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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mais do que justo

Conselho aprova inclusão de Danrlei e César na Calçada da Fama do Grêmio.


Danrlei por ser a maior múmia Gremista, de tantas faixas que carrega. E César Libertador, o cara que fez um dos maiores gols da história do Grêmio. Homenagens mais que merecidas.

Mais aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Quero encerrar minha carreira no Grêmio

Sim, ele mesmo, Luis Felipe Scolari. Em entrevista ao Clique RBS.

"Claro que existe essa possibilidade. É meu clube, que sempre adorei desde criança e onde tive duas passagens maravilhosas (a primeira em 1987). Gostaria, claro, de encerrar minha carreira no Grêmio."

Mais aqui.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nada pode ser maior



Pois tua é a glória, o reino, para sempre, Amém!

Há exatos 25 anos, o Grêmio Football Portoalegrense, demarcava para si, e para o Rio Grande, o lugar no panteão dos clubes Campeões Mundiais. Mais que uma conquista, mais que um simples jogo, mais que os suados 120 minutos de jogo. Muito mais que o muito mais. Mais que tudo, nada pode ser maior.

Há exatos 25 anos, neste dia 11 de dezembro, do ano de 1983, o Grêmio, abria as portas da imortalidade, e entrava, de vez por todas, no Hall dos Clubes Campeões do Mundo. Entrava, depois de suadas batalhas, desde Cali, Montevideo, Rio de Janeiro, La Paz... E entrava, diga-se de passagem, de forma retumbante. À galope.

Há exatos 25 anos, abriste passagem para que outros, depois de muito tentar, conseguissem, enfim, fazer jus ao próprio nome. Há exatos 25 anos, dos pés de um padeiro de Bento Gonçalves, surgiram os dois gols, os dois golaços, os dois gols mais lindos de toda a longa história do esporte bretão, que estão eternizados na retina de qualquer torcedor do imortal tricolor.

E há 25 anos, a terra é azul. Ou melhor, azul, preto e branco. Tricolor.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Na Gremiomania amanhã!


Dica do Juliano Weide, que não escreveu aqui. Eu fui no site do Grêmio, roubei a foto e copiei o texto na carinha.

Dá um bico aí!

Grêmio lança réplica da camisa de 77

Sábado com a presença de ex-atletas

Em comemoração aos 30 anos da conquista do Campeonato Gaúcho de 1977, o Grêmio vai lançar no próximo sábado, dia 01, uma réplica da camisa usada na época. O lançamento será na loja GrêmioMania, às 15h e contará com os campeões daquele título, Ancheta, Iura e Tarciso. Os ex-atletas participam de sessão de autógrafos.

A conquista do Gauchão de 77 terminou com uma hegemonia de 8 anos do rival. O time era treinado por Telê Santana.

Venha até a GrêmioMania, compre a camisa e ainda leve pra casa o autógrafo do seu ídolo.

O time da foto:
Eurico, Vitor Hugo, Corbo, Cassiá, Oberdan e Ladinho (de pé)
Tarciso, Tadeu Ricci, André, Iúra e Éder (abaixo)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Esse merece!



Sandro Goiano merecia fazer o golzinho dele há tempos, como sempre desejava o falecido Beto Schmidt. E merece ter os pés na nossa Calçada da Fama, como vai acontecer no dia 16 de setembro.

O cara já tava na nossa Galeria dos Grandes Heróis Tricolores.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Sandro Goiano, o Espartano

Foi a Leah, minha mulher, quem me chamou a atenção: "Puxa, esse cara podia ter sido elenco do 300".

Sandro Homem de Pedra Goiano, o Espartano. Num dia em que poucos resistiram ao cerco de milhares, a comparação não poderia ser mais apropriada. O cara foi um leão. Brigou muito, não deixou os santistas botarem banca e comemorou muito no final.

Esse é dos nossos!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Conseguimos! De novo!



Grêmio 2 (4) x 0 (2) Defensor

Copa Libertadores da América - Quartas-de-final - Estádio Olímpico Monumental - POA

O Grêmio jogou muito, produziu muito e mereceu muito a vitória neste jogo espetacular. Vitória que foi muito sofrida, como sempre, mas não precisava ser. Bastava que o senhor Carlos Amarelo tivesse marcado um, só um dos pênaltis que nos subtraiu.

