Carta aberta do Presidente Duda Kroeff
"A cada dia que passa, fica mais claro a força da torcida do Grêmio. Em qualquer lugar que formos, seja no Brasil ou até fora dele, encontramos as mais bonitas demonstrações de amor ao Tricolor. Nas arquibancadas, então, nem se fala. A torcida do Grêmio é, sem dúvida, nosso grande diferencial. Neste período de mandato como presidente do Grêmio pude sentir na pele a força desta Nação.
Sei que é desnecessário, mas gostaria de conclamar o torcedor gremista para mais uma decisão. Estamos muito próximos de mais uma final de Copa do Brasil. Uma competição com a nossa cara e que sabemos jogar como ninguém. Nesta quarta-feira, o Tricolor entra em campo para enfrentar o Santos. Talvez o melhor time brasileiro da atualidade. Que joga um futebol bonito e envolvente. Mas o Grêmio é o Grêmio.
Temos nossas dificuldades, assim como o Santos também tem. Mas temos a nossa torcida. Essa é a diferença.
Se as coisas estiverem complicadas dentro de campo, é a hora da torcida responder. Levar o Grêmio à vitória na base do grito. Vamos transformar o Olímpico num caldeirão.
Precisamos fazer o resultado em casa para buscarmos a classificação na Vila Belmiro. Para isso, conto com a tua presença, torcedor. Vamos lotar o Olímpico. Não vai ser fácil. Ainda bem. Se fosse, não teria tanta graça.
Duda Kroeff
Presidente"
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terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Era uma vez...
...num país parecido com o nosso, grande, continental, rico e exuberante e apaixonado por futebol. Nesse país, existia uma entidade, na verdade, uma empresa. Ou na verdade uma entidade. Explico: pois suas ações se confundiam entre o público e o privado, o certo e o errado, fazendo valer SEMPRE seus interesses, sejam eles bons ou ruins, normalmente sempre ruins.
Essa empresa, ou entidade, atuava (aliás, atua) no ramo de comunicação, tendo rede de televisão, rádios e jornais, bem como portais de internet. E essa empresa tem tentáculos, ou melhor, afiliados, por todo o terrítório desse vasto país. E essa empresa, já foi ajudada pelo governo golpista, e ela ajudou o governo golpista. Aliás, ela já deu diversos golpes dentro de golpes, como uma vez que editou sem autorização os debates da eleição deste país, favorecendo um dos candidatos (que era seu tentáculo em determinado estado, ou melhor, afiliado) e que foi eleito.
Saindo um pouco do campo político, chegamos ao ponto futebolístico e é o que nos interessa. Essa empresa, nesses anos todos, sempre, digamos assim, favoreceu algum time. Fosse nos campeonatos nacionais, copas continentais, e mesmo em estaduais. Ela elegia os favoritos, os queridinhos da nação e ái de quem se botasse contra. Foi assim com um dos times da antiga capital do estado nos anos 80, foi assim com um time de um grande patrocinador da empresa nos anos 90, foi assim com um antigo deputado corrupto e muito "bem quisto" na empresa, foi assim e sempre será assim. Ano após ano, editando videos pra ocultar a verdade; angariando patrocinadores que querem vender mais e mais, não importando como; tendo narradores e comentaristas totalmente PARCIAIS; incitando e condicionando a arbitragem; tentando se intrometer em assuntos dos clubes; enfim, mandando até na entidade que comanda (ou era pra comandar) o futebol deste país.
Hoje, o eleito pra ser o QUIRIDÃO do país é o time que tem um futebol "alegre, ofensivo e moleque", o que vai totalmente contra os nossos preceitos ortodoxos pragmáticos de futebol. Esse clube é o tal de Praiano Futebol Clube, um clube que já foi muito grande, e desde a aposentadoria do segundo maior futebolista da história, o primeiro foi Maradona, vive na sombra, como um coadjuvante, mesmo que de tempos em tempos tente deixar de ser coadjuvante pra ser protagonista.
Este clube já levou o estadual, embalado pelo "sonho" das pessoas em verem um futebol "bonito e artístico". Esse time agora enfrentará o time dos bandidos, que sempre foi tratado como um pária no país (que forçosamente e por obra da história) adotou como seu. E esse time é o meu time, é o seu time, querido leitor. Esse time já foi SURRUPIADO, tratado como INIMIGO DE ESTADO do Futebol-Espetáculo, como bem dizia um cronista que agora vê tudo lá de cima. Esse time é odiado pelos amantes da arte em detrimento do resultado, esse time é HOSTILIZADO por ser um papa-títulos, não importando como. Pois ele é duro, é aguerrido e bravo, e muito brabo. E quando é derrotado, pois até os Imortais volte e meia são, vende muito cara a derrota.
É esse time que vamos enfrentar. Está praticamente decidido quem é pra ganhar essa Copa. Mas esqueceram de avisar o outro time. E estamos sedentos por essa taça. E queremos essa taça, custe lo que custar!
E esse time tem uma torcida QUENTE, INFERNAL, INSANA e muito, mas muito louca! Tão temida em seus domínios e fora deles, que muitas vezes ganha o jogo, dá passe e marca gol. E essa torcida sempre foi uma das principais armas desse time, senão a principal. E essa arma tem que estar NO PRUMO pra esse combate. Pois é agora que essa torcida vai fazer os queridinhos da Entidade Malévola BORRAREM suas calçolas branquinhas e pedirem arrego. Não daremos, pois hay que ganar o ganar! E de qualquer jeito. Pra cima deles!
We should never surrender!
Essa empresa, ou entidade, atuava (aliás, atua) no ramo de comunicação, tendo rede de televisão, rádios e jornais, bem como portais de internet. E essa empresa tem tentáculos, ou melhor, afiliados, por todo o terrítório desse vasto país. E essa empresa, já foi ajudada pelo governo golpista, e ela ajudou o governo golpista. Aliás, ela já deu diversos golpes dentro de golpes, como uma vez que editou sem autorização os debates da eleição deste país, favorecendo um dos candidatos (que era seu tentáculo em determinado estado, ou melhor, afiliado) e que foi eleito.
