sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Da Band AM
Ou é barrigada da imprensa.
quarta-feira, 4 de março de 2009
David, o Coimbra
Lá por 1988, talvez 87, Lula visitou Criciúma. Não lembro se já como candidato a presidente da República, provavelmente pré-candidato. Personagem importante, de qualquer forma. Ainda assim, fomos poucos a entrevistá-lo. Uns três ou quatro jornalistas reunidos nos fundos da igreja matriz, eu representando o Diário Catarinense. O salão paroquial vazio, nós sobre o palco de madeira, ouvindo o eco de nossas vozes, sentados em volta do Lula, ele com sua barba negra e seus olhos muito vivos, muito atilados, algo maliciosos. Não vejo mais aquela luz de malícia a dançar nos olhos de Lula. Deve ser fruto da experiência — decerto aprendeu que a ironia pode ser inteligente, mas de raro é simpática.
Participei de outras entrevistas com Lula de lá para cá. Mas nunca perguntei algo que desde os anos 80 me intriga: será que hoje, em retrospectiva, ele acha que seria um bom presidente, se fosse eleito em 1989? Suponho que não. Suponho que até o próprio Lula pensa, hoje, que em 1989 ele sofreria com a inexperiência.
Por que, então, Lula chegou ao segundo turno e por pouco não se elegeu? Entre diversos méritos de sua campanha, há um que ressalto mais do que todos: Lula feriu um ponto nevrálgico do subconsciente coletivo com um slogan de gênio:
“Sem medo de ser feliz”.
A princípio, parece uma tolice. Quem teria medo de que lhe ocorresse uma coisa boa? Aí está: todo mundo. A morena está olhando para você e você não vai lá. Quer ir, mas não vai. Por que não? O que você tem a perder? Nada. Mas você sente medo. Medo de ser rejeitado? Não! Medo de que ela aceite o assédio. De tudo o que representa a aceitação dela. Da mudança.
É por isso que, às vezes, você não vai àquela festa, não faz aquela viagem, não troca de emprego, continua casado. Você tem medo de ser feliz.
A campanha de Lula repetia esse sábio conselho ao eleitor: não tenha medo de ser feliz, aposte num trabalhador como presidente. Tocou direto numa corda sensível da alma do brasileiro.
Celso Roth padece desse mal. É bom técnico, mas tem medo de ser feliz. A escalação nitidamente covarde do Gre-Nal bastaria como prova, mas, durante o jogo, Roth deu uma mostra ainda mais cabal de que seu medo chega a ser doentio. Foi quando o Grêmio marcou o gol. Aquele momento é um diamante raro para quem tem apreço pela análise psicológica. É um momento precioso e irrepetível que bem merecia estudos do pessoal da Sociedade Psicanalítica.
O momento do gol. Era como o morena olhando para você, era o convite para a festa, a proposta de emprego novo. A felicidade logo ali. Roth entrou em pânico. Era demais para um homem como ele: ele havia mudado o time de forma surpreendentemente corajosa, o Grêmio passara a dominar a partida e, em poucos minutos, havia marcado o gol.
Roth ficou tão horrizado ante a possibilidade de vencer a partida e se consagrar que promoveu uma alteração de velocidade incomum a qualquer treinador, em qualquer parte do mundo: em menos de três minutos, havia um novo zagueiro em campo. Assim, o Grêmio entregou o domínio do jogo e perdeu o clássico e tudo ficou como sempre na vida de Roth. Como ele, no mais profundo da sua alma torturada, queria.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Qual o teu problema, Juarez?
O que tu fizeste ontem foi a pior demonstração de medo, burrice, pavor, falta de ambição, falta de culhão, cegueira, infantilidade, amadorismo, e burrice, de novo. Até achei que tu teve um lampejo de genialidade (sim, mesmo fazendo o que Lori Sandri, Lazaroni ou Poleto fariam naquela situação, mas vindo de ti, é genialidade) quando colocaste o Fábio Santos no jogo alterando o esquema pra 4-4-2. Mas logo tu voltou do delírio e "rearmou" o time. Colocar o Héverton, no lugar do Jadílson foi uma das coisas mais medonhas que já presenciei nos meus 20 anos de futebol.
E daí pro resultado final foi um abraço. Só faltou o Fernando "Pedalado" Carvalho vir pessoalmente lhe agradecer e lhe entregar o cheque com teu pagamento. Pois só pode tu estar sendo pago por fora pra fazer essas barbaridades.