Pênaltis roubados, tivemos para todos os gostos: alguns pedirão 2, outros 3, há quem tenha reclamado de 5. Com certeza, posso dizer que um foi. Aquele rapa no Carlos Eduardo foi bem na nossa frente.

Um pênalti que o rapaz marcasse e a gente não precisaria passar por todos aqueles outros, carregados de adrenalina e angústia, depois. Uma vergonha que poderia virar catástrofe mas, vou dizer pela primeira vez, dessa vez não nos tiram. Não assim. Não na mão grande.

O Imortal Tricolor é valente e começou o jogo mostrando isso para nosso bravo adversário. Fomos pra cima dos gringos desde o começo. E logo o tricolor começou a criar boas oportunidades, que esbarravam no atrapalhado porém eficiente Martin Silva, resvalavam na perna de algum zagueiro ou, por algum outro detalhe, não entravam no gol.

O Defensor veio pra não levar gols, e até quando especulava alguma coisa na frente, a impressão era de que eles só estavam tentando fazer o tempo passar o mais longe possível da área deles. Falando em ataque, os caras continuaram jogando bola alta e abafando. Ao contrário da semana passada, hoje a estratégia não funcionou.

Em um aspecto o Defensor foi regular: os caras baixaram o sarrafo o tempo todo. Por sorte, não tinham muito critério. Na falta que virou nosso primeiro gol, o zagueiro preferiu dar um boxe no Tuta do que tentar tirar a bola.

O Tcheco bateu a falta e guardou. Com a colaboração do atrapalhado porém eficiente Martin Silva. Sorte dele e nossa? Sei lá, azar deles.

Depois do primeiro gol, a galera se empolgou mais ainda. E o time, que jogava muito e corria muito, continuou garroteando o adversário.

Lúcio e Carlos Eduardo (joga muito!) formam uma dupla infernal na esquerda. É impressionante a quantidade de combinações que eles fazem por ali durante a partida. O repertório é variado, então eles sempre descolam algum furdunço. O Alessandro vai sofrer com eles na semana que vem...

Gavilán, Sandro Goiano, Tcheco e Amoroso jogaram o tempo todo em altíssima velocidade. E nçao fugiram do pau. E concluíram. E lançaram. Gavilán deu pau em todo mundo, mas também fez bons lançamentos e se entregou como um verdadeiro gremista.

Tuta, incompreendido por uma grande parte da torcida, brigou o tempo todo com os zagueiros e só não tutou por detalhe.

Daí você deve estar se perguntando se eu não vou falar da defesa. É claro que vou.

Nossa defesa ainda não sofreu gols no Olímpico. E hoje, um dos nossos zagueiros fez o gol que pavimentou o nosso caminho para a semifinal. Teco, aos 45 do primeiro tempo.

Quando a bola caiu no pé dele, pensei que ele bateria com força. Mas, como dá pra ver na fotinho que surrupiei em www.gremio.net, ele preferiu tocar com jeito.

E ela passou caprichosa, no meio das pernas do goleiro.

No segundo tempo continuamos esmagando os gringos, que se defendiam e começavam a atacar com perigo. Em seu único chute em gol, um cretino acerta uma bomba na trave e quase acaba com a nossa festa.

Mas seria muita injustiça. O time continuava criando, pelo menos um pênalti foi roubado, a bola fez questão de não entrar em outros e o goleiro ainda fez umas defesas malucas, mas muito importantes. O Defensor, mesmo com um homem a menos, conseguia manter o resultado e ia bastante ao ataque.

As substituições do Mano foram circunstanciais, mas todo mundo que entrou deu excelente resposta. Ramón estava muito afim de jogo. Foi pra cima, criou boas chances e quase guardou.

Apesar dos 20 minutos de enrolação dos uruguaios, o Amarelo ficou nos burocráticos 3 minutos de desconto. Tempo de sobra para criarmos mais uma oportunidade com o Everton e para o Amoroso ser expulso por jogada violenta.

Fomos para os pênaltis. E vencemos.