Saindo um pouco do campo político, chegamos ao ponto futebolístico e é o que nos interessa. Essa empresa, nesses anos todos, sempre, digamos assim, favoreceu algum time. Fosse nos campeonatos nacionais, copas continentais, e mesmo em estaduais. Ela elegia os favoritos, os queridinhos da nação e ái de quem se botasse contra. Foi assim com um dos times da antiga capital do estado nos anos 80, foi assim com um time de um grande patrocinador da empresa nos anos 90, foi assim com um antigo deputado corrupto e muito "bem quisto" na empresa, foi assim e sempre será assim. Ano após ano, editando videos pra ocultar a verdade; angariando patrocinadores que querem vender mais e mais, não importando como; tendo narradores e comentaristas totalmente PARCIAIS; incitando e condicionando a arbitragem; tentando se intrometer em assuntos dos clubes; enfim, mandando até na entidade que comanda (ou era pra comandar) o futebol deste país.
Hoje, o eleito pra ser o QUIRIDÃO do país é o time que tem um futebol "alegre, ofensivo e moleque", o que vai totalmente contra os nossos preceitos ortodoxos pragmáticos de futebol. Esse clube é o tal de Praiano Futebol Clube, um clube que já foi muito grande, e desde a aposentadoria do segundo maior futebolista da história, o primeiro foi Maradona, vive na sombra, como um coadjuvante, mesmo que de tempos em tempos tente deixar de ser coadjuvante pra ser protagonista.
Este clube já levou o estadual, embalado pelo "sonho" das pessoas em verem um futebol "bonito e artístico". Esse time agora enfrentará o time dos bandidos, que sempre foi tratado como um pária no país (que forçosamente e por obra da história) adotou como seu. E esse time é o meu time, é o seu time, querido leitor. Esse time já foi SURRUPIADO, tratado como INIMIGO DE ESTADO do Futebol-Espetáculo, como bem dizia um cronista que agora vê tudo lá de cima. Esse time é odiado pelos amantes da arte em detrimento do resultado, esse time é HOSTILIZADO por ser um papa-títulos, não importando como. Pois ele é duro, é aguerrido e bravo, e muito brabo. E quando é derrotado, pois até os Imortais volte e meia são, vende muito cara a derrota.
É esse time que vamos enfrentar. Está praticamente decidido quem é pra ganhar essa Copa. Mas esqueceram de avisar o outro time. E estamos sedentos por essa taça. E queremos essa taça, custe lo que custar!
E esse time tem uma torcida QUENTE, INFERNAL, INSANA e muito, mas muito louca! Tão temida em seus domínios e fora deles, que muitas vezes ganha o jogo, dá passe e marca gol. E essa torcida sempre foi uma das principais armas desse time, senão a principal. E essa arma tem que estar NO PRUMO pra esse combate. Pois é agora que essa torcida vai fazer os queridinhos da Entidade Malévola BORRAREM suas calçolas branquinhas e pedirem arrego. Não daremos, pois hay que ganar o ganar! E de qualquer jeito. Pra cima deles!
We should never surrender!
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ontem, hoje e o amanhã
Ontem: Grêmio DESCARACTERIZADO, com meio time reserva. Primeiro tempo DA MOLÉSTIA, errando passes infantilóides, faltando inspiração e principalmente faltando IMPOSIÇÃO. Segundo tempo: acerto de passes, vontade, golaços, raça.
Quero destacar algumas atuações: Hugo, não somente pelo CACHETAZO que deixou as redes fumegando, tamanha a potência do chute, algo como uns mil megatões. Ozéia, que veio trazendo junto toda uma desconfiança e ranço da torcida, pois é um zagueiro que jogava no XV de Jaú de Portugal (Paços Ferreira, pra ser mais exato), o que não justifica. Pois outros destacados zagueiros vieram de times pequenos e viraram ídolos, vide Réver que veio do Paulista, ou William, que veio do IPATINGA. Há de se dar tempo ao tempo, e Ozéia mostra a cada dia porque foi contratado. Seguro, alto e valente. E além de tudo, GREMISTA e gaúcho de Nonoai. Não posso esquecer também de NEUTON, o menino do Erechim, que a cada desarme vibra como se fosse gol. Tem sangue azul e nobre correndo pelas veias.
--------------------------------
Hoje: Dia pra saber onde será o primeiro confronto contra o "PODEROSO" Santos. Acho uma boa fazer primeiro jogo fora, segurando as pontas, contra-atacando com ÊNFASE e VIOLÊNCIA. Não dá pra deixar essa gurizada jogar.
Hoje também é dia de comer aquele BIFE DE CHORIZO, que só uma parrilla argenta nos brinda. E provavelmente também teremos um belo matanbre relleno, morrón y papas al plomo. Já sabem do que e de quem estou falando, né?
-------------------------------
Amanhã: Comecemos a nos preparar pra semi-final (final antecipada é coisa de jornalista amargo) da Copa do Brasil. Aliás, a 10ª semi-final que participaremos. Se passarmos e formos campeões, seremos os maiores vencedores desse torneio. Em mais de 20 edições, 4 títulos, 3 vices. É ou não é um torneio GOSTOSO de jogar?
E pra ganharmos essa PORRA, o Olímpico tem que rugir. Tem que virar o inferno. Acho detestável fazer esse tipo de apelo, mas a torcida tem deixado a desejar ultimamente. Pra darmos essa volta, TODOS, desde o vendedor de amendoim, passando pelo corneteiro-comedor-de-amendoim, até a tia da roleta tem que cantar. E cantar MOOOOOOITO. Cantar como não se canta desde 2007. Cantar alto, com ódio, com vontade. Cantar tanto que vai fazer esses piá de merda do Santos se CAGAREM perna abaixo. Como foi em 2007, como será em 2010:
Quero destacar algumas atuações: Hugo, não somente pelo CACHETAZO que deixou as redes fumegando, tamanha a potência do chute, algo como uns mil megatões. Ozéia, que veio trazendo junto toda uma desconfiança e ranço da torcida, pois é um zagueiro que jogava no XV de Jaú de Portugal (Paços Ferreira, pra ser mais exato), o que não justifica. Pois outros destacados zagueiros vieram de times pequenos e viraram ídolos, vide Réver que veio do Paulista, ou William, que veio do IPATINGA. Há de se dar tempo ao tempo, e Ozéia mostra a cada dia porque foi contratado. Seguro, alto e valente. E além de tudo, GREMISTA e gaúcho de Nonoai. Não posso esquecer também de NEUTON, o menino do Erechim, que a cada desarme vibra como se fosse gol. Tem sangue azul e nobre correndo pelas veias.
