Ontem os integrantes mercenários da Geral (me desculpem, mas não consigo chamá-los de outra forma) continuaram com o protesto contra a política da direção de cortar os subsídios das torcidas organizadas. Fizeram a mesma coisa que já tinham feito no jogo contra o Juventude: foram sem trapos e a sem banda; demarcaram o espaço onde a banda ficaria e não deixaram ninguém entrar; não cantaram e não fizeram a avalanche.
Daí que surge no finalizinho do primeiro tempo, atrás da outra goleira, uns 15 torcedores com seus trapos e bandeira do Uruguai cantando e pulando sem parar. Eles chamaram tanto a atenção que, ao apito final do primeiro tempo, a Torcida Jovem foi toda tirar satisfação do que esses 15 faziam ali. Era só o que faltava, a TJ policiar quem pode e não pode torcer na arquibancada. Menos mal que, ao contrário de muitos, aqueles 15 torcedores estavam ali só pra torcer pelo Grêmio e não caíram na provocação. Na sequência a polícia chegou e só precisou usar de palavras pra que os TJ voltassem ao seu lugar.
Não demorou muito pra que aqueles 15 virassem 30.Logo depois já eram 100, 200 e quando vi, já estava cantando e apoiando o Grêmio junto com uns 1000 torcedores que resgataram a alma da Geral. Foi interessante ver que, ao perceber que muitos frequentadores da Geral tinham mudado de lado, os mercenários desistiram do protesto. Não sei se foram embora ou começaram a cantar de novo, mas já era tarde.
Sábado, vamos ter a Geral de volta na sua essência. Ou talvez 2 "Gerais", uma de cada lado do estádio.
