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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Investidores? Solução? Lavagem? – O Grêmio em 2011 e as velhas preocupações

Por Fagner dos Santos

Sei que as atenções do grupo estão fortemente voltadas ao final do Brasileiro, no Goiás, no Bugre e no Botafogo. Mas, como não somos jogadores, podemos apoiar o time nos jogos e, na saída do estádio, pensar no futuro. E olha que esse está dando o que pensar.

Em nome do foco, nenhum jogador está sendo especulado e nenhum contrato renovado. A torcida, ou quase toda ela, não começou movimentos por algum atleta de fora. Pararam as “vazadas” – não porque a imprensa deu uma folga, mas porque a direção fez questão de dizer que, no planejamento, o próximo passo era o Rodrigo Caetano. Como este não veio, a especulação sobre o nome do profissional da função acabou virando o alvo daqueles que precisam tanto encher as páginas dos jornalecos por aí.

O melhor para nós é que esse episódio passou a ser um belo dum boi de piranha. Que, diga-se, está atraindo muitas. A direção bate pé por um novo Gerente de futebol, que o Renato diz que não precisa. Já tem jornalero aí dizendo que isso indica atritos. Não chego a discordar e, para azar da direção, fico com o Renato: o Cícero Souza ganha bem menos que o próximo “profissional” e, se é só para ter alguém para trocar uma ideia, melhor ficar como está. Na prática, o gerente de futebol tem que aprender com o Renato como garimpar esse pessoal que ele trouxe e cuidar para que o time não perca esses caras de barbada por força de um contrato mal feito. E isso o atual parece saber fazer.

O que me leva a ficar preocupado é a justificativa de Paulo Odone Ribeiro sobre a discordância com relação ao ponto de vist do Renato: Cícero Souza não seria o cara para pensar o futebol em um futuro distante, nem para fazer contato pelas famosas “parcerias” para busca de investidores (http://grem.io/2P6). Investidores? Desculpem aqueles que acreditam em “modernidades”, mas isso me lembra soluções estapafúrdias, lavagem de dinheiro – ou seja, I.S.L.

Esse perfil de investidor que comanda os clubes brasileiros (afinal, temos no Dilmão ‘10, em primeiro lugar, a Unimed, em segundo o BMG e, em terceiro, também o BMG) é realmente o mais adequado ao tricolor? Abrir as portas ao TRAFFICo de influências é solução? O Rodrigo Caetano tem, a meu ver, um grave defeito – visto como virtude pelos futuros diretores – é muito, mas muito influenciado por Carlos Leite (o mesmo que levou o Lucas e o Anderson para a Europa). Um dos motivos para a contratação do Rafael Carioca pelo Vasco.

Acho que o tricolor como está pode ser melhor do que o modelo que está sendo “tramado”. A grama do vizinho, cortada aos sabores do senhor Delcir Sonda, o quase dono do Santos, não é mais verde do que a nossa. E esse modelo “vencedor” não tem garantias de longo prazo. Para não esquecer: o time da Traffic, a parceria mais cotada pelo futuro presidente, acabou de ser eliminado pelo Goiás.

Qual é o perfil que queremos para o Grêmio? O time de um empresário (o que, afinal de contas, era um pouco o tricolor de Carlos Eduardo, Anderson, Lucas, Mano Menezes...), onde nem sempre o melhor é o contratado, ou um time independente que contrata pelo futebol? Fazer das tripas coração para contratar o que der no dinheiro ou contar com as benesses de um turbo das finanças despejando dólares em perfis de idade padrão exportação?

Por um lado, um investidor não daria dinheiro para contratar um cara em fim de carreira que poderia ser um investimento de risco, ficando mais machucado do que jogando. De outro, não teríamos contratado o Gabriel, nem o Clementino, velhos demais para o perfil de exportação. Acho que é hora de pensar isso. E tomar todo o cuidado. O futuro tem que ser mais azul do que preto.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Gremista na Feira do Livro


Hoje, às 18h30min, nossa colaboradora, irmã e gremista, Claudia Tajes, lança seu sexto romance na Feira do Livro. É Louca por Homem (Histórias de uma doente de amor).