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Hoje: Dia pra saber onde será o primeiro confronto contra o "PODEROSO" Santos. Acho uma boa fazer primeiro jogo fora, segurando as pontas, contra-atacando com ÊNFASE e VIOLÊNCIA. Não dá pra deixar essa gurizada jogar.
Hoje também é dia de comer aquele BIFE DE CHORIZO, que só uma parrilla argenta nos brinda. E provavelmente também teremos um belo matanbre relleno, morrón y papas al plomo. Já sabem do que e de quem estou falando, né?
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Amanhã: Comecemos a nos preparar pra semi-final (final antecipada é coisa de jornalista amargo) da Copa do Brasil. Aliás, a 10ª semi-final que participaremos. Se passarmos e formos campeões, seremos os maiores vencedores desse torneio. Em mais de 20 edições, 4 títulos, 3 vices. É ou não é um torneio GOSTOSO de jogar?
E pra ganharmos essa PORRA, o Olímpico tem que rugir. Tem que virar o inferno. Acho detestável fazer esse tipo de apelo, mas a torcida tem deixado a desejar ultimamente. Pra darmos essa volta, TODOS, desde o vendedor de amendoim, passando pelo corneteiro-comedor-de-amendoim, até a tia da roleta tem que cantar. E cantar MOOOOOOITO. Cantar como não se canta desde 2007. Cantar alto, com ódio, com vontade. Cantar tanto que vai fazer esses piá de merda do Santos se CAGAREM perna abaixo. Como foi em 2007, como será em 2010:
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#PODEVIRPEIXE
Eis que o grande jogo do ano vai acontecer em pouco mais de uma semana.
Eles tem os meninos da Vila. Nós temos os guris da Azenha.
Eles tem técnica sobrando. Nós temos raça sobrando.
O confronto vai ser equilibrado do inicio ao fim. E sabe quem vai definir este futuro? A torcida.
Porque o futebol moleque vai bater de frente com o futebol força. Vamos ver os defensores das pedaladas versus a objetividade do resultado. E você precisa tomar partido nessa luta.
Porque o futebol moleque vai bater de frente com o futebol força. Vamos ver os defensores das pedaladas versus a objetividade do resultado. E você precisa tomar partido nessa luta.
Amanhã, 14h, tem sorteio pra saber onde vai ser o primeiro confronto. Amanhã, às 14h, a semifinal mais final das últimas Copas do Brasil definitivamente começa.
Independente do resultado, eu tenho certeza de que vão ser dois jogos de primeira linha.
Independente do resultado, eu só tenho uma certeza: A TORCIDA TRICOLOR VAI TER QUE JOGAR MAIS DO QUE VEM JOGANDO.
Amanhã, 14h, começa o vale tudo pelo Penta.
Faltam apenas 4 jogos. VOCÊ NÃO VAI ENTRAR EM CAMPO?
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Sem paranóia
Olha, o jogo de sábado foi bom para o Grêmio. Encaixamos bem o ataque, não desperdiçamos tantos gols e matamos o jogo em menos de 45 minutos.
Mas também não é tão animador assim: o "coloradinho" é ruim demais. Pra mim, um dos candidatos a cair nesse Gauchão.
De qualquer forma, acho que o time mostrou evolução. E aqui eu me refiro mais especificamente ao setor defensivo. A verdade é que o meio participou mais da marcação. O Jonas mesmo, em alguns momentos, recuou como um lateral. O Douglas e o Leandro marcaram bastante. Inclusive roubando bolas na saida de bola, que hoje em dia é mortal pra time de qualquer calibre.
E eu acho que a CORNETAGEM explícita do jogo anterior acabou tendo um lado positivo: o time se uniu mais pra evitar que meia dúzia de amendoim vesgo frite jogador A, B ou C.
E aqui eu quero abrir um parentesis: O QUE UMA PESSOA TEM NA CABEÇA QUANDO VAI AO ESTÁDIO E VAIA UM JOGADOR ANTES DELE ENTRAR EM CAMPO? Não consigo entender esse comportamento de parte da torcida. Ferdinando, Rochemback, FSantos e até o Silas foram vaiados quando o locutor FALOU O NOME DELES.
Engraçado que EU NÃO OUVI NENHUMA VAIA quando o locutor falou a escalação adversária. POR QUE ISSO ACONTECE?
PRA QUE TIME ESSE PESSOALZINHO TORCE, AFINAL?
Fecha parentesis.
No mais, é se preparar pra pegar o Noia. Mas sem paranóia.
Os Galáticos do Vale não são bobos, mas também não são tudo isso. Tem jogadores experientes, chutes de media distância e um lateral esquerdo que podia parar no Olímpico. Mas não se compara ao elenco gremista.
Se o time do Silas entrar focado, sem salto alto e participativo como no sábado, a taça do Fernando Pedalado chega naturalmente na nossa sala de troféus.
Mas eu repito: não tem paranóia, mas também não tem moleza. Acho que tirando o São Luiz, e obviamento os moranguinhos, é um dos fortes desse Gauchão.
Mas também não é tão animador assim: o "coloradinho" é ruim demais. Pra mim, um dos candidatos a cair nesse Gauchão.
De qualquer forma, acho que o time mostrou evolução. E aqui eu me refiro mais especificamente ao setor defensivo. A verdade é que o meio participou mais da marcação. O Jonas mesmo, em alguns momentos, recuou como um lateral. O Douglas e o Leandro marcaram bastante. Inclusive roubando bolas na saida de bola, que hoje em dia é mortal pra time de qualquer calibre.
