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domingo, 6 de março de 2011

É carnaval... então é hora de especulation!

Ganhamos do León de Huanaco e folgamos. Todos, inclusive o pessoal aqui do Grêmio Libertador. E o motivo já foi dito pelo nosso Messias: alguns precisam descansar, enquanto outros precisam treinar, porque, afinal, não jogam nunca. Os setoristas de plantão, frustrados com a ausência de movimentação, requentam notícias quatro vezes ao dia. E, ao ritmo dos trios elétricos, voltam com o Especulation de sempre.

Ouvi torcedores no estádio falando mal do Léo, zagueiro do Cruzeiro (o original, não o ex-palestra), que seria estabanado e faria muitas faltas. Não vi isso. E também não me lembro de ter visto um zagueiro tão alto quanto ele no Olímpico em muito tempo. Seria uma boa aposta, principalmente pelo fato do Rodolfo ser emprestado e a nossa zaga ainda estar com problemas de bola alta.

O Chiquinho, eterna promessa da beira do lago, é uma notícia mais ou menos. Não que eu ache que ele seja um jogador fenomenal, nem tão pereba, mas acho que pode diminuir um pouco a falta que sentimos do Lúcio quando ele não pode jogar. E ele não vai poder jogar outras partidas no ano. Assim, teríamos Gílson e Collaço como laterais esquerdos e Lúcio e Chiquinho como meias pela esquerda. Poderia dar certo.

Já o Suelinton, o Tiago e outros nomes especulados (inclusive o Itaqui, que deve ter metade do passe vinculado a algum poderoso da imprensa gaúcha) são, a meu ver, bobagem. Temos gente parecida (para não dizer melhor), na base. Inchar o elenco do Grêmio não ajuda. Mas olhar para o Gauchão não arranca pedaço. Mais um ponto positivo para essa administração.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um chutador


Em 18 de outubro de 1959, pela Taça Brasil, o Grêmio foi a Belo Horizonte e comeu carreteiro de galo com um sonoro 4x1 (onde até o gol deles nós fizemos). O time base tinha Airton Pavilhão e Ortunho na zaga, Calvet de centro-médio, Juarez na centrovância e um dos melhores meio-campos que o tricolor já teve (opinião de muitos da velha guarda), composto por Gessi e Milton Kuele. O primeiro, um jogador habilidoso e goleador, mesmo na meia direita; o segundo, um batalhador incansável.

O sistema era o WM, o futebol era diferente, mas para quem se interessa pela história do tricolor e tem acesso às Revistas do Grêmio desse ano vai notar, ao ver as reproduções de gols (como essa que coloquei aqui), que muitos dos nossos eram resultado de tabelas e chutes de média distância dos meias do Grêmio. E isso é uma coisa que, no que me consta, falta ao nosso time - e não é de hoje. O Tanque, nessa época, era uma arma em bolas na área, quase como fazemos com o André Lima. Mas não temos atuando um Gessi, para chutar quando recebe o pivô. Sempre tem um toquinho a mais.

Isso veio na minha cabeça depois de ver na internet, hoje, as matérias com a participação do Escudero no jogo treino. Será que não seria útil se chutássemos mais? Fazia muitos jogos que não ficávamos em branco - um dos motivos era o Finado, que fez um monte de gols que poderiam ser representados exatamente como a figura. Alguém tem que assumir essa tarefa. E essa resposta pode estar na pátria de Germinaro.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O que precisa pra engrenar?

Eis que se passaram quase DOIS MESES desde que Paulo Silas assumiu o comando técnico do Grêmio. Neste meio tempo, lhe foi fornecido um grande número de meias, atacantes, dois zagueiros, um volante de contenção, lateral direito... Agora chega mais um zagueiro, Ozéia, que ainda não posso falar sem ver em ação.

Entretanto, contrariando a história dos times vencedores do Grêmio, nada de um uruguayo, nada de um paraguayo, nem porteño, enfim, ningún castellano. Longe de mim fazer coro e achar que o time pra ser vencedor tem de ter um castellano. O Grêmio que HORRORIZOU o Brasil em 2001, com um futebol JAMAIS VISTO por essas bandas não tinha sequer um. Pero, isso é uma excessão da regra.

Mas voltando a Paulo Silas, e a cilada em que ele se encontra: até agora vemos em campo um ESBOÇO mal acabado de futebol. O que sobra na frente (e agora não vai sobrar tão cedo, já que El Sereno Borges tá de molho) falta, e muito, atrás. Até agora, em quase dois meses, ainda não temos uma consistência defensiva. Pode ser que as peças sejam ruins, pode. Pode ser que esteja faltando entrosamento? Sim, porque não? Pode ser que estejam mal orientadas? Também, pode ser. E pode ser que falte imaginação do técnico e pau na mesa da direção. Enfim, pode ser qualquer coisa.

Acho que não precisamos de mais um zagueiro, que nem veio esse tal de Ozélha. Creio que tendo Maurício, Rafael Marques, Loco Fernandez, Saimon, Rodrigo e Neuton, estamos MAIS QUE BEM SERVIDOS. Mas creio ainda que nos falta um DESTRINCHADOR, um "AÇOGUERO", um FASCÍNORA, sedento por sangue de canela adversária a zelar pela ordem e tranquilidade da zaga. Pois é isso que o Grêmio não tem. Alguém que faça as vezes do porteiro. O cara que decide quem entra e quem não entra no campo de defesa.

Pode ser que o Fernando, o promissor jovem, bi-campeão da Sub-20 seja esse nº 5, ainda que sem as credenciais supra-citadas. Pode ser que Loco Fernandez possa fazer essa função, já que desarma bem e tem bom passe. Mas daí seria uma improvisação. Mas também pode surgir uma solução. Ainda sobre o Mário, que é CERTO que vai ser vendido no meio do ano, deixa ele na zaga, ou fica na lateral se o tal de Edílson não render o esperado.

Dinho: o SUPRASUMO da 1ª volância. Eterno.

Pra concluir, deixo EXPLÍCITO que o problema do Grêmio não é a zaga, ainda que ela não seja a ideal, ainda mais pra nós acostumados com grandes zagueiros.  O nosso problema é o miolo. A ligação entre defesa e ataque. Pois Rochemback sobe e depois fica tendo devaneios de atacante, sendo que é o segundo volante. Adílson é um bom reserva, e só. William Magrão precisa de ritmo, porém também tem o costume de subir mais que deve. Pois é isso senhores; é necessário a famosa LIGA; a compactação do meio, sem espaços pro inimigo. Do jeito que tá, e é só observar, sempre tem UM PISCINÃO DE RAMOS no meio do Grêmio, onde todos adversários se divertem e nós nos escabelamos.

Urgente é a necessidade de correção desse problema, que a partir daí, o Grêmio vai engrenar e entrar no PRUMO, de uma vez por todas, não tenho dúvidas.