Saja, tão criticado pela equipe da Band AM, tem estrela. Já tinha nos salvado de um gol olímpico no primeiro tempo e viu a bola explodir no travessão e depois passar por cima nas duas primeiras cobranças dos orientais. Vou ouvir o Zé-Ruela do Cláudio Cabral amanhã pra ver as bobagens que ele vai falar sobre o nosso goleiro.

Patrício, Lúcio, Douglas (perfeito) e Ramon (idem) mostraram que pênalti se treina. Todos tomaram quase a mesma distância e bateram alto, com excessão do Patrício.

Pronto. Deu pra bola deles.

Agora é enfrentar o Sport no final de semana pra manter o pique e encarar o Peixe no Olímpico completamente lotado pela primeira partida das semifinais na quarta-feira que vem.

Vai ser mais um jogaço. E eu acredito muito em nós!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Valeu, Lucas

O futebol brasileiro é assim: quando aparece um craque, grande jogador, bom jogador, ou até um mais ou menos com alguns lampejos de bom, os gringos levam embora.

Agora é a vez do Lucas ir embora, no maior negócio do futebol gaúcho.

Bom para o Liverpool, que verá o futebol do nosso craque amadurecer e atingir a plenitude nos campos ingleses. Lucas ajudou o Grêmio a conquistar a Série B (mesmo sendo integrado ao grupo no final da competição, encarou a Batalha dos Aflitos), o o Bi-Campeonato Gaúcho e o terceiro lugar no Brasileirão 2006.

Esse cara vai longe.

E eu acredito que antes de se mudar para a Inglaterra, ele vai nos ajudar muito na Libertadores.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Ontem foi aniversário do nosso primeiro título!




A melhor maneira de começar este post é pedindo perdão a todos os leitores e amigos por ter esquecido de escrever ontem sobre isso.
Mas ainda tá valendo.


Parabéns para todos nós, gremistas, pelo aniversário de 26 anos da conquista do nosso primeiro título nacional, no dia 3 de maio de 1981.


Na foto, Baltazar com os braços erguidos (eu falei, eu falei!), seguido pelo Casemiro (o lateral-esquerdo preferido do Beto) e pelo Newmar. Ao fundo, Hugo De León.


Olha o estilo da camiseta Olympikus da galera...


(foto do site do tricolor: www.gremio.net)

domingo, 29 de abril de 2007

Meu primeiro título nacional.

Grêmio 1 x 0 São Paulo

Campeonato Brasileiro 1981 (Copa de Ouro) - Estádio do Morumbi - São Paulo

Acho que, apesar de ir ao Olímpico desde os 4 anos, foi mesmo em 1981 que eu comecei a entender melhor as fórmulas do campeonato. Antes eu só acompanhava o Gauchão, ouvia ou via o Grêmio jogar e chegar à final.

Já o Brasileirão era diferente. Eu ouvia alguma coisa no rádio, o Grêmio até ganhava mas, de repente, perdíamos uma partida e não tinha mais jogo. Uma bosta. Em 1980, se não me engano, isso aconteceu depois da gente levar 5 do timão, com o Remy (ou Remi, sei lá) no gol. Mas pode ser só impressão minha...

Bom, voltemos a 1981.

A fórmula do campeonato era muito louca. Começava com os times divididos em grupões. Os classificados dos grupões (vários) eram amontoados em grupos com 4 times (o nosso tinha São Paulo, Internacional de Limeira e Fortaleza).

Desse grupo saiam dois e começavam os mata-matas: jogamos contra Vitória, Operário MS (encardidíssimo), Ponte Preta (recorde de público no Olímpico - mais de 85 mil pagantes e mais de 98 mil de público total) e, na final, o São Paulo de novo.

Pela melhor campanha, o São Paulo decidia em casa. O que era assustador quando voltávamos no tempo, não muito, e lembrávamos do que tinha nos acontecido antes.

Na segunda fase, o bambi nos deu uma surra no Morumbi: 3 x 0, com direito a expulsões e olé. Esse jogo, aliás, marcou o começo de várias mudanças na escalação do Grêmio. Entraram garotos da base e o time se recuperou bem. Eu mesmo, ainda pouco afeito à imortalidade tricolor, não acreditava que a gente fosse superar o todo-poderoso São Paulo, um dos times que mais cedia jogadores para a Seleção Brasileira do Telê Santana (aquela que deslumbraria o mundo no ano seguinte).