E eu acho que a CORNETAGEM explícita do jogo anterior acabou tendo um lado positivo: o time se uniu mais pra evitar que meia dúzia de amendoim vesgo frite jogador A, B ou C.
E aqui eu quero abrir um parentesis: O QUE UMA PESSOA TEM NA CABEÇA QUANDO VAI AO ESTÁDIO E VAIA UM JOGADOR ANTES DELE ENTRAR EM CAMPO? Não consigo entender esse comportamento de parte da torcida. Ferdinando, Rochemback, FSantos e até o Silas foram vaiados quando o locutor FALOU O NOME DELES.
Engraçado que EU NÃO OUVI NENHUMA VAIA quando o locutor falou a escalação adversária. POR QUE ISSO ACONTECE?
PRA QUE TIME ESSE PESSOALZINHO TORCE, AFINAL?
Fecha parentesis.
No mais, é se preparar pra pegar o Noia. Mas sem paranóia.
Os Galáticos do Vale não são bobos, mas também não são tudo isso. Tem jogadores experientes, chutes de media distância e um lateral esquerdo que podia parar no Olímpico. Mas não se compara ao elenco gremista.
Se o time do Silas entrar focado, sem salto alto e participativo como no sábado, a taça do Fernando Pedalado chega naturalmente na nossa sala de troféus.
Mas eu repito: não tem paranóia, mas também não tem moleza. Acho que tirando o São Luiz, e obviamento os moranguinhos, é um dos fortes desse Gauchão.
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Ninguém disse que ia ser fácil
O Cruzeiro me impressionou ontem à noite. Não vi aquele time que muito jornalista dizia que não sabe jogar fora de casa. O time do Capitão América soube esfriar o ímpeto dos bambis e amornou a partida no 1º tempo. Depois da expulsão do Eduardo Costa tudo ficou mais fácil pros mineiros.
O primeiro jogo, lá no Mineirão, é crucial. Uma vitória ou empate com gols seria ótimo porque aqui não é o Morumbiba e eles vão sentir a pressão da nossa torcida.
Ainda bem que Autuori tá fazendo tudo certo pra esse jogo de quarta-feira. A decisão de não poupar os jogadores da defesa contra o Goiás é uma forma de fazer com que os defensores assimilem melhor a mudança pro 442 e não passem tanto sufoco quanto contra o Caracas.
Acho que sou um dos últimos defensores do Alex Mineiro como titular, mas não é tanto pelo desempenho dele. Pra mim, o Herrera é trocentas vezes mais útil e eficaz entrando no segundo tempo pra incendiar o jogo. Não me lembro de grandes atuações do argentino começando com titular. E, se bobear, acho que ele fez mais gols começando o jogo na reserva do que entre os 11 titulares.
Vamos tricolor! Queremos a Copa!
O primeiro jogo, lá no Mineirão, é crucial. Uma vitória ou empate com gols seria ótimo porque aqui não é o Morumbiba e eles vão sentir a pressão da nossa torcida.
Ainda bem que Autuori tá fazendo tudo certo pra esse jogo de quarta-feira. A decisão de não poupar os jogadores da defesa contra o Goiás é uma forma de fazer com que os defensores assimilem melhor a mudança pro 442 e não passem tanto sufoco quanto contra o Caracas.
Acho que sou um dos últimos defensores do Alex Mineiro como titular, mas não é tanto pelo desempenho dele. Pra mim, o Herrera é trocentas vezes mais útil e eficaz entrando no segundo tempo pra incendiar o jogo. Não me lembro de grandes atuações do argentino começando com titular. E, se bobear, acho que ele fez mais gols começando o jogo na reserva do que entre os 11 titulares.
Vamos tricolor! Queremos a Copa!
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sexta-feira, 8 de junho de 2007
Promessa é dívida - de novo
O Theo prometeu que não ia mais usar o boné se o Grêmio classificasse. Quando o careca safado paraguaio pegou a bola, ele jogou o boné sabe-se lá pra onde.
Eu prometi que nunca mais voltaria à Vila Belmiro. E nunca mais voltarei, mesmo que o Grêmio dispute um título naquele chiqueiro imundo.
O que será que o Beto tá pensando em prometer pelo título?
Eu prometi que nunca mais voltaria à Vila Belmiro. E nunca mais voltarei, mesmo que o Grêmio dispute um título naquele chiqueiro imundo.
O que será que o Beto tá pensando em prometer pelo título?
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Sangue!
Nossos jogadores fizeram muito aquele gesto de bater no braço pra mostrar que ali tem sangue correndo.
E tem mesmo. Porque até quem jogou mal se esforçou pra burro.
A gente vai ser agradecido a eles por muito tempo.
E tem mesmo. Porque até quem jogou mal se esforçou pra burro.
A gente vai ser agradecido a eles por muito tempo.
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Sandro Goiano, o Espartano
Foi a Leah, minha mulher, quem me chamou a atenção: "Puxa, esse cara podia ter sido elenco do 300".
Sandro Homem de Pedra Goiano, o Espartano. Num dia em que poucos resistiram ao cerco de milhares, a comparação não poderia ser mais apropriada. O cara foi um leão. Brigou muito, não deixou os santistas botarem banca e comemorou muito no final.
Esse é dos nossos!
Sandro Homem de Pedra Goiano, o Espartano. Num dia em que poucos resistiram ao cerco de milhares, a comparação não poderia ser mais apropriada. O cara foi um leão. Brigou muito, não deixou os santistas botarem banca e comemorou muito no final.
Esse é dos nossos!
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Grêmio 5 x 2 Darth Vander
Darth Vander, o comandante do lado alvi-negro da Força, perdeu mais um mata-mata pra nós.
Toma, palhaço!
Toma, palhaço!
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4-6
Acabamos com um esquema que não me agrada, com seis meio-campistas, sendo quatro volantes.
Se o Carlos Eduardo não tivesse se machucado, a gente tivesse sofrido menos. Ele poderia segurar a bola lá na frente e deixar a defesa respirar um pouco.