E agora vamos pra Colômbia. O que tu nos reserva, Juarez? Vai entrar em campo com 7 no meio dessa vez? Porque tu não coloca todos os jogadores na linha do gol e faz uma parede?
E vão dizer, não faz terra arrasada, Snel. O time não é ruim. Não mesmo. O treinador é ruim. Aliás, péssimo. Tenebroso, medroso e burro. E do jeito que a coisa vai, nos resta a lotar a capelinha do Olímpico e rezar.
PS.: Felipão continua desempregado.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
De bom, os gols e a entrada de Herrera, só.
Esse esquema se mostra dia após dia um retumbante fracasso. Fadado a nos levar, no máximo, às oitavas-de-final, quartas, e olhe lá. E pra ogar em casa, tu precisa de 6 pessoas (4 na verdade, exclue-se os alas) no meio? E contra um dos piores times do Juventude que já se apresentou no Olímpico? Vamos jogar com 10 no meio quando tivermos de encarar um São Paulo, um Palmeiras, um Boca? Espero que não.
Já cansei de bater nessa tecla. O time tá parindo bigorna pra fazer gol. Exclue-se daí os dois resultados contra o Esportivo e o ECNH.
A entrada de Adílson, no lugar do Diogo, foi trocar o roto pelo esfarrapo. Um pior que o outro. Chega a dar um esgar ver esses dois envergando o manto sagrado. Claro, poderia ser pior, poderíamos ter o Edmílson (aquele que preferiu jogar o gaúchão pelo XV e foi rebaixado, deve tá vendendo pastel na rodoviária agora). E no meio, mais pra frente, Willian Magrão pode perfeitamente fazer as vezes do Tcheco, que teve outra noite bizônha ontem.
Enfim, ou o Juarez se mexe, altera esse time, ou não levantaremos nem a Taça Sou Louco Por Novo Hamburgo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Meia cancha
Quantas chances perdemos? Chute na trave, impedimento escandalosamente mal marcado, chutes de fora da área que quase entraram. Na real, não adianta agora ficar chorando e reclamando, perdemos o maldito jogo. Mas e daí? Tirando o fato de que esse jogo foi contra o Lacustre Monocopa, nosso segundo maior rival (o primeiro, todos sabem, foi o extinto Fussball), o que tiramos de conclusão é que o time jogou bem, aliás, bem mesmo, mas cometeu dois erros, que na minha opinião são decisivos numa Libertadores: levar gol de bola parada e de contra-ataque.
1º gol, uma total rateação e infelicidade de um dos melhores jogadores do Grêmio. E o segundo tento, tomamos de uma infanticidade ridícula. O que se faz quando tu tens o jogo sobre controle, igualdade de placar e finalzinho do jogo? Mata a porra da jogada, caralho! Quebra o atacante do outro time, arranca a perna dele com um carrinho, um soco, puxa a camisa, mas não deixa prosseguir. Isso é primário, deve ser primeira lição pra qualquer jogador de características defensivas! Então, Adílson, da proxima vez (se dependesse de mim, não haveria essa segunda chance) tu me dá uma tesoura no cara, um chute na bacia dele! E ainda atrasa todo o jogo fazendo celeuma e catimbando até sair do jogo, guri.
De bom mesmo no jogo, tivemos, novamente o Victor "The Frozen", Souza, Alex Mineiro, Ruy e Jonas (que evolução). Tcheco tenta muito, mas acaba sendo ultrapassado na velocidade pelos outros, nosso capitão cadencia muito o jogo, e se depender dele, nossos contragolpes serão sempre assim, lerdos.
Agora, é colocar o time em campo contra a filial, que anda pior que o Íbis, pra treinarmos, pois faltam dua semanas pra começar o único campeonato que interessa pra um Gremista de verdade.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O que fazer com R$300.000,00

Parece que complicou a renovação do Roto. Ele (o encanador da foto acima) esta irredutível e pede 300 mangos, alegando equiparação salarial com Muriçoca e Luxemburro.
Roth, me faz favor. O Grêmio até te pagaria 300 barões, mas se tu tivesse uns 2, 3 brasileirões, Libertadores, uns 10 estaduais no teu currículo. E tu não tem. Agora, porque tu pensa que merece esse dinheiro todo? Tu vale isso tudo? O que o Grêmio ganhou e vai ganhar contigo?!?!
E com esse dinheiro por mês dá pra pagar alguém muuuuuuuito melhor que tu, Juarez. Te liga.