Mesmo assim, lá fui eu para o Olímpico. E o primeiro jogo da decisão foi um jogo do Grêmio como a gente bem conhece. Não lembro exatamente a ordem dos fatos, fazem 26 anos e eu usei muitas drogas na vida, mas levamos um gol, perdemos um pênalti e tudo parecia perdido no intervalo.

Aliás, foi ao final do primeiro tempo que Baltazar Maria de Moraes Júnior, o artilheiro de Deus, primeiro atleta de Cristo brasileiro (ou, pelo menos, o primeiro a passar o tempo todo falando no Cara), proferiu a célebre frase sobre o pênalti desperdiçado logo por ele, nosso goleador, "Deus deve estar reservando alguma coisa melhor pra mim". Guardem essa frase.

No segundo tempo, numa noite inspiradíssima de Paulo Izidoro, o Tiziu, viramos o jogo e passamos a ter a vantagem de jogar a decisão pelo empate.

Ah, para que eu, na melhor fase da minha infância, entedesse perfeitamente como é ser gremista, no final do jogo o Leão e o Serginho Chulapa se chocaram na área e o nosso goleiro machucou o supercílio. Virou dúvida para a decisão.E o reserva era o Remi (ou Remy, já disse que não sei, porra!), aquele mesmo que tinha encerrado a nossa participação no campeonato anterior levando 5 côcos do Timão. Era de se temer pelo pior.

Então chegou o domingo, 3 de maio, e íamos decidir o campeonato. TV na Globo e vamos para o jogo.

Foi um domingo engraçado, porque o pai trabalhou, meu vizinho da frente e camarada, o Paulinho, ficou na casa dele e eu assisti ao jogo com a mãe e uma tia, que na minha fantasia é a Ruth, minha saudosa e amada madrinha. Mas não tenho certeza se era ela mesmo. Estranho porque eu não tinha visto nenhum jogo do tricolor assim, sem ninguém, até aquele dia. Justo o dia da final.

O Grêmio era Leão, Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Izidoro e Wilson Tadei; Tarciso, Baltazar e Odair.

O São Paulo começou o jogo em cima da gente. E nós na defesa, porque se tinha uma coisa que os times do seu Ênio Andrade faziam bem era jogar na defesa. OS primeiros 45 minutos foram assim.

O segundo tempo não foi diferente. O Jurandir, um quase anão que não deixava o Falcão jogar em Gre-Nais, entrou no lugar do Wilson Tadei (afinal o espírito da coisa era segurar o empate). E o Renato Sá, que era o que poderíamos chamar de ponta-esquerda recuado, entrou no lugar do Odair. Na verdade, o Renato Sá era um meia que cumpria a função de ponteiro, voltando mais para ajudar o meio-campo a marcar.

Mas esse Renato Sá era pé-quente. Ajudou o Grêmio em várias partidas desse campeonato, e na final não foi diferente.

Na metade do segundo tempo, o Paulo Roberto tava com a bola na intermediária do bambi. Dali ele lançou na área. O Renato Sá vôou e escorou a bola de cabeça para o peito do Baltazar, na risca da área.

"Deus deve estar reservando alguma coisa melhor pra mim". Lembra disso?

Pois é. Estava mesmo.

Baltazar matou a bola no peito e bateu de sem-pulo. Bola no ângulo do Valdir Perez, que só fez um jeito. Baltazar comemorou com os dois braços erguidos. Deve ter essa foto no Memorial do Grêmio.

Depois o tempo passou. Numa dividida na nossa área, o Leão se atirou pra fazer um tempo. Serginho Chulapa chegou perto dele e... Pimba! Deu com o bico da chuteira na testa do nosso artista. Acabou expulso, suspenso por alguns meses e cortado de Seleção.

Aí foi só esperar pelo final.

O Tricolor foi campeão brasileiro pela primeira vez. Eu também.

No fim do jogo atravessei a rua correndo para a casa do Paulinho. A festa tava pegando lá também. Fomos para a esquina da Juca Batista, sacudir as camisetas e receber buzinadas de volta.

Uma experiência incomparavável. Uma das minhas últimas alegrias antes de mudar de Ipanema para a Tristeza e entender o porquê do nome. Mas isso é história para outro blog. Aqui o papo é Grêmio.