Se o Carlos Eduardo não tivesse se machucado, a gente tivesse sofrido menos. Ele poderia segurar a bola lá na frente e deixar a defesa respirar um pouco.
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Pra que sofrer tanto?
Santos 3 x 1 Grêmio
Libertadores da América 2007 - Semifinais - Vila Belmiro - Santos
Caramba. Fazia tempo que eu não sofria tanto.
Viajei completamente apavorado. No caminho até o aeroporto, nem o Theo e nem eu conseguíamos falar muito. A Claudia, sim, tava disposta e confiante. Ou estava nervosa, porque ela nem é de falar muito e foi conversando aqui de casa até o aeroporto.
"Vai dar, né?", era o que ela mais dizia.
As respostas, sempre monossilábicas, variam entre o arran e o vai ser difícil. Por sorte ela tava confiante.
Além da preocupação com o lado alvi-negro da Força, liderado pelo malvado Darth Vander, tinha que pensar na segurança do Theo. O cara tem 14 anos, é meu sobrinho, afilhado e tem muito o que ver e fazer nessa vida. Então, se eu tivesse que tomar uma tunda pro moleque sair ileso, azar. E tudo se encaminhava para isso.
Antes do almoço, recebi uma ligação da agência de viagem com um pedido. Viajar sem nada do Grêmio aparecendo por uma questão de segurança.
Ok. Preocupantemente ok.
Fomos separados no avião, o que facilitou a nossa vida. Mais uma hora e meia sem precisar falar ajudaria. Não sei como o Theo se saiu, mas eu enfiei a cara na Piauí e só tirei quando o pescoço doía.
O camarada da janela perguntou se eu tava indo pro jogo também. Começamos ali uma conversa sobre o que cada um esperava do jogo. Ele andava com bons palpites desde o jogo de volta com o São Paulo. Achava que seria 2 x 1 para o Santos e que o tricolor sairia na frente. Eu disse tomara. Acho que todo mundo contava com o resultado negativo, mas tinha esperança na classificação.
Apesar da véspera de feriadão, a estrada estava tranqüila para os padrões paulistas. Acho que o frio entre 18 e 30 graus levou a turma para Campos do Jordão. Deu tempo de passar no Hotel Atlântico, deixar as malas e seguir para a Vila Belmiro.
Ninguém levou a sério o fato do motorista da Van ter parado na esquina do Hotel para tentar descobrir onde ele ficava.
Achar os quartos no Hotel também é difícil. O bagulho é um labirinto escurão. Mas deu tudo certo. E deu tempo pra gente correr até um Mac e comprar um sanduba pro Theo.
Disseram que a Vila Belmiro ficava a 5 minutos do Hotel. Depois de 20 minutos rodando, o motorista entrou numa vilinhas, mas que não era Belmiro. E rodou por aquele lugar até que parou pra se informar num ponto de ônibus. Tava longe, muito longo.
Daí ele entendeu uma explicação e foi. Foi a São Sebastião, município vizinho.
A galera começou a cornetear o motora e ele ficou bem magoado. E continuou bem perdido.
O telefone de alguém tocou (o meu ficou no Hotel, ligando e desligando, com o teclado completamente travado - maldita hora em que elogiei o cretino!) e a notícia é que eles tinham tomado uma pressão na entrada. O motorista parou no meio da torcida do Santos, que começou a chacoalhar e bater no carro. Parece que foi um momento de tensão.
Mas a nossa maior preocupação era chegar ao estádio. Se a gente conseguisse encontrá-lo já seria lucro.
Nessa hora, não sabíamos sobre o incidente com os ônibus da Geral, que foram abordados pela Polícia, que não deixou passar quem não tinha ingressos (eles receberiam lá os ingressos, eu acho). A quantidade de ônibus variava de acordo com quem contava a história.
O fato é que uns não puderam voltar e os outros voltaram em solidariedade. E eles fizeram muita falta.
Chegamos em cima da hora. Ninguém se meteu e entramos na boa. Na subida da escada, tem um pedaço em que os visitantes ficam expostos aos inimigos nas cadeiras. Apesar dos caras não nos conhecerem, citaram nossas mães, nossas mulheres, nossa sexualidade. Pra quem achava que ia tomar uma ruim na entrada, foi barbada.
A Vila Belmiro é o que a gente costuma chamar de um chiqueiro.
O campo fica espremidinho pra caramba, o bicho é todo remendado. Uma bosta. Mas o banheiro é bem melhor que o nosso. E só. E o espaço para a torcida do Grêmio? Bom, era menor do que a arquibancada da gloriosa SABI (Sociedade Amigos do Balneário Ipanema).
A Vila tava muito lotada. E a galera fez muito barulho e botou pressão desde o começo, empurrando o alvi-negro pra cima da gente.
Numa das nossas poucas chances, o Carlos Eduardo encontrou o Diego e too mundo viu o que ele fez: se livrou da marcação e guardou lá na gaveta.
A gente enloqueceu. Enloqueceu mesmo. Quando vi, tinha maluco três degraus de arquibancada abaixo nos abraçando. Não vi comemoração, não vi nem quando o jogo recomeçou.
Vai dar, porra! Vai dar!
Perder o Carlos Eduardo foi uma boa desculpa para o indefectível Ramon entrar em campo. Era o que tínhamos, e bem sabíamos que aconteceria mais cedo ou mais tarde.
Douglas brigava lá na frente, dava carrinhos, mas era só o que ele fazia: ser o primeiro marcador do nosso time.
E o Santos nos espremendo, espremendo.
O primeiro tempo já tinha acabado quando o Santos fez o gol. Falha do Patrício. Parecia que o juiz ia nos incomodar. Não gostei do paraguaio.
O segundo tempo começou com o Santos muito mais vivo e o Grêmio ainda mais recuado. Já começaram com escanteios e jogando muito pelas laterais, contando com as falhas que inevitavelmente cometemos nos jogos fora de casa. Do lugar onde eu estava foi impossível ver o segundo gol deles. Na TV, parece que o Patrício se atrapalhou de novo.
O tempo não passava. E o nosso pavor só aumentava.