Como não diria o Sílvio Santos, eu li e gostei. Gostei muito. É divertido, leve, irônico e, principalmente, bem escrito.

Pra completar, parece que as existem mulheres que mudam mesmo de personalidade por causa de um amor. Tipo o Tiago Mattos, cocolorado: saiu até no jornal que já passou por isso.

Então é isso, moçada. Até quem vai no Valão da Propaganda pode dar uma passadinha lá. Nem que seja pra dar uma olhadinha num texto bem escrito antes de se apavorar com o que ganhou hoje no evento magno da nossa profissão.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Convidemos o Eduardo

Preciso mandar um convite para o Eduardo escrever no Grêmio Libertador.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Novidades no 2.0: RSS

Fui atrás da dica do Daniel, outro grande gremista e dono do BenderBlog. Nossa versão 2.0, além de brilhantes colaboradores, agora tem RSS.
Li várias explicações e não entendi muito bem. Mas, ok, tá lá no pé da página.

Valeu a dica, Daniel! E continua mandando ver no Bender!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Reforços no Grêmio. No Grêmio Libertador.

O Grêmio Libertador está tentando reforços de peso (ou nem tanto, porque os caras estão em forma) para fazer um bom papel no Brasileirão.

Incialmente, quatro nomes estão sendo sondados, mas ainda não há nenhuma confirmação. Os editores estarão de olho no mercado para trazer mais colaboradores, como o Pelaipe faz lá na Azenha e funciona tão bem.

A idéia é ampliar as visões sobre o Grêmio, ter novos vídeos, novas fotos, novos textos e deixar a birosca mais legal.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Tiago Russell, direto da Bombonera



Nosso camaradão Tiago Russell gritou por muitos na Bombonera. Olha o vídeo que o cara nos mandou.

Grande presença.

Valeu, Tiago! Valeu, cada um dos 2.500 que ajudaram o tricolor na Bombonera!

Dá-lhe, Grêmio!

O trapo do Snel



Sensacional. Tomara que dê tempo de levar no jogo de quarta!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

2.500



Essa quem mandou foi o Tito Portalet, diretor de arte e gremistão (óbvio) lá da Santo de Casa.

Força, Grêmio!

domingo, 10 de junho de 2007

David Coimbra tá indo com o milho, Lucio Saretta já tá com o bolo pronto faz tempo.

Numa distante segunda-feira deste ano, mais exatamente no dia 26 de março, o Grêmio Libertador publicou um texto fantástico do Lucio Saretta sobre um dos maiores jogadores da história do Grêmio, o Gessy (é só clicar no nome do Gessy que você vai para o texto).

Se você não leu naquela época, vale a pena ler hoje. Ainda mais que na edição dominical de ZH, quase três meses depois, outro gremistão escreveu sobre o mesmo assunto. Tanto que eu nem perdi meu tempo com aquele pedaço da coluna do David Coimbra.

Eu já conhecia aquela história com muito mais detalhes. Só que lá em março, a gente nem desconfiava que o Imortal Tricolor chegaria à final da Libertadores justamente contra os Bosteros.

Pra falar a verdade, quando o blog começou a gente não imaginava que ele duraria tanto tempo. Era muito mais um desejo do que uma premonição.

Mas chegamos. É o que importa. E vamos lutar muito por este título.

Dá-lhe, Lucio Saretta!!!

Dá-lhe, Grêmio!!!

terça-feira, 29 de maio de 2007

A nossa bandeira!



Dessa vez o Juliano MacLeod Weide, nosso amigo, diretor de arte e gremistão, detonou. Olha a bandeira que ele me mandou.

Vou produzir pra final, porque pra amanhã não vai estar pronta.

Se bem que eu vou a Santos. Quem sabe ela não estréia lá?

Obrigado, meu filho!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Chegada apoteótica do Milan.



Valeu, Minwer. Tomara que vire verdade.

Eu acredito que vai dar.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Dia de famosos no blog:agora Jorge Furtado.

