quinta-feira, 27 de maio de 2010

Muitos temem, alguns odeiam, mas todos respeitam

Estive de férias por duas semanas e dei uma passada no outro extremo do Brasil. Infelizmente não estive no Olímpico para ver a vitória memorável de 4x3 sobre o Santos, eu estava em Recife. No dia após o jogo eu resolvi sair com meu manto tricolor pelas ruas. Me impressionei! Me senti uma celebridade. As pessoas vinham falar comigo sobre o jogo e também sobre o Grêmio. No café, dois funcionários do hotel puxaram o mesmo assunto comigo. Eu ia atravessar a rua e um senhor parou o carro para eu passar e ainda me disse: "Só parei o carro por respeito a sua camisa". Mandei um "Dá-le" sorridente pra ele.
A camisa teve mais peso que o sinal RÍDICULO da mãozinha da capital gaúcha. Em outro momento, um taxista veio falar comigo sobre a Batalha dos Aflitos, mesmo sendo um irmão tricolor do Santa Cruz. Aliás, o que eu menos vi em Recife foram torcedores do Náutico. Lá tem muitos Tricolores e também torcedores do Ssspó (leia-se Sport). Em Natal o respeito também foi imenso, mesmo depois da eliminação para os bailarinos da Vila.

Consegui perceber em alguns olhares o medo e o ódio de ver a camiseta do Grêmio circulando pelas ruas nordestinas. Mas uma coisa eu tive certeza, todos respeitam nossa Imortalidade. Todos respeitam a tradição que o Grêmio tem. Será que a atual direção e o atual grupo de jogadores tem a noção disso?

Imortalidade essa que anda sendo banalizada nos últimos 9 anos. Não sei os senhores, mas eu fiquei muito mal acostumado com o Grêmio matador de 94, 95, 96, 97 e finalizando o ciclo em 2001. Não éramos o time do SE. Não éramos o time do QUASE. Éramos o time que metíamos medo nos outros e ainda assim não perdoávamos. Quando tinham medo de nosso futebol, era aí que explorávamos mais o adversário e o encurralávamos.

Desde que voltamos do inferno não conseguimos mais ganhar um título de expressão. Azar? Macumba? Ruindade? Amareladas? Um pouco de cada, quem sabe? Só gosto de frisar que o contrário disso tudo no futebol só vem para os bons e os que mancham os meiões e a camiseta de sangue.

Nos resta a Sudamericana para limpar o gosto amargo da eliminação da Copa do Brasil. Até porque essa competição agora vale alguma coisa. O Brasileirão 2010 eu não tenho muitas esperanças, então prefiro me apegar aos atalhos que nos levam a La Copa'11.

2 comentários:

Ricardo disse...

E após o jogo em Santos, alguns torcedores do nosso tricolor me ENVERGONHARAM profundamente com gritos para a torcida santista de "filhos de nordestino". Um povo que tem respeito pelo nosso time, inclusive um grande consulado, ter que ouvir tamanho RACISMO desse é inaceitável. Fiquei muito triste com a eliminação do tricolor naquele dia, mas esse fato me levou ao fundo do poço, principalmente depois de ver uma grande parte de torcedores concordando com os atos da torcida.

Mas sei que meu Grêmio e sua torcida, a parte boa da torcida, é muito maior que esses lixos humanos. Sou do sul mas respeito pessoas de todos os cantos do Brasil, infelizmente uma grande parte do povo daqui acha que somos superiores (acham isso MESMO) que qualquer ser humano Brasil à fora.

Adriano Snel disse...

No Uruguay e Argentina também somos bem recebidos e respeitados. Porém, precisamos voltar a dar motivos pra isso, tá foda ultimamente.