temos, nós merecemos saber. Precisamos cobrar explicações disto tudo. Eles se acham no direito de cobrar que nos associem, que formemos um Exército... mas qual Guerra vamos disputar? Com esta direção de maricas? Não, obrigado. Ou claras respostas nos são dadas, ou não vou defender um bando de gente sem rosto, que se escondem atrás de máscaras.

Venho propor, através deste blog, que seja feita revolução. Se o Exército Gremista atinge facilmente 100.000 gremistas, a internet, os meios de comunicação, os blogs gremistas atingem muito mais. Se formamos um exército, realmente, temos que pelear. Proponho aqui que tomemos várias ações a partir deste Gre-nal, (nossa quarta derrota este ano com as mesmas desculpas, e dois técnicos diferentes) que derrubemos o Meira e o Autuori, como caiu o Krieger e como caiu o Roth. Que enfraqueçamos o Kroeff. Que forcemos a nossa voz a ser ouvida. Que mostremos aos jogadores que nosso alento incondicional é ao Grêmio, é pela camiseta, pelo manto tricolor e celeste, e não para quem o veste e não o honra. Críticas atingem. Protestos atingem.
Neste sábado, cerca de 1000 gremistas, sob fortíssimo pau d'água, pularam e cantaram o tempo inteiro, de manhã cedo. O treino foi interrompido por causa da chuva. Eles continuaram a cantar, até porque a maioria voltaria ou a pé ou de ônibus para casa, enquanto nossos jogadores e nosso técnico dirigiam seus carros importados. Se isso não os atingiu, que atinjamos o técnico e o derrubemos. Com ele, Meira. O Kroeff não sai, mas, notará que não será reeleito sob a menor das hipóteses, nem que o Koff baixe no corpo dele.
Que façamos desta semana, do jogo contra o Avaí, e da próxima, até surtirmos efeito, um pesadelo à direção. Lotemos o estádio, por que não? Apoiemos e cantemos durante os 90 minutos. Sufoquemos as vaias da Social, que serão muitos. Porém, antes e depois do jogo, na cancha ou no pátio do estádio Olímpico, tumulto. Revolta. Gritos e protesto.

Sufoquemos eles, os que estão contra o Grêmio na casamata, na moita. Sufoquemos em pressão, até que algum resultado, qualquer que seja este, se faça aparecer.

Para cima deles, Grêmio. Pela camiseta.

Josué Antonio dos Santos
23 anos de gremismo e alento incondicional que vem de família