"Acho que o Mano deve começar o jogo com Amoroso (que entrou muito bem, no bom sentido) , o Tuta, que é centroavante de ofício (anda mal) e, talvez, dependendo do jogo, entrar com o Carlos Eduardo no segundo tempo.

Diego Souza jogou muito, Patrício estava irreconhecível (muito bem) e o Sandro Goiano é um gigante. Saja e a zaga (isto parece título de poema concreto russo) estiveram quase perfeitos. Foi um grande jogo.

Minha proposta: golear o São Paulo, como fizemos com o Caxias. Mas o importante mesmo, o mais importante, é ser bi no domingo."

* Jorge Furtado é cineasta, como todo mundo sabe, e gremistão como todos nós.

Do amigo Tiago Russell

Eu sabia que tinha visto o Tiago na TV.

O Beto desconfiou, a Claudia tava olhando pro lado e o Theo fez que não tava sabendo de nada.

Junto com a confirmação, vem o sentimento do nosso amigo tricolor. Dá um bico:

" Cara, eu fui lá. A torcida deles é palhaçada. Não grita nem apoia como a gente. 3 mil, em muitos momentos do jogo, calaram 30 mil. Aqui eles vão ver o que é torcida, e até jogador experiente vai bater joelho."

* O Tiago Russell é redator e gremistão como nós.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Do amigo Minwer Daqawiya para nossos amigos e leitores




Grande presença, Minwer! Vamos torcer para o São Paulo seguir o mesmo caminho.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Corrigindo uma injustiça

O Daniel fez um comentário pertinente. O Paraná também é da Região Sul e se classificou para as oitavas-de-final.

Brinquei no comentário, mas o Paraná fez uma primeira fase bem mais tranqüila do que a nossa.

Mas temos que concordar que o grupo deles, com o Real Potosí e o Union Maracaibo são menos complicados do que os nossos adversários colombianos e paraguaios.

Agora eles vão ter que mostrar mais futebol.

Mas a moral da história é uma só: eles estão fora! Hahahahahahahahahahahaha!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Um belo texto de Lucio Saretta

Logo abaixo, uma colaboração que eu tava esperando faz tempo.
Um belo texto sobre um dos grande heróis tricolores: Gessy.
Nunca ouviu falar? Então vai ler o texto do Lucio, rapá!

Obrigado, parceiro. E parabéns pelo texto.

O Tempo de Gessy

Quando nas primeiras horas do ano de 1959, Fidel Castro e seu fiel escudeiro “Che” Guevara adentraram vitoriosos pelas ruas de Havana pondo fim à ditadura de Fulgêncio Batista, dava pra perceber que não seria um ano qualquer. Para Gessy, porém, o que importava eram as provas do vestibular para Odontologia. Enquanto acendia um cigarro, naquele janeiro quente e ensolarado, o jovem craque do Grêmio sabia que era peça importante na viagem do time a Buenos Aires. O compromisso era um amistoso contra o Boca Juniors, mas Gessy precisava fazer as provas. E agora? O moço de Uruguaiana pensava em pedir dispensa, que o Foguinho botasse outro em seu lugar. Só que seu Osvaldo Rolla não tinha a menor intenção de liberar Gessy. Ficou decidido que ele faria as provas e no dia seguinte iria para a capital da Argentina, em uma situação emergencial.

Assim como no Brasil, no país vizinho respirava-se democracia. O presidente Arturo Frondizi governava com relativa serenidade e as atenções do povo podiam voltar-se para o futebol. O campeão da temporada seria o San Lorenzo, comandado por um artilheiro fantástico, José Sanfilippo. Isso não quer dizer que a parada seria fácil para o tricolor. O Boca do técnico José “El Charro” Manuel Moreno era uma equipe perigosa e matreira. Julio Elias Mussimessi, “El arquero cantor”, defendia o arco com a mesma habilidade com que vocalizava lindas canções correntinas. Mais à frente, uma linha média de arrepiar: Lombardo, Rattin e Mouriño. No ataque Osvaldo “Motoneta” Nardiello fazia belas tabelas com Javier Ambrois, um uruguaio que ficou famoso também no Brasil, atuando no Fluminense alguns anos antes. Já o Grêmio era o atual campeão gaúcho, e seu ataque com Gessy, Milton, Juarez e Vieira era um verdadeiro ninho de cobras.

