Sei que as atenções do grupo estão fortemente voltadas ao final do Brasileiro, no Goiás, no Bugre e no Botafogo. Mas, como não somos jogadores, podemos apoiar o time nos jogos e, na saída do estádio, pensar no futuro. E olha que esse está dando o que pensar.
Em nome do foco, nenhum jogador está sendo especulado e nenhum contrato renovado. A torcida, ou quase toda ela, não começou movimentos por algum atleta de fora. Pararam as “vazadas” – não porque a imprensa deu uma folga, mas porque a direção fez questão de dizer que, no planejamento, o próximo passo era o Rodrigo Caetano. Como este não veio, a especulação sobre o nome do profissional da função acabou virando o alvo daqueles que precisam tanto encher as páginas dos jornalecos por aí.
O melhor para nós é que esse episódio passou a ser um belo dum boi de piranha. Que, diga-se, está atraindo muitas. A direção bate pé por um novo Gerente de futebol, que o Renato diz que não precisa. Já tem jornalero aí dizendo que isso indica atritos. Não chego a discordar e, para azar da direção, fico com o Renato: o Cícero Souza ganha bem menos que o próximo “profissional” e, se é só para ter alguém para trocar uma ideia, melhor ficar como está. Na prática, o gerente de futebol tem que aprender com o Renato como garimpar esse pessoal que ele trouxe e cuidar para que o time não perca esses caras de barbada por força de um contrato mal feito. E isso o atual parece saber fazer.
O que me leva a ficar preocupado é a justificativa de Paulo Odone Ribeiro sobre a discordância com relação ao ponto de vist do Renato: Cícero Souza não seria o cara para pensar o futebol em um futuro distante, nem para fazer contato pelas famosas “parcerias” para busca de investidores (http://grem.io/2P6). Investidores? Desculpem aqueles que acreditam em “modernidades”, mas isso me lembra soluções estapafúrdias, lavagem de dinheiro – ou seja, I.S.L.
Esse perfil de investidor que comanda os clubes brasileiros (afinal, temos no Dilmão ‘10, em primeiro lugar, a Unimed, em segundo o BMG e, em terceiro, também o BMG) é realmente o mais adequado ao tricolor? Abrir as portas ao TRAFFICo de influências é solução? O Rodrigo Caetano tem, a meu ver, um grave defeito – visto como virtude pelos futuros diretores – é muito, mas muito influenciado por Carlos Leite (o mesmo que levou o Lucas e o Anderson para a Europa). Um dos motivos para a contratação do Rafael Carioca pelo Vasco.
Acho que o tricolor como está pode ser melhor do que o modelo que está sendo “tramado”. A grama do vizinho, cortada aos sabores do senhor Delcir Sonda, o quase dono do Santos, não é mais verde do que a nossa. E esse modelo “vencedor” não tem garantias de longo prazo. Para não esquecer: o time da Traffic, a parceria mais cotada pelo futuro presidente, acabou de ser eliminado pelo Goiás.
Qual é o perfil que queremos para o Grêmio? O time de um empresário (o que, afinal de contas, era um pouco o tricolor de Carlos Eduardo, Anderson, Lucas, Mano Menezes...), onde nem sempre o melhor é o contratado, ou um time independente que contrata pelo futebol? Fazer das tripas coração para contratar o que der no dinheiro ou contar com as benesses de um turbo das finanças despejando dólares em perfis de idade padrão exportação?
Por um lado, um investidor não daria dinheiro para contratar um cara em fim de carreira que poderia ser um investimento de risco, ficando mais machucado do que jogando. De outro, não teríamos contratado o Gabriel, nem o Clementino, velhos demais para o perfil de exportação. Acho que é hora de pensar isso. E tomar todo o cuidado. O futuro tem que ser mais azul do que preto.






