Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de maio de 2011

A história se repete


O ano era 1958, e a gloriosa Revista do Grêmio celebrava o tricampeonato Gaúcho obtido com a soma das vitórias de 56 e 57, prevendo um 1959 de mais títulos - o que acabou com um penta, em 60. Para comemorar, a edição de Novembro/Dezembro trazia uma reportagem interessante, que lembrava outro tricampeonato, em 37, 38 e 39, o do Citadino, em finais contra o São José, Força e Luz e o nosso Cocô-irmão. Em comum nessa sequencia, um nome: Osvaldo Rolla, o Foguinho.

Jogador mais raçudo do que técnico, foi o autor do primeiro gol do título do verdadeiro Grenada do Século, em 1935, além de responsável por dois gols no tradicional adversário na final do referido tricampeonato em 37. Foi o artilheiro do certame, sob o comando de Telêmaco Frazão de Lima, técnico e presidente do clube ao mesmo tempo nesse ano. Depois, voltou, vinte anos depois, para ser "o" Técnico do Grêmio multicampeão a partir de 55, cravando cinco títulos em seguida, só não metendo o sexto, em 61, por ter brigado com a direção e ido treinar o Cruzeiro. Foi responsável, entre outras coisas, por lançar um zagueiro de 20 anos, um tal de Aírton, que estava jogando de volante, como zagueiro, bem como ter montado o time com Gessy e Milton que amassou o Boca sendo o primeiro time estrangeiro a vencê-los na Bombonera . Era uma figura muito controversa, tendo diversos causos extra-campo que alimentam o mito do jogador símbolo do tricolor.

Para sair do campo e ir para a casa mata, não basta ser ídolo. Tem que ter sangue campeão. No próximo domingo, o tricolor pode ver mais uma vez a história se repetir. Quase vinte anos depois de ser campeão como jogador, Renato Portaluppi deve ser coroado campeão Gaúcho como treinador do Grêmio. Os tempos são outros, futebol mudou muito e o trabalho está apenas começando. Mas os indícios são bons. Assim como Foguinho inventou um novo Grêmio, o Renato também está na sua casa em um momento de reinvenção. Torçamos todos para que isso se confirme e que este seja o início dos novos tempos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um chutador


Em 18 de outubro de 1959, pela Taça Brasil, o Grêmio foi a Belo Horizonte e comeu carreteiro de galo com um sonoro 4x1 (onde até o gol deles nós fizemos). O time base tinha Airton Pavilhão e Ortunho na zaga, Calvet de centro-médio, Juarez na centrovância e um dos melhores meio-campos que o tricolor já teve (opinião de muitos da velha guarda), composto por Gessi e Milton Kuele. O primeiro, um jogador habilidoso e goleador, mesmo na meia direita; o segundo, um batalhador incansável.

O sistema era o WM, o futebol era diferente, mas para quem se interessa pela história do tricolor e tem acesso às Revistas do Grêmio desse ano vai notar, ao ver as reproduções de gols (como essa que coloquei aqui), que muitos dos nossos eram resultado de tabelas e chutes de média distância dos meias do Grêmio. E isso é uma coisa que, no que me consta, falta ao nosso time - e não é de hoje. O Tanque, nessa época, era uma arma em bolas na área, quase como fazemos com o André Lima. Mas não temos atuando um Gessi, para chutar quando recebe o pivô. Sempre tem um toquinho a mais.

Isso veio na minha cabeça depois de ver na internet, hoje, as matérias com a participação do Escudero no jogo treino. Será que não seria útil se chutássemos mais? Fazia muitos jogos que não ficávamos em branco - um dos motivos era o Finado, que fez um monte de gols que poderiam ser representados exatamente como a figura. Alguém tem que assumir essa tarefa. E essa resposta pode estar na pátria de Germinaro.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tristeza



O Grêmio perdeu hoje um de seus maiores e melhores torcedores: Salim Nigri.
O homem que fez o nosso primeiro trapo.
O autor da frase que inspirou Lupicínio Rodrigues a compor nosso hino.
O homem que, mesmo acometido pela cegueira, continuou a ver os jogos do Grêmio até os seus últimos dias.

Salim é imortal, assim como o nosso clube. Lá de cima, estará sempre torcendo por nós. E nós estaremos sempre o reverenciando como grande gremista.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Been there, done that

Ouvi uma certa ironia em algum lugar sobre uma suposta comemoração gremista em relação à eliminação do Boca Juniors na Libertadores.

A título de curiosidade (e para que os desinformados parem de dar vexame em público), relembro que o primeiro clube gaúcho a eliminar o Boca Juniors de uma competição internacional foi o Grêmio (e quem mais poderia ser?).

Na Supercopa de 1988, pegamos os bosteros na primeira fase. O jogo de ida, na Bombonera (em 02/03), foi 1 a 0 pra eles. Na volta (em 16/03), 2 a 0 pra nós. E se minha memória não me trai (não costuma acontecer), eles jogaram com os titulares.

Antes disso, apenas o Santos de Pelé havia superado os xeneizes por uma competição internacional, na final da Libertadores de 1963.

Conhecimento é bom, até pra que a pessoa não passe por mané.

terça-feira, 22 de maio de 2007

10 anos de outro título que eles não têm




Flamengo 2 x 2 Grêmio


COPA DO BRASIL 1997 - Final - Estádio Maracanã - Rio de Janeiro
Hoje é o aniversário de 10 anos do nosso tri-campeonato na Copa do Brasil. Tri-campeonato invicto, convém lembrar.

Empatamos em 2 x 2 com o Flamengo, que tinha só Romário e Sávio no ataque, além do Athirson gastando a bola. O resultado combinado com o placar de 0 x 0 no Monumental nos garantiu a taça no armário e a faixa no peito.

Saímos na frente com um gol do João Antônio. Nosso primeiro gol teve até janelinha no marcador na entrada da área. Golaço.

Daí o Flamengo virou, os mortos-vivos soltaram uns foguetes e tudo parecida perdido. Foi quando o Roger acertou um cruzamento na área e o Carlos Miguel definiu.

O Grêmio era tri da Copa do Brasil. E, como todo mundo sabe, essa história não parou por aí.

O Pedro, meu filho, ainda bem pequeninho, comemorou seu primeiro título.

Nossos heróis nessa conquista: Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Otacílio, João Antônio, Émerson e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Rodrigo Gral. Nosso comandante era Evaristo Macedo.
O Grêmio Libertador agradece a todos eles. E à instituição, que sempre me deu alegrias. Algumas que eles vão precisar de muito tempo para igualar. Como essa.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Uma história de grandes confrontos. Com vantagem pra nós.

A história dos nossos enfrentamentos com o São Paulo é, historicamente, uma luta entre dinheiro e raça. Na hora da decisão, a raça costuma prevalecer.

Na final do Brasileirão de 1981 e na semifinal da Copa do Brasil de 2001, ninguém acreditava no Grêmio nas partidas decisivas contra o São Paulo. E nós passamos por eles nas duas vezes. Aqui e lá.

Em 1991, caímos na semifinal do Brasileirão depois de sermos roubados lá e aqui. Mesmo assim, ganhamos a partida de volta no Olímpico e mostramos a nossa raça.

Quarta-feira começa mais uma decisão entre os tricolores. Levo fé na nossa força do que no timaço feito exclusivamente de dinheiro deles.