Gessy, alheio a tudo isso, sonhava. Seu caráter excêntrico era um complemento perfeito para o seu futebol. Autor de jogadas geniais, nunca deixava que suas façanhas lhe subissem à cabeça. Pouco comemorava os gols. Sua fisionomia era séria, seu pensamento um mistério. Não se sabe se naquele ano foi assistir ao filme “Orfeu Negro”, produção francesa que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Embalada com temas de Tom Jobim , Antonio Maria e Vinícius de Moraes, essa história de amor tinha também a participação de Breno Mello, jogador de futebol campeão gaúcho com o Renner em 54. O último ano daquela década ainda traria consigo o desaparecimento de Heleno de Freitas, assim como Gessy, um craque de temperamento forte. E Billie Holiday partiria vítima de cirrose hepática, após breve período em um hospital no Harlem. Mas isso seria mais tarde. Por enquanto, o ano estava apenas começando, e Gessy só pensava no vestibular. Queria ser dentista e poder tomar sua cervejinha em paz. É claro que ele gostava do Foguinho, do Milton, do Juarez e de todo o ambiente do Grêmio. Mas sua decisão já estava tomada. Largaria o futebol para dedicar-se à odontologia.

Chega o dia do jogo. Mesmo de ressaca, Gessy desembarca em Buenos Aires e participa da peleja. De ressaca? Sim, afinal ele havia passado nas provas e uma comemoração foi inevitável. Seu marcador foi Rattin. Antonio Ubaldo Rattin, uma das bandeiras do Boca de todos os tempos, um caudilho tenaz na marcação e distribuidor do jogo, como deveria ser o número 5 de então. Alguns anos antes, na sua estréia pelo clube azul e ouro, o jovem Rattin é figura de relevo contra um River Plate cheio de craques como Labruña, Nestor Rossi e Sívori. Mas Gessy não tinha vindo de tão longe para pouca coisa. Com quatro gols seus, o tricolor gela a Bombonera, fechando um capítulo de antologia dentro do nosso futebol.

O ano segue. Surge o Aimoré de Carlos Froner: Suli, Soligo, Afonso, Toruca e Carlos; Mengálvio e Fernando; Telmo, Marino, Abílio e Gilberto Andrade. Em Nova Iorque, o sueco Ingemar Johansson derrota Floyd Patterson por nocaute no terceiro assalto, e é o novo campeão mundial na categoria peso-pesado. E Gessy continuaria a marcar gols sensacionais e a fazer jogadas estupendas, até cumprir sua promessa e encerrar a carreira com apenas 26 anos de idade.

Lucio Saretta

quinta-feira, 15 de março de 2007

Superpromoção Chocolate Vélez: leve 3 e ganhe um passeio em Buenos Aires.





Nosso leitor e colaborador Adriano Snel descobriu, mas era válida só até ontem. Melhor.

quarta-feira, 14 de março de 2007

E agora?



Esse foi o título do email que recebi do amigo Minwer Daqawiya, sócio tricolor e publicitário.

Olha só o que ele encontrou ali no painel. Não é a marca da Fifa?

Ah... Esse jogo acabou Grêmio 2 x 1 Hamburgo. Dois gols do Renato, sempre depois de um belo drible em algum alemão.

Pra quem diz que foi fácil para os alemães chegarem a Tóquio, não custa lembrar que eles só tiveram que jogar com a Juventus, do Boniek e do Platini, na final da Liga.

Falando nisso, na volta do Japão, o Grêmio deu uma parada em Los Angeles (ou na Cidade do México, não tenho bem certeza - são as malditas informações imprecisas) e ganhou do campeão da CONCACAF, num tipo de Recopa que se jogava naquele tempo.

E dá-lhe, Grêmio!

quarta-feira, 7 de março de 2007

Devemos uma bira para o Adriano

Na correria de ontem, minha força para o Sala de Redação saiu com números trocados.

Muito obrigado ao amigo tricolor Adriano Snel, que deu a dica.

Já tá entre nossos colaboradores.