São coisas como essas, que eu vi e vivi várias vezes desde que sou gremista (conseqüentemente, desde que nasci), que me fazem ter fé em bons resultados contra o São Paulo a partir de quarta-feira, pela Libertadores.

Todos os resultados da campanha do Imortal Tricolor no Brasileirão de 1981 estão no site do Grêmio. Vale conferir. Lá a informação é careta, porém precisa.

Dá um bico:

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=camp_bra81cam&language=0

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Moacir é o cara

Tuta é o centroavante dos sonhos de qualquer gremista. Tromba o tempo todo com a zaga adversária e tenta o gol sempre que pode.

Mas, ao contrário de muitos centroavantes, o Moacir não é fominha. Ontem ele conseguiu transformar um giro para o gol em assistência para o Patrício enquanto estava no ar.

E quando o Saja dá um balão lá da defesa, pode contar que o Tuta vai dar uma raspadinha de cabeça antes e acima de qualquer zagueiro.

Grêmio 2 x 1 Estudiantes - 1983

O Renato Gaúcho já era titular e o Tarciso, Flecha Negra, seu reserva. O Espinosa começava as partidas com o Caio ou o César no comando do ataque, mas quase sempre trocava pelo homem que sefreu na ponta do cotovelo do cretino-criminoso-safado Figueroa.

Era a segunda fase da Libertadores de 83, provavelmente a primeira partida. Saímos na frente mas os gringos empataram. E o jogo foi complicando.

Tarciso, que começou a carreira como centroavante e virou ponta graças ao genial Telê Santana, entrou no segundo tempo daquele jogo, quando a gente já estava bastante desesperado no estádio. Lá pelas tantas, em um cruzamento da esquerda para o meio da área, ele entra saltando e bate de primeira, de chapa, sem chance para o goleiro.

Grêmio 2 x 1! Loucura no Monumental!

Eu tenho o frame do Tarciso no ar, no exato instante em que ele acertou a bola, gravado pra sempre na minha memória.

Essa vitória foi fundamental para a nossa classificação. Houvesse um empate e nunca teríamos disputado a final daquele ano.

O Everton me lembra muito o Tarciso. Não é tão bom, claro, mas tem alguma coisa que me ativa a memória.

Tomara que nos dê tantas alegrias quanto o Flecha Negra.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Sandro Homem de Pedra Goiano

Os caras da Band AM vivem esculachando o Sandro Goiano.

Colorados de merda, isso é o que eles são.

Nosso capitão é o cara. Gastou a bola na sexta, quase fez um gol histórico. Mostrou o que só mesmo nós, torcedores do Grêmio, conseguimos ver.

Na verdade, ele pode ser um jogador limitado, estar velho (apesar de ser mais novo do que eu) e tudo mais. Mas o sujeito tem carisma. Chegou no Grêmio num momento horroroso e liderou o grupo que foi campeão da Série B. Ou seja, tem moral com a gente.

Só mesmo quem tem Sandro Homem de Pedra Goiano no time não se preocupa quando vê o seu principal jogador lesionado para uma decisão tão importante quanto a de hoje. E nem é pela bola que ele joga, mas sim pelo que representa.

Eu tô tranqüilo com o nosso segundo volante hoje à noite. Tenho certeza que o capitão vai dar conta do recado.

sábado, 21 de abril de 2007

Pedido formal de perdão

Há anos que a gente faz piada com a perna esquerda do Patrício.

Mas ontem foi justamente a jogada que eu sempre critiquei que abriu o caminho para uma das maiores vitórias do tricolor em todos os tempos. E não foi só o gol. Ele jogou bem os 90 minutos da partida.

Patrício recebe hoje, por direito, o tag de Grande Herói Tricolor.

E fica registrado aqui o meu pedido de perdão a ele.

Mas, calma lá, para figurar no texto de apresentação do blog tem que ganhar a Libertadores.

Não adianta o Beto fazer loby.

Imortal

Grêmio 4 x 0 Caxias

Gauchão 2007 - Semifinal - Estádio Olímpico Monumental

Heróico. Surpreendente. Copeiro. Valente. Admirável. Esmagador. Inconfundível. Apaixonante. Incrível. Espetacular. Exemplar. Inacreditável. Emocionante. Ilimitado. Conquistador. Fantástico. Incomparável. Maravilhoso. Comovente. Lindo. Divino. Comovente. Inspirador.

