
Em 18 de outubro de 1959, pela Taça Brasil, o Grêmio foi a Belo Horizonte e comeu carreteiro de galo com um sonoro 4x1 (onde até o gol deles nós fizemos). O time base tinha Airton Pavilhão e Ortunho na zaga, Calvet de centro-médio, Juarez na centrovância e um dos melhores meio-campos que o tricolor já teve (opinião de muitos da velha guarda), composto por Gessi e Milton Kuele. O primeiro, um jogador habilidoso e goleador, mesmo na meia direita; o segundo, um batalhador incansável.
O sistema era o WM, o futebol era diferente, mas para quem se interessa pela história do tricolor e tem acesso às Revistas do Grêmio desse ano vai notar, ao ver as reproduções de gols (como essa que coloquei aqui), que muitos dos nossos eram resultado de tabelas e chutes de média distância dos meias do Grêmio. E isso é uma coisa que, no que me consta, falta ao nosso time - e não é de hoje. O Tanque, nessa época, era uma arma em bolas na área, quase como fazemos com o André Lima. Mas não temos atuando um Gessi, para chutar quando recebe o pivô. Sempre tem um toquinho a mais.
Isso veio na minha cabeça depois de ver na internet, hoje, as matérias com a participação do Escudero no jogo treino. Será que não seria útil se chutássemos mais? Fazia muitos jogos que não ficávamos em branco - um dos motivos era o Finado, que fez um monte de gols que poderiam ser representados exatamente como a figura. Alguém tem que assumir essa tarefa. E essa resposta pode estar na pátria de Germinaro.