Veio o terceiro gol, no chute perfeito do Zé Roberto. A Vila pegou fogo. Eu fiquei mudo.
Não vai dar.
E daí adotamos de vez o esquema 6-1, com o Lucas no lugar do Douglas, o Edmílson no lugar do Tcheco e a bola para o lado que o nariz apontasse.
Diego Souza, guerreiro incansável, levou pânico aos santistas em suas tentaivas. Fábio Costa fez duas grandes defesas.
Quando alguém disse que tínhamos 41 minutos, ainda parecia que eles fariam o quarto gol. Meu estômago doía muito.
Não vai dar.
Aos 45, sobe a placa de 4 minutos de acréscimo. Não vai dar.
Mas o tricolor foi copeiro e conseguiu prender a bola, catimbar um pouco e o tempo foi passando. "Ai, ai, aiai, tá chegando a hora..." e o canalha paraguaio apitou.
Acabou! Putaquepariu! Acabou! A gente tá na final de novo!
Depois de tanto sofrer, a gente pôde comemorar.
E comemoramos por muito tempo, até a Polícia garantir que a gente sairia em segurança daquele chiqueiro imundo. Deu tempo até pra fazer uma ponta na Globo.
Na volta, camisetas escondidas por ordem da Polícia, acabou rolando tudo numa boa. Jantamos no mesmo restaurante que o Presidente Paulo Odone e outras autoridades tricolores. A comida era uma bosta. Bem servida, com uma porção gigante, mas uma bosta. O Theo e eu nem comemos muito.
Na caminhada de volta até o hotel, vimos um cadeirante ser atropelado na faixa de segurança por um Pegeout em alta velocidade. O motorista fugiu sem prestar socorro. Aliás, quando viu que o carro não parou, ele só puxou o carro um pouco para a esquerda pra não passar por cima do cadeirante e seguiu na mesmo velocidade. Nem reduziu o filho da puta.
Uma cena horrível. Mais uma emoção violenta numa noite cheia delas.
Pensando depois sobre o acidente, vi que o sujeito do Pegeout poderia ter nos atropelado também. Bastava ter tirado o carro para o Calçadão que pegava a gente.
Mas era a nossa noite de sorte. Não morremos duas vezes. Quer motivo melhor pra comemorar?
Somos finalistas da Libertadores de novo. Vamos enfrentar outro grande time. E vamos pra cima deles, pra tirar a Copa do lugar lamentável em que ela se encontra.
Salve, Grêmio!
Salve todos os Imortais Tricolores!
Faltam dois jogos para o tri e eu acredito sempre. Vai dar!
Libertadores da América 2007 - Semifinais - Vila Belmiro - Santos
Caramba. Fazia tempo que eu não sofria tanto.
Viajei completamente apavorado. No caminho até o aeroporto, nem o Theo e nem eu conseguíamos falar muito. A Claudia, sim, tava disposta e confiante. Ou estava nervosa, porque ela nem é de falar muito e foi conversando aqui de casa até o aeroporto.
"Vai dar, né?", era o que ela mais dizia.
As respostas, sempre monossilábicas, variam entre o arran e o vai ser difícil. Por sorte ela tava confiante.
Além da preocupação com o lado alvi-negro da Força, liderado pelo malvado Darth Vander, tinha que pensar na segurança do Theo. O cara tem 14 anos, é meu sobrinho, afilhado e tem muito o que ver e fazer nessa vida. Então, se eu tivesse que tomar uma tunda pro moleque sair ileso, azar. E tudo se encaminhava para isso.
Antes do almoço, recebi uma ligação da agência de viagem com um pedido. Viajar sem nada do Grêmio aparecendo por uma questão de segurança.
Ok. Preocupantemente ok.
Fomos separados no avião, o que facilitou a nossa vida. Mais uma hora e meia sem precisar falar ajudaria. Não sei como o Theo se saiu, mas eu enfiei a cara na Piauí e só tirei quando o pescoço doía.
O camarada da janela perguntou se eu tava indo pro jogo também. Começamos ali uma conversa sobre o que cada um esperava do jogo. Ele andava com bons palpites desde o jogo de volta com o São Paulo. Achava que seria 2 x 1 para o Santos e que o tricolor sairia na frente. Eu disse tomara. Acho que todo mundo contava com o resultado negativo, mas tinha esperança na classificação.
Apesar da véspera de feriadão, a estrada estava tranqüila para os padrões paulistas. Acho que o frio entre 18 e 30 graus levou a turma para Campos do Jordão. Deu tempo de passar no Hotel Atlântico, deixar as malas e seguir para a Vila Belmiro.
Ninguém levou a sério o fato do motorista da Van ter parado na esquina do Hotel para tentar descobrir onde ele ficava.
Achar os quartos no Hotel também é difícil. O bagulho é um labirinto escurão. Mas deu tudo certo. E deu tempo pra gente correr até um Mac e comprar um sanduba pro Theo.
Disseram que a Vila Belmiro ficava a 5 minutos do Hotel. Depois de 20 minutos rodando, o motorista entrou numa vilinhas, mas que não era Belmiro. E rodou por aquele lugar até que parou pra se informar num ponto de ônibus. Tava longe, muito longo.
Daí ele entendeu uma explicação e foi. Foi a São Sebastião, município vizinho.
A galera começou a cornetear o motora e ele ficou bem magoado. E continuou bem perdido.
O telefone de alguém tocou (o meu ficou no Hotel, ligando e desligando, com o teclado completamente travado - maldita hora em que elogiei o cretino!) e a notícia é que eles tinham tomado uma pressão na entrada. O motorista parou no meio da torcida do Santos, que começou a chacoalhar e bater no carro. Parece que foi um momento de tensão.
Mas a nossa maior preocupação era chegar ao estádio. Se a gente conseguisse encontrá-lo já seria lucro.
Nessa hora, não sabíamos sobre o incidente com os ônibus da Geral, que foram abordados pela Polícia, que não deixou passar quem não tinha ingressos (eles receberiam lá os ingressos, eu acho). A quantidade de ônibus variava de acordo com quem contava a história.