Libertador.

Grêmio.

domingo, 15 de abril de 2007

Beto, 34

Amigo de verdade é aquele que fica do nosso lado nos piores momentos.

Conheci o Beto no final do colégio: não sei se estava no segundo ou no terceiro ano, ele estava na oitava ou no primeiro, sei lá. Mas acho que a gente cmeçou a ser amigo de verdade quando eu tinha uns 19 anos, talvez. Foi antes da gente montar Os Carlos.

O que eu sei é que, em quase 20 anos, o Beto vem sendo meu camarada em todos os piores momentos da minha vida. E a gente sabe que não foram poucos.

Conseqüentemente, o Beto é meu amigo de verdade.

E ontem, dia 14, dez dias antes do meu aniversário, o meu irmão completou 34 anos.

O cara é tão sacana que esperou pra fazer aniversário exatamente num dia em que acordei às seis da manhã e trabalhei doze horas, a maior parte delas em pé (gravamos o piloto do programa de culinária ontem, em Sapucaia) . O requinte de sadismo foi vir comemorar o aniversário bem ao lado da minha casa, no Lourival.

Cheguei em casa na hora em que ele marcou com a rapaziada pra começar a beber. Exatamente 13 horas depois de ter saído pra trabalar.

Precisava comer e tomar um banho. Dormi antes de chegar no chuveiro.

Furei com meu irmão.

Mas sei que ele não vai se chatear comigo. Não por tão pouco.

Feliz aniversário, Betão.

Por sorte, o tricolor vai te dar um presente hoje! Porque a gente ainda não conseguiu comprar.

segunda-feira, 26 de março de 2007

O Tempo de Gessy

Quando nas primeiras horas do ano de 1959, Fidel Castro e seu fiel escudeiro “Che” Guevara adentraram vitoriosos pelas ruas de Havana pondo fim à ditadura de Fulgêncio Batista, dava pra perceber que não seria um ano qualquer. Para Gessy, porém, o que importava eram as provas do vestibular para Odontologia. Enquanto acendia um cigarro, naquele janeiro quente e ensolarado, o jovem craque do Grêmio sabia que era peça importante na viagem do time a Buenos Aires. O compromisso era um amistoso contra o Boca Juniors, mas Gessy precisava fazer as provas. E agora? O moço de Uruguaiana pensava em pedir dispensa, que o Foguinho botasse outro em seu lugar. Só que seu Osvaldo Rolla não tinha a menor intenção de liberar Gessy. Ficou decidido que ele faria as provas e no dia seguinte iria para a capital da Argentina, em uma situação emergencial.

Assim como no Brasil, no país vizinho respirava-se democracia. O presidente Arturo Frondizi governava com relativa serenidade e as atenções do povo podiam voltar-se para o futebol. O campeão da temporada seria o San Lorenzo, comandado por um artilheiro fantástico, José Sanfilippo. Isso não quer dizer que a parada seria fácil para o tricolor. O Boca do técnico José “El Charro” Manuel Moreno era uma equipe perigosa e matreira. Julio Elias Mussimessi, “El arquero cantor”, defendia o arco com a mesma habilidade com que vocalizava lindas canções correntinas. Mais à frente, uma linha média de arrepiar: Lombardo, Rattin e Mouriño. No ataque Osvaldo “Motoneta” Nardiello fazia belas tabelas com Javier Ambrois, um uruguaio que ficou famoso também no Brasil, atuando no Fluminense alguns anos antes. Já o Grêmio era o atual campeão gaúcho, e seu ataque com Gessy, Milton, Juarez e Vieira era um verdadeiro ninho de cobras.

Gessy, alheio a tudo isso, sonhava. Seu caráter excêntrico era um complemento perfeito para o seu futebol. Autor de jogadas geniais, nunca deixava que suas façanhas lhe subissem à cabeça. Pouco comemorava os gols. Sua fisionomia era séria, seu pensamento um mistério. Não se sabe se naquele ano foi assistir ao filme “Orfeu Negro”, produção francesa que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Embalada com temas de Tom Jobim , Antonio Maria e Vinícius de Moraes, essa história de amor tinha também a participação de Breno Mello, jogador de futebol campeão gaúcho com o Renner em 54. O último ano daquela década ainda traria consigo o desaparecimento de Heleno de Freitas, assim como Gessy, um craque de temperamento forte. E Billie Holiday partiria vítima de cirrose hepática, após breve período em um hospital no Harlem. Mas isso seria mais tarde. Por enquanto, o ano estava apenas começando, e Gessy só pensava no vestibular. Queria ser dentista e poder tomar sua cervejinha em paz. É claro que ele gostava do Foguinho, do Milton, do Juarez e de todo o ambiente do Grêmio. Mas sua decisão já estava tomada. Largaria o futebol para dedicar-se à odontologia.

Chega o dia do jogo. Mesmo de ressaca, Gessy desembarca em Buenos Aires e participa da peleja. De ressaca? Sim, afinal ele havia passado nas provas e uma comemoração foi inevitável. Seu marcador foi Rattin. Antonio Ubaldo Rattin, uma das bandeiras do Boca de todos os tempos, um caudilho tenaz na marcação e distribuidor do jogo, como deveria ser o número 5 de então. Alguns anos antes, na sua estréia pelo clube azul e ouro, o jovem Rattin é figura de relevo contra um River Plate cheio de craques como Labruña, Nestor Rossi e Sívori. Mas Gessy não tinha vindo de tão longe para pouca coisa. Com quatro gols seus, o tricolor gela a Bombonera, fechando um capítulo de antologia dentro do nosso futebol.

O ano segue. Surge o Aimoré de Carlos Froner: Suli, Soligo, Afonso, Toruca e Carlos; Mengálvio e Fernando; Telmo, Marino, Abílio e Gilberto Andrade. Em Nova Iorque, o sueco Ingemar Johansson derrota Floyd Patterson por nocaute no terceiro assalto, e é o novo campeão mundial na categoria peso-pesado. E Gessy continuaria a marcar gols sensacionais e a fazer jogadas estupendas, até cumprir sua promessa e encerrar a carreira com apenas 26 anos de idade.

Lucio Saretta

domingo, 4 de março de 2007

A camisa 7

Quando eu comecei a acompanhar o futebol, a 7 era do ponta-direito: Tarciso, o flecha negra, no caso. O Tarciso começou 9, centroavante, e virou ponta por inspiração do grande Telê Santana para aproveitar sua velocidade espetacular e, também, para tirá-lo de perto do cotovelo criminoso do Figueroa. Ele vestia a 7 quando ganhamos o Brasileirão 81.

Depois dele veio o Renato, simplesmente o homem que ganhou o Mundial de 83. O mesmo cara que, antes disso, lá no canto direito do nosso ataque, inventou um cruzamento de gênio para o César, como centroavante que era, mergulhar de cabeça sem medo de bater no poste e nos tornar campeões da Libertadores pela primeira vez.

Falo aqui dos primeiros ponteiros-direitos que eu vi jogar. Mas se a gente quiser ainda mais respeito pela posição, a 7 é eternamente do Garrincha.

O futuro um dia chegou e os ponteiros sumiram, mas a camisa 7 ainda era usada por um atacante, pelo menos na maioria dos times.

Paulo Nunes, o diabo loiro, usou a camisa 7 para nos ajudar a conquistar a Libertadores 95, o Brasileirão 96 e a Copa do Brasil em 97 e os Gauchões de 95 e 96.

De repente, o 7 virou número de volante. Atualmente, a 7 no Grêmio é do Diego Souza que, dos antigos 7, pelo menos tem o cacoete de correr pela lateral e cruzar com a bola rolando.

Já no São José, o camisa 7 na partida de ontem era o Pansera. Lembra dele?

A cada bordoada que ele distribuía no Olímpico ontem, Garricha suspirava no céu e pedia mais um martelinho.

quinta-feira, 1 de março de 2007

A múmia volta ao Olímpico

Danrlei é simplesmente um dos sujeitos que mais recebeu faixas na história do nosso glorioso tricolor. Uma verdadeira múmia.

Herói em algumas das nossas maiores alegrias, ele volta ao Olímpico, de onde saiu injustamente escorraçado pelo Adílson, o verdadeiro Capitão América.