O fato é que uns não puderam voltar e os outros voltaram em solidariedade. E eles fizeram muita falta.
Chegamos em cima da hora. Ninguém se meteu e entramos na boa. Na subida da escada, tem um pedaço em que os visitantes ficam expostos aos inimigos nas cadeiras. Apesar dos caras não nos conhecerem, citaram nossas mães, nossas mulheres, nossa sexualidade. Pra quem achava que ia tomar uma ruim na entrada, foi barbada.
A Vila Belmiro é o que a gente costuma chamar de um chiqueiro.
O campo fica espremidinho pra caramba, o bicho é todo remendado. Uma bosta. Mas o banheiro é bem melhor que o nosso. E só. E o espaço para a torcida do Grêmio? Bom, era menor do que a arquibancada da gloriosa SABI (Sociedade Amigos do Balneário Ipanema).
A Vila tava muito lotada. E a galera fez muito barulho e botou pressão desde o começo, empurrando o alvi-negro pra cima da gente.
Numa das nossas poucas chances, o Carlos Eduardo encontrou o Diego e too mundo viu o que ele fez: se livrou da marcação e guardou lá na gaveta.
A gente enloqueceu. Enloqueceu mesmo. Quando vi, tinha maluco três degraus de arquibancada abaixo nos abraçando. Não vi comemoração, não vi nem quando o jogo recomeçou.
Vai dar, porra! Vai dar!
Perder o Carlos Eduardo foi uma boa desculpa para o indefectível Ramon entrar em campo. Era o que tínhamos, e bem sabíamos que aconteceria mais cedo ou mais tarde.
Douglas brigava lá na frente, dava carrinhos, mas era só o que ele fazia: ser o primeiro marcador do nosso time.
E o Santos nos espremendo, espremendo.
O primeiro tempo já tinha acabado quando o Santos fez o gol. Falha do Patrício. Parecia que o juiz ia nos incomodar. Não gostei do paraguaio.
O segundo tempo começou com o Santos muito mais vivo e o Grêmio ainda mais recuado. Já começaram com escanteios e jogando muito pelas laterais, contando com as falhas que inevitavelmente cometemos nos jogos fora de casa. Do lugar onde eu estava foi impossível ver o segundo gol deles. Na TV, parece que o Patrício se atrapalhou de novo.
O tempo não passava. E o nosso pavor só aumentava.
Veio o terceiro gol, no chute perfeito do Zé Roberto. A Vila pegou fogo. Eu fiquei mudo.
Não vai dar.
E daí adotamos de vez o esquema 6-1, com o Lucas no lugar do Douglas, o Edmílson no lugar do Tcheco e a bola para o lado que o nariz apontasse.
Diego Souza, guerreiro incansável, levou pânico aos santistas em suas tentaivas. Fábio Costa fez duas grandes defesas.
Quando alguém disse que tínhamos 41 minutos, ainda parecia que eles fariam o quarto gol. Meu estômago doía muito.
Não vai dar.
Aos 45, sobe a placa de 4 minutos de acréscimo. Não vai dar.
Mas o tricolor foi copeiro e conseguiu prender a bola, catimbar um pouco e o tempo foi passando. "Ai, ai, aiai, tá chegando a hora..." e o canalha paraguaio apitou.
Acabou! Putaquepariu! Acabou! A gente tá na final de novo!
Depois de tanto sofrer, a gente pôde comemorar.
E comemoramos por muito tempo, até a Polícia garantir que a gente sairia em segurança daquele chiqueiro imundo. Deu tempo até pra fazer uma ponta na Globo.
Na volta, camisetas escondidas por ordem da Polícia, acabou rolando tudo numa boa. Jantamos no mesmo restaurante que o Presidente Paulo Odone e outras autoridades tricolores. A comida era uma bosta. Bem servida, com uma porção gigante, mas uma bosta. O Theo e eu nem comemos muito.
Na caminhada de volta até o hotel, vimos um cadeirante ser atropelado na faixa de segurança por um Pegeout em alta velocidade. O motorista fugiu sem prestar socorro. Aliás, quando viu que o carro não parou, ele só puxou o carro um pouco para a esquerda pra não passar por cima do cadeirante e seguiu na mesmo velocidade. Nem reduziu o filho da puta.
Uma cena horrível. Mais uma emoção violenta numa noite cheia delas.
Pensando depois sobre o acidente, vi que o sujeito do Pegeout poderia ter nos atropelado também. Bastava ter tirado o carro para o Calçadão que pegava a gente.
Mas era a nossa noite de sorte. Não morremos duas vezes. Quer motivo melhor pra comemorar?
Somos finalistas da Libertadores de novo. Vamos enfrentar outro grande time. E vamos pra cima deles, pra tirar a Copa do lugar lamentável em que ela se encontra.
Salve, Grêmio!
Salve todos os Imortais Tricolores!
Faltam dois jogos para o tri e eu acredito sempre. Vai dar!
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Não custa explicar
Meu celular me abandonou em Santos. Tô achando que ele sentiu a pressão e deu um jeito de estragar para não ter que passar por toda aquela tensão.
Por isso não consegui responder as mensagens de texto dos amigos, nem as ligações, nem fazer vídeos e nem uma fotinho (achei por bem não ocupar as mãos que poderiam ser necessárias para socar a cabeça de algum vagabundo santista).
Tiver que guardar tudo na memória.
E juro que gritei o quanto pude, pelo menos até o terceiro gol deles. Daí só os mais fanáticos continuaram cantando. A maioria estava assustada demais pra respirar até.
Mas isso é assunto para outros posts.
Esse primeiro é pra dizer o seguinte: passamos por eles!
Agora é o Boca.
E, como a gente vem dizendo desde a apresentação do Grêmio Libertador, vai dar!
Por isso não consegui responder as mensagens de texto dos amigos, nem as ligações, nem fazer vídeos e nem uma fotinho (achei por bem não ocupar as mãos que poderiam ser necessárias para socar a cabeça de algum vagabundo santista).
Tiver que guardar tudo na memória.
E juro que gritei o quanto pude, pelo menos até o terceiro gol deles. Daí só os mais fanáticos continuaram cantando. A maioria estava assustada demais pra respirar até.
Mas isso é assunto para outros posts.
Esse primeiro é pra dizer o seguinte: passamos por eles!
Agora é o Boca.
E, como a gente vem dizendo desde a apresentação do Grêmio Libertador, vai dar!
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quarta-feira, 6 de junho de 2007
Indo
Estamos saindo para o Salgado Filho.
Chegamos e São Paulo e descamos pra Santos.
Vila Belmiro direto ou parar no caminho depende do atraso do vôo, do movimento na estrada (é véspera de feriadão).
Não morrendo e o Grêmio classificando, é lucro.
Vamos pra cima deles hoje. Com a raça que só a gente tem.
Dá-lhe, Tricolor.
Chegamos e São Paulo e descamos pra Santos.
Vila Belmiro direto ou parar no caminho depende do atraso do vôo, do movimento na estrada (é véspera de feriadão).
Não morrendo e o Grêmio classificando, é lucro.
Vamos pra cima deles hoje. Com a raça que só a gente tem.
Dá-lhe, Tricolor.
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Obrigado, Chefe!
Não posso deixar de agradecer ao meu chefe por me liberar da tarde pra ir a Santos.
Grande gremista e grande presença.
Mas pode ficar tranqüilo que na sexta-feira eu tô de volta pra trabalhar. Classificado pra final da Libertadores (se Deus quiser) e cheio de disposição.
Obrigado, Gil Kurtz!
Grande gremista e grande presença.
Mas pode ficar tranqüilo que na sexta-feira eu tô de volta pra trabalhar. Classificado pra final da Libertadores (se Deus quiser) e cheio de disposição.
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O Kit Mandinga vai a Santos
Cavanhaque, mufão, camisa tricolor de 2005 QUe vai ter que ficar bem escondida, pulseira preta (tá arrebentando, mas vai até a final), relógio do Grêmio. E o celular pra fazer os vídeos toscos, que já virou objeto da sorte também.
Sem nunca esquecer do Theo, sobrinho, afilhado, grande gremista e grande companheiro de aventuras, que é um novo item do kit mandinga.
O guarda-roupa é básico pra quem vai levar pancada da torcida adversária e da polícia. Jaqueta bem grossa, nada de toca ou boné, blusão grosso pra vestir por baixo da jaqueta O negócio é deixar o lombo o mais protegido e fofo possível.
Sem nunca esquecer do Theo, sobrinho, afilhado, grande gremista e grande companheiro de aventuras, que é um novo item do kit mandinga.
O guarda-roupa é básico pra quem vai levar pancada da torcida adversária e da polícia. Jaqueta bem grossa, nada de toca ou boné, blusão grosso pra vestir por baixo da jaqueta O negócio é deixar o lombo o mais protegido e fofo possível.
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Combateremos à sombra
A tropa de Darth Wander virá com 20 mil. Nós teremos 400 ou menos. Se as flechas deles não cobrirem o sol, talvez eles nos cubram de porrada.
Nessa situação, vamos lembrar de Leônidas: "Tanto melhor, combateremos à sombra".
O Grêmio e os gremistas não têm medo. Quem é Imortal Tricolor não se entrega.
Nessa situação, vamos lembrar de Leônidas: "Tanto melhor, combateremos à sombra".
O Grêmio e os gremistas não têm medo. Quem é Imortal Tricolor não se entrega.
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Medo? Eu não!
Apesar do clima mais propenso a uma chacina do que uma partida de futebol, com a palhaçada daquele louco santista, as declarações do Darth Wander, etc e tal, eu tô razoavelmente tranqüilo com a nossa integridade física na partida de hoje.
Vão cuspir, vão jogar mijo, isso é certo. Tomara que não tenha tijolo e nem muito rojão solto por lá, porque eles podem jogar também.
Mas eu acho que a coisa vai rolar tranqüila.
Vão cuspir, vão jogar mijo, isso é certo. Tomara que não tenha tijolo e nem muito rojão solto por lá, porque eles podem jogar também.
Mas eu acho que a coisa vai rolar tranqüila.
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Eu vou a Santos
Começou de zoeira e tomou proporções.
O Theo e eu vamos a Santos hoje à tarde pra ver o jogo. Grande presença da Claudia e da Leah, que agilizaram tudo.
Não sei como vou fazer com o blog. Talvez ele termine hoje à noite, depende do resultado. Mas como não vou levar o computador numa viagem bate e volta, é certo que vídeozinho tosco só vai rolar amanhã à noite. Se o hotel tiver uns computadores, escrevo algumas coisas de lá quando chegar de volta da Vila.
Em todo o caso, o blog tem dois editores. O outro tá encarregado dos primeiros textos sobre a nossa classificação.
Mas pinta aí, que não vão faltar histórias.
O Theo e eu vamos a Santos hoje à tarde pra ver o jogo. Grande presença da Claudia e da Leah, que agilizaram tudo.
Não sei como vou fazer com o blog. Talvez ele termine hoje à noite, depende do resultado. Mas como não vou levar o computador numa viagem bate e volta, é certo que vídeozinho tosco só vai rolar amanhã à noite. Se o hotel tiver uns computadores, escrevo algumas coisas de lá quando chegar de volta da Vila.
Em todo o caso, o blog tem dois editores. O outro tá encarregado dos primeiros textos sobre a nossa classificação.
Mas pinta aí, que não vão faltar histórias.
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Eu faria um gol e um retrancão
Pensando na possibilidade do post ali embaixo, sobre o Grêmio fazer um golzinho hoje na Vila, eu não trocaria um dos atacantes pelo Ramón nessa hipótese.
Trocaria logo pelo Edmílson, pelo Nunes ou pelo Schiavi... E ficava rebatendo tudo lá para o outro lado de campo.
Brincadeirinha. Foi só pra descontrair.
Trocaria logo pelo Edmílson, pelo Nunes ou pelo Schiavi... E ficava rebatendo tudo lá para o outro lado de campo.
Brincadeirinha. Foi só pra